Cirurgia robótica aumenta a precisão na retirada de tumores

Diminuição da dor, redução do tempo de recuperação, ampliação da precisão, aumento do alcance de áreas de difícil acesso e a realização de movimentos coordenados, são alguns dos benefícios trazidos pela cirurgia robótica, que vem sendo aplicada pelo Hospital Felício Rocho no tratamento do câncer de próstata.

Aplicada a partir dos anos 2000 nos Estados Unidos (EUA), a prostatectomia radical robótica (cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata) é bastante comum também na Europa e chegou como mais um avanço no parque tecnológico do Hospital Felício Rocho, que conta com uma infraestrutura diferenciada e um corpo clínico altamente qualificado.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tumor que mais mata os homens, estando atrás somente do câncer de pulmão.

Disponível no país desde 1998, sendo realizada desde outubro de 2017 no Hospital Felício Rocho, a cirurgia robótica permite com maior precisão, a visualização de uma imagem de alta definição, magnificada e em três dimensões (3D) do local a ser tratado.

Segundo o médico urologista e diretor do Hospital, Francisco Guerra, a cirurgia robótica é um caminho sem volta. “O impacto na evolução das vias de acesso para tratamentos cirúrgicos (cirurgia aberta, laparoscopia e agora a robótica) é contundente para os cirurgiões. No entanto, o melhor de tudo isso, é o que visualizamos e vislumbramos para os pacientes em relação aos resultados e melhoria da qualidade de vida”, destaca.

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10 cuidados com a saúde dos idosos no verão

Com a chegada do verão, os dias começam a ficar cada vez mais quentes o que merece atenção especial com a saúde dos idosos. Confira 10 cuidados básicos para reforçar a atenção no verão.

  1. Protetor Solar – Toda pessoa que fique exposta ao sol precisa de proteção contra os danos do excesso de radiação solar. Como a pele dos idosos é mais sensível às agressões do excesso de sol, ele precisam redobrar atenção com o protetor solar nos dias com muito sol.
  2. Horários das atividades – Nos dias mais quentes é prudente programar as atividades ao ar livre para os horários em que o calor está mais brando. Ajuste sua programação para que os idosos estejam em casa antes das 10 horas da manhã, preferencialmente.
  3. Hidratação – A hidratação é fundamental para a saúde dos idosos e é crítica nos dias muito quentes. Ofereça água em pequenas quantidades ao longo do dia. O recomendado é a ingestão de 2 litros de água por dia.
  4. Ambientes arejados – Para garantir o conforto e saúde dos idosos, garanta que o ambiente seja fresco e bem ventilado mas dose bem o ar-condicionado e o ventilador já que esses aparelhos, usados em excesso, podem afetar negativamente a saúde dos idosos.
  5. Sol queima! – O sol é importante para nossa saúde, sendo essencial para a produção de Vitamina D mas nos dias muito quentes devemos nos proteger do sol direto para evitar queimaduras, mal-estar e insolação.
  6. Alimentação leve – Ofereça pequenas porções de alimentação leve e fresca a cada 3 horas. Inclua muitas frutas, legumes e verduras. Alimentos gordurosos e muito condimentados exigem mais esforço para ser digeridos e podem causar desconforto e mal-estar.
  7. Exercícios físicos – Se a pessoa tiver o hábito de fazer exercícios físicos o melhor é se exercitar logo pela manhã ou no final da tarde quando as temperaturas não estão mais elevadas. Fazer exercícios em ambientes muito quentes ou com baixa umidade leva a desgaste excessivo e colocar em risco a saúde dos idosos.
  8. Roupas confortáveis – No verão as roupas devem ser frescas e confortáveis para ajudar o idoso a manter o equilíbrio térmico corporal. Tecidos naturais e que facilitam a transpiração são os mais indicados.
  9. Umidade – Altas temperaturas e períodos sem chuva levam ao tempo seco e isso pode prejudicar a saúde do idoso. Instalar um umidificador de ambiente ajuda a evitar esse problema.
  10. Acessórios – O excesso de calor e luminosidade podem agredir os olhos. O conjunto de boné e óculos de sol com proteção ultravioleta são uma ótima opção para proteger a cabeça e os olhos.

 

Anvisa aprova Empliciti (elotuzumabe) para tratar mieloma múltiplo no Brasil

A biofarmacêutica Bristol–Myers Squibb (BMS) anuncia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar o medicamento Empliciti (elotuzumabe) para o tratamento dos pacientes que enfrentam o mieloma múltiplo no Brasil.

Trata-se do terceiro imuno-oncológico aprovado para o tratamento de doenças hematológicas e o terceiro medicamento desta classe, produzido pela BMS, aprovado no país, o que reforça a liderança da empresa na busca pelas melhores opções de tratamento em imuno-oncologia.

O medicamento é indicado em associação com lenalidomida e dexametasona para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo previamente tratados com uma ou mais terapias.

Baseado no estudo de fase III ELOQUENT-21, em associação terapêutica com lenalidomida e dexametasona, o Empliciti (elotuzumabe) é a única terapia que demonstrou benefício de sobrevida livre de progressão (PFS) mantida em 3 anos. A taxa é de 21% versus 14% quando comparada com lenalidomida e dexametasona apenas. A associação tripla reduziu o risco de progressão de doença ou morte em 23% e o ganho de sobrevida global, em 3 anos, foi de 50% versus 43%.

Apesar de ser uma doença incurável, Empliciti (elotuzumabe), já aprovado nos Estados Unidos e Europa, possibilitará aos pacientes atingir ganhos significativos de sobrevida em comparação à terapia padrão atualmente disponível no mercado nacional.

De acordo com o Dra. Luciana Barreto Herriot, médica hematologista do Instituto Nacional de Câncer, a chegada do primeiro imuno-oncológico para mieloma múltiplo representa, a médio prazo, um resultado ainda imensurável. “Trata-se de uma abordagem até então não explorada, que passa por vias novas no controle da doença e que podemos imaginar associada aos tratamentos vigentes de primeira linha e de recidiva, sem acréscimo significativo de toxicidade e com boa tolerância”.

A médica ainda alerta que a prevalência da doença é maior entre idosos a partir de 60 anos e o imuno-oncológico será uma opção segura de tratamento para esse público. “A chegada de uma classe totalmente nova de drogas ativas para o mieloma múltiplo, com perfil de toxicidade e segurança adequadas a população de maior prevalência desse tipo de câncer, permitirá uma série de associações com outros remédios também ativos para diferentes fases da doença”.

O Empliciti (elotuzambe) é o único medicamento disponível para o tratamento do mieloma múltiplo que apresenta duplo mecanismo de ação, pois induz diretamente a morte da célula tumoral e também estimula o sistema imunológico para combater o tumor.

Para o presidente da Bristol-Myers Squibb no Brasil, Gaetano Crupi, esta nova aprovação reafirma o posicionamento de liderança global da biofarmacêutica em imuno-oncologia e a importância do papel desempenhado pela empresa no combate ao câncer no Brasil. “Com base na nossa experiência com Sprycel (dasatinibe), indicado para leucemia mieloide crônica, e a recente aprovação de Opdivo (nivolumabe) para o tratamento do linfoma de Hodgkin, estamos fortemente empenhados em continuar a impulsionar a inovação e avançar no cuidado de pacientes com malignidades hematológicas por meio da nossa liderança em imuno-oncologia”, afirma o executivo. “O Empliciti (elotuzumabe) é um exemplo, pois trata-se do terceiro tratamento imuno-oncológico para doenças hematológicas, no Brasil. A aprovação deste medicamento está em linha com a estratégia pan-tumor da companhia, de tratar vários tipos de câncer com uma mesma molécula”.

Mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é um câncer relativamente raro. Nos Estados Unidos, a possibilidade de ser diagnosticado com mieloma múltiplo é de 1 em 143 (0,7%)². De acordo com dados do Globocan 2012³, apenas no Brasil, foi registrada a incidência de 3518 casos de pacientes diagnosticados com a doença.

A doença é um tipo de câncer que se origina a partir dos plasmócitos (um tipo de célula do sistema imunológico responsável pela produção de anticorpos). Esta célula doente se multiplica infiltrando a medula óssea (sede da produção do sangue) levando a anemia. O plasmócito doente infiltra os ósseos gerando destruição do tecido ósseo o que causa dor intensa e traz o risco de fraturas. Além disso, a produção de anticorpos anômalos pode levar a infecções de repetição e insuficiência renal4.

De acordo com estudos, mais de 90% dos casos ocorrem após os 50 anos, com idade média ao diagnóstico de 70 anos, no Ocidente5, mas, no Brasil, a ocorrência da doença ocorre mais cedo, sendo de 60 anos a idade mediana dos pacientes ao diagnóstico6,7.

Imuno-Oncologia na Bristol-Myers Squibb

Cirurgia, radioterapia, citotóxicos ou terapias-alvo têm sido as alternativas de tratamento para o câncer nas últimas décadas, entretanto sobrevida a longo prazo e uma boa qualidade de vida continuam sendo prioridade para os pacientes com a doença em fase avançada.

Para atender a essa necessidade médica, a Bristol-Myers Squibb está liderando pesquisas em áreas inovadoras do tratamento de câncer, como a Imuno-Oncologia, que envolve agentes cujo mecanismo primário é estimular o sistema imunológico para combater o câncer.

A empresa está estudando uma variedade de compostos e abordagens imunoterapêuticas para pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo pesquisas sobre o potencial de combinações entre agentes imuno-oncológicos que têm como alvo diferentes caminhos no tratamento do câncer.

A Bristol-Myers Squibb está comprometida em avançar na ciência da Imuno-Oncologia com o objetivo de mudar a expectativa de vida e a maneira como os pacientes com câncer vivem.

Sobre a Bristol-Myers Squibb 
A Bristol-Myers Squibb é uma biofarmacêutica global cuja missão é descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos inovadores que ajudem os pacientes a superar doenças graves. Para mais informações sobre a Bristol-Myers Squibb, visite http://www.bristol.com.br

Referências
1 http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1505654#t=article
2 http://www.tudosobreomielomamultiplo.com.br/2015/09/17/dados-estatisticos-sobre-o-mieloma-multiplo/
3 http://globocan.iarc.fr/old/summary_table_pop-html.asp?selection=24076&title=Brazil&sex=0&type=0&window=1&sort=0&submit=%C2%A0Execute
4 http://www.mielomabrasil.org/faq.php
5 Swerdlow SH, Campo E, Harris NL, Jaffe ES, Pileri SA, Stein H, et al. WHO Classification of Tumours of Haematopoietic and Lymphoid Tissues. 4th ed. Lyon: International Agency for Research on Cancer 2008
6 Hungria VT, Maiolino A, Martinez G, Colleoni GW, Coelho EO, Rocha L, et al. Confirmation of the utility of the International Staging System and identification of a unique pattern of disease in Brazilian patients with multiple myeloma. Haematologica, 2008; 93(5):791-2.
7 Hungria VTM. Mieloma múltiplo no Brasil: aspectos clínicos, demográficos e validação do Sistema de Estadiamento Internacional (ISS) em pacientes brasileiros. Rev bras hematol hemoter, 2007; 29(Suppl. 1):10-3.

Pilates ajuda a combater a Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa que causa o enfraquecimento progressivo da massa óssea. Segundo a Fundação Mundial de Osteoporose, aproximadamente 10 milhões de pessoas no Brasil lidam com o problema. É comum o paciente demorar para descobrir, e dessa forma, só começar a tratar quando se chega a um estágio avançado. O que poucas pessoas sabem é que o Pilates pode ser um grande aliado nessa luta.

A osteoporose prejudica o bem estar e a qualidade de vida dos pacientes. O que o Pilates faz é auxiliar no tratamento, devolvendo a autonomia e mobilidade corporal. A prática de exercícios físicos regulares tem por objetivo deixar os ossos mais firmes e aumentar também o tônus muscular.

Como o Pilates melhora a vida de quem sofre com a osteoporose

Para os pacientes que convivem com a osteoporose, é fundamental fazer o organismo criar resistência para evitar fraturas. Como o Pilates é uma técnica que trabalha o corpo todo e respeita as particularidades, necessidades e limites de cada um, tem sido o treinamento mais indicado para o tratamento da doença.

O Pilates é um dos melhores exercícios para tonificar os músculos e aumentar a atividade muscular do organismo sem gerar desgaste ou impacto para as articulações e ossos. Durante a prática, os ossos são submetidos à carga mecânica, favorecendo o aumento da massa óssea sem fadigar o organismo.

A prática também ajuda a trabalhar o equilíbrio, a força muscular, a concentração e coordenação. Além disso, é o aliado número um para postura, o que ajuda a corrigir padrão de movimentos errados, evitando assim possíveis lesões.

Embora a doença atinja em sua grande maioria pessoas acima de 50 anos e mulheres na pré-menopausa, é comum encontrar pacientes mais jovens preocupados com os sintomas, que vão desde dores nas articulações até fraturas constantes.

Para aqueles que foram diagnosticados com a doença e pretendem iniciar um exercício físico que os auxiliem no tratamento, é importante começar aos poucos, com o acompanhamento de um educador físico ou fisioterapeuta – e de preferência em um estúdio especializado.

Os exercícios mais recomendados para os alunos que estão começando são os de baixo impacto, que proporcionem fortalecimento dos membros inferiores, superiores e músculos estabilizadores da coluna.

É importante não deixar o trabalho de reabilitação do organismo todo nas mãos dos Pilates. Uma alimentação balanceada, rica em cálcio e que reponha os nutrientes do corpo também ajuda na prevenção e tratamento.

Mesmo não sendo a única forma de ajudar os pacientes, a atividade física compreende grande parte da recuperação e, por isso mesmo, é fundamental se cercar de profissionais qualificados.

 

Thatiana Cristina Baldini Luiz é fisioterapeuta e professora – coordenadora das unidades Paraíso e Aclimação da Action 360º.  A Action 360º é uma rede de franquias de estúdio que combina os treinos de Pilates e Treinamento Funcional. www.action360.com.br

Quatro problemas que podem causar dor na garganta

Dificuldade para engolir ou falar, rouquidão, mau hálito, febre e dor são alguns dos sintomas da dor de garganta, problema frequente tanto em adultos quanto em crianças e que pode ter como causa diversos fatores.

Abaixo, o otorrinolaringologista da Clínica Dolci em São Paulo e professor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci, explica quais são as principais.

Amigdalite

Ocorre devido à inflamação das amígdalas, que ficam localizadas entre a boca, o nariz e a garganta e são grandes aliadas do nosso sistema imunológico. São formadas por tecido linfoide, o mesmo tecido das adenoides. Elas desenvolvem a função de produzir anticorpos para o combate aos micro-organismos causadores de doenças da mucosa respiratória e do aparelho digestório, que invadem nosso corpo pelo ar ou na alimentação.

Alergias

Podem causar dor de garganta por causa de substâncias presentes no ar que causam alergia, como ácaros, corante, poluição, pólen e também pela ingestão de algum alimento ao qual o indivíduo seja alérgico.

Refluxo gastroesofágico

Esse é um problema que pode causar inflamação da garganta devido ao retorno anormal do conteúdo ácido do estômago, podendo chegar até a região laríngea, com isso ocasionando uma irritação da mucosa respiratória e causando consequentemente esse desconforto.

Laringite

É causada geralmente por vírus ou até mesmo abuso vocal, que causa a irritação da região das vias aéreas onde ficam localizadas as cordas vocais. O problema desencadeia uma redução na sua capacidade de vibrar, levando à rouquidão, perda da voz e em alguns casos pode até ocasionar dor de garganta.

“Caso sinta algum desconforto na região por mais de uma semana evite partir para automedicação e seguir receitas caseiras milagrosas, e procure um otorrinolaringologista, para um melhor diagnóstico. E lembre-se quanto mais rápido o tratamento, menores são as chances de que a doença se agrave”, finaliza Dr. Dolci.

 

Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci é Sócio da Clínica Dolci – Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo; Membro Titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologista e Cirurgia Cervico-Facial; Membro da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Doutorando pela Ohio State University (OSU/USA) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Facebook/clinicadolci

Qual a melhor atividade física. Corrida ou caminhada?

É inegável que praticar atividade física faz bem para a saúde. Porém, é comum que apareçam dúvidas na hora de escolher qual exercício fazer. Como escolher entre corrida e caminhada? Qual a mais indicada?

Muitas pessoas acreditam que a corrida e a caminhada servem para a mesma coisa, mas, apesar de possuírem benefícios parecidos, os objetivos atingidos através de cada um dos exercícios são distintos. “Tanto a caminhada quanto a corrida são boas para a saúde e alguns benefícios são comuns em ambas as modalidades, como por exemplo, o controle da hipertensão, da diabetes e do colesterol e a liberação de endorfinas, hormônios que relaxam o corpo, geram sensação de bem-estar e auxiliam a boa qualidade do sono.

Porém, na hora da escolha, tudo depende do objetivo final: perda de peso, condicionamento físico ou ambos”, afirma a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “Mas ambos são excelentes para o sistema circulatório, pois a prática de exercícios físicos aumenta o fluxo da circulação do sangue e melhora o retorno venoso com a finalidade de levar oxigênio às células dos músculos e tecidos próximos. Assim como o sangue chega nos membros inferiores, ele precisa retornar ao coração para ser bombeado novamente”, completa a médica.

Quando a Corrida é a melhor atividade física

Se o objetivo é perder peso ou competir, a corrida é a melhor escolha. Na corrida, a capacidade de perda energética e, consequentemente, de perda de peso é maior. Além de contribuir para a queima de gordura, o exercício ajuda a desenvolver os músculos e fortalecer o sistema imunológico.

Porém, a corrida é indicada para pessoas que têm maior aptidão e um condicionamento físico melhor. “Quando corremos o impacto nas articulações e o nível de exigência muscular é maior, o que aumenta os riscos de possíveis lesões. Mas, se aliada à musculação, os riscos de sofrer com estas lesões podem ser diminuídos”, explica a médica.

Para diminuir as dores pós-corrida, uma boa estratégia é apostar nas meias elásticas esportivas de compressão. “Elas têm compressão graduada que pode variar de 15-23 mmHg até 20-30 mmHg dependendo do fabricante e são capazes de: melhorar o retorno venoso, manter a musculatura aquecida, reduzir a fadiga muscular, acelerar a recuperação, diminuir a incidência de câimbras e dores na panturrilha, além oferecer efeito benéfico durante o exercício – o que pode melhorar a performance”, explica a Dra. Aline Lamaita.

Há um efeito imediato e uma ação pós-atividade física. “O uso da meia diminui os produtos de degradação, os ácidos lático e pirúvico, que estão ligados àquela dor muscular do dia seguinte (ou 48 horas depois) de uma corrida, por exemplo.

No caso da meia, acelerando a circulação, ela diminui a concentração desses ácidos”, explica. Apesar dos multibenefícios, a médica alerta que é importante sempre ficar atento às especificações da meia, tirar medidas adequadas para que a meia tenha um ajuste perfeito nas pernas e consultar um cirurgião vascular.

Quando a caminhada é  a melhor atividade física

Já se o objetivo é sair do sedentarismo ou preparar o corpo para atividades físicas mais pesadas, a caminhada é o ideal. Segundo a Dra. Aline, a caminhada protege mais o coração, por exigir menos esforço dele. O risco de lesões ao caminhar também é menor quando comparado a corrida. Além disso, a atividade auxilia no combate a osteoporose, protege contra infartos e pode ser realizada por um grupo maior de pessoas, como iniciantes, idosos e obesos.

Porém, o mais importante é sempre respeitar seus limites. Para quem quer começar a correr, algumas dicas como: intercalar entre corrida e caminhada, focar na respiração e fazer exercícios para fortalecer a musculatura podem ser muito proveitosas. “Tanto a caminhada quanto a corrida tem seu propósito e o ideal é que, antes de iniciar qualquer exercício, seja realizada uma avaliação médica. Com isso, poderá ser indicada para o praticante a modalidade que traga mais benefícios para ele. Se bem indicadas e feitas com a assistência profissional adequada, ambas as atividades podem melhorar muito o nosso sistema circulatório”, finaliza a cirurgiã vascular.

 

Dra. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.
http://www.alinelamaita.com.br/

Cuide hoje do seu corpo de amanhã com Pilates

O livro “Brasil: uma visão geográfica e ambiental no início do século XXI”, lançado em 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, até 2050, a população idosa vai triplicar no país. Ela passará dos 19,6 milhões (10% da população brasileira), registrados em 2010, para 66,5 milhões de pessoas, em 2050 (29,3%). Estima-se, ainda, que em 2030 haja uma inversão no cenário demográfico e que o número absoluto e o porcentual de brasileiros com mais de 60 anos ultrapasse o de crianças de 0 a 14 anos, chegando a 41,5 milhões (18% da população) versus 39,2 milhões (17,6%), segundo estimativas do IBGE.

O Brasil está envelhecendo e apresenta uma crescente expectativa de vida. E, para ajudar os idosos a se cuidarem melhor nesta fase da vida, apresento um pouco do que aprendi durante os 20 anos de convivência que tive com a minha grande Mestra e amiga Romana Kryzanowska, que tinha uma paixão singular pelo Autêntico Método Pilates, um carinho e respeito supremo pelos idosos e pelo nosso grande Mestre Joseph Pilates, criador da Contrologia (Pilates).

Durante as nossas agradáveis conversas sobre bem-estar, saúde e o Método Pilates, Romana sempre fez questão de enfatizar o quanto o Sr. Pilates se preocupava em preparar as pessoas desde cedo para chegarem a esta fase da vida com uma saúde completa física, mental e emocional, assim como devolver aos que já se encontram nela a autonomia e a funcionalidade para fazer as atividades simples do dia a dia.

Joseph Pilates defendia que para termos uma longevidade física e mental é preciso nos atentar desde cedo a alguns aspectos importantes, como: conquistar e manter um bom condicionamento físico e mental por meio da Contrologia e de atividades físicas ao ar livre, tomar sol pela manhã, cuidar da alimentação, estimular a mente, organizar melhor a agenda para ter tempo para o lazer e a sociabilização, respirar melhor, ter um bom sono e desenvolver a espiritualidade.

Os exercícios físicos praticados de uma maneira sistemática estimulam os idosos nos aspectos físico, psicológico e social, já que essas atividades são consideradas como um possível agente antidepressivo. E, obviamente, também ajudam a estimular o relacionamento entre eles e seus familiares, amigos e sociedade em geral, melhorando a autoestima, a capacidade de aprendizagem e de treinamento da funcionalidade para que se sintam mais motivados e capacitados a fazer as simples atividades do cotidiano.

A realização de atividades físicas tem diversos objetivos para os idosos. Entre eles, destaco: melhorar as condições musculares e articulares, a flexibilidade, força, postura, coordenação motora e equilíbrio, desenvolvendo a autoimagem e a autoestima, que são importantes para preservar e promover a independência e autonomia das atividades da vida diária; beneficiar o sistema cardiorrespiratório, como a circulação periférica; auxiliar na prevenção da obesidade e da descalcificação óssea, evitando ou retardando o aparecimento da osteoporose; beneficiar os atos de caminhar, sentar, levantar, subir e descer escadas, aumentando o controle do corpo, do movimento e gesto motor; e fazer com que eles consigam se higienizar de uma maneira mais natural e prazerosa.

O Autêntico Método Pilates de Condicionamento Físico e Mental (ou Contrologia) foi criado por Joseph Pilates há mais de 100 anos para mudar o corpo e a vida dos praticantes por meio de um sistema complexo de movimentos seguros e eficazes que ajuda as pessoas a cuidar do próprio corpo e conquistar uma vida saudável e feliz em todas as idades. Por meio da prática que trabalha de forma global e integrada o corpo físico, mental e emocional, alunos a partir dos 10 anos conseguem melhorar postura, concentração, capacidade vascular e cardiorrespiratória, força, flexibilidade, resistência e controle motor, reduzir tensão muscular, estresse, fadiga e dores crônicas, eliminar as consequências do sedentarismo, reabilitar lesões e desacelerar processos degenerativos e de envelhecimento.

E no que o Pilates pode beneficiar especificamente seus praticantes da terceira idade? O envelhecimento leva as pessoas, com o passar dos anos, a terem uma perda acentuada da corporalidade saudável e o Método criado por Joseph Pilates retarda todo esse processo. Ele melhora os aspectos físico, psicológico e social e estimula a inteligência e a memória, deixando o envelhecimento mais lento, com pensamentos positivos, alegria e esperança.

O que fazer em caso de insônia

Se o sono está fragmentado, tem sonolência diurna, pouca energia, irritabilidade e/ou demora mais de 30 minutos para começar a dormir, e esses fatores se repetem pelo menos três vezes por semana durante três meses, é a insônia se manifestando como um transtorno.

Caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono, de mantê-lo durante a noite ou pelo despertar precoce, a insônia afeta grande parte da população e pode acarretar problemas mais graves. Segundo a neurologista e coordenadora do Departamento Científico do Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Andrea Bacelar, muitas vezes, quando combinado com outro transtorno ou doença, como dores crônicas, nas artrites ou artrose, e transtorno de humor ou ansiedade, passa a ser chamada insônia comórbida, ou seja, insônia e outra situação acontecendo simultaneamente, uma piorando a outra. Comumente relacionada com a depressão, é de suma importância que não somente o humor, mas também o sono, sejam tratados para evitar complicações.

“Para que o tratamento seja eficaz, é essencial individualizar as queixas fazendo uma anamnese abrangente para definir outras possíveis situações agregadas à insônia”, indica a especialista.

O transtorno é mais comum em mulheres por influências genéticas, hormonais, culturais e cotidianas, como quando é submetida ao exercício de multitarefas, o que a sobrecarrega física e emocionalmente e dificulta o relaxamento para uma boa noite de sono. Muitas vezes, durante a gravidez, a dificuldade para adormecer também aparece, embora, nesse caso, seja transitório, decorrente de mudanças hormonais e do desconforto gerado durante o período gestacional.

Há diversas opções de tratamento para os que sofrem com o transtorno da insônia. As recomendações médicas vão desde terapias não farmacológicas atuando em hábitos e pensamentos inadequados que acabam perpetuando as manifestações da insônia até doses baixas de antidepressivos. “Os antidepressivos sedativos podem ser muito eficazes, funcionando como monoterapia, ou seja, um único remédio para resolver diversas questões, como, por exemplo, ansiedade, humor e até dificuldade para iniciar ou manter o sono”, avalia a especialista.

“Muitas vezes, o paciente se ajusta à insônia em vez de procurar ajuda. Tal escolha pode causar graves consequências, já que a insônia pode se tornar crônica e, uma vez que esse indivíduo adota meios inadequados para o tratamento, como álcool e tranquilizantes, sem recomendações médicas, pode acabar se tornando dependente do tratamento, e sem resolver o problema”, alerta Andrea Bacelar.

O tratamento não medicamentoso também é uma opção para quem sofre com o transtorno. Exercícios físicos, boa alimentação em horários habituais, evitar ingerir bebidas alcoólicas e com cafeína perto da hora de dormir, regularidade nos horários de se deitar e de se levantar e terapia cognitiva para insônia, cujo objetivo é eliminar crenças inadequadas sobre o sono, entre outros, possibilitam alívio e até resolução do problema. Pode-se, também, apostar em técnicas relaxantes, como ioga, acupuntura e meditações, que, embora não tenham comprovação científica, são grandes aliadas.

Asma é uma das principais causas de internação entre crianças e idosos

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, que provoca estreitamento da passagem do ar nos pulmões, dificultando a respiração. Ela pode aparecer em pessoas de qualquer idade e, também, em qualquer época do ano. Segundo a Dra. Priscila Moraes, pediatra especialista em alergia e imunologia do Docway, a asma é uma das importantes causas de internação, principalmente em crianças e idosos. A asma não tem cura, mas tem controle, permitindo vida normal a seus portadores.

A especialista explica que a asma pode ser alérgica ou não, dependendo do tipo de resposta imunológica. “No caso da asma alérgica, o organismo cria anticorpos contra os agentes agressores, chamados alérgenos, os mais comuns são os ácaros (presentes na poeira caseira), cães, gatos e os fungos. Já a asma não alérgica também pode ser provocada por estímulos externos, como fumaças e cheiros fortes, mas por fatores irritativos, sem criar anticorpos contra isso”, detalha.

A asma pode ter manifestações diferentes nas crianças e nos adultos, pela diferença anatômica, pela exposição aos agentes externos e pela própria imunidade. Assim, a asma nas crianças tem como principal fator desencadeante as infecções das vias aéreas, e tendem a melhorar com a idade, já que vão ficando mais resistentes a infecções. No caso dos idosos, o pulmão pode estar comprometido com outros agentes agressores ao longo da vida, como a poluição, fumaça de cigarro, e a asma tende a ser mais persistente, piorando com estímulos irritativos.

“Os principais sintomas da asma são chiado, tosse, falta de ar, aperto no peito e cansaço aos esforços. Esses sintomas variam de intensidade ao longo do tempo, dependendo de fatores desencadeantes. Um importante aliado no combate a asma são os broncodilatadores, popularmente chamados de ‘bombinhas’, que ajudam na melhora desses sintomas após o uso”, comenta a Dra. Priscila. Atenção especial deve ser dada também aos idosos, que não percebem bem esses sintomas, pois acreditam ser normais para a idade. Crises de tosse, falta de ar aos menores esforços e despertares noturnos são sinais de alerta. Já as crianças apresentam alguns sinais, que podem ser identificados antes que se agravem, para que o atendimento adequado possa ser feito o mais rápido possível. “Crianças com sinais de desconforto respiratório apresentam batimento da asa do nariz, retração muscular nas costelas, aumento da frequência respiratória e chiado no peito. Quando conseguimos identificar o início da crise, podemos evitar o agravamento dela”, explica a médica.

Ainda segundo a médica, existem os tratamentos de alívio, que são aqueles de resgate no momento da crise, e os tratamentos a longo prazo, para reduzirem a inflamação dos pulmões. “Para alívio, são usados broncodilatadores de curta ação, que agem no momento da crise, como o salbutamol e o fenoterol. Dependendo da intensidade e frequência dos sintomas, é importante o tratamento com corticoides inalatórios, associados ou não a broncodilatadores de ação longa. Como exemplo, temos a budesonida e a fluticasona, que podem vir associados com formoterol ou salmeterol. Outros tratamentos também estão disponíveis, para casos mais graves”. Para os casos de asma alérgica, também existe a possibilidade de fazer imunoterapia, que é a “vacina” contra alérgenos, indicada após testes comprovatórios da alergia. “É sempre importante avaliação médica para determinar qual cada caso”, complementa a especialista.

Para amenizar os sintomas da asma, é fundamental seguir algumas dicas básicas, como manter-se longe do cigarro. “Se você fuma e seu filho tem asma, evite fumar perto da criança ou dentro de casa, se você tem certa idade e sofre com ela, é bom parar de fumar. Mantenha a casa limpa, para afastar possíveis desencadeantes das crises. Boa ventilação e exposição solar ajudam a renovar o ar e diminuir a chance de ter mofo no ambiente. Prefira passar pano úmido invés de varrer a casa. Aspiradores de pó com filtro de água ou filtro HEPA são melhores para reter ácaros”, sugere a médica. Outro ponto importante é manter a vacinação em dia, pois pessoas com asma tendem a apresentar mais complicações.

Cuidados e tratamento para dor pélvica crônica

A dor pélvica crônica (DPC) apresenta prevalência em torno de 16% na população feminina, afeta principalmente mulheres na idade reprodutiva e associa-se à disfunções físicas, emocionais, comportamentais e sexuais. A dor, sintoma mais frequente, muitas vezes possui caráter constante e pode piorar no período pré-menstrual e menstrual.

Várias são as causas de DPC, tais como: ginecológicas, urológicas, gastroenterológicas, musculares, vasculares e neurológicas, visto a pelve possuir diversas estruturas anatômicas. Entre as doenças que mais frequentemente determinam DPC tem-se: a endometriose, a síndrome do intestino irritável, a síndrome da bexiga irritável, vulvodinia, síndrome dolorosa miofascial e dor neuropática.

Dra Telma Mariotto Zakka, ginecologista com área de atuação em dor, coordenadora do Comitê de Dor Urogenital da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e responsável pelo ambulatório de dor pélvica crônica do Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo, explica que, muitas vezes, atribui-se à endometriose a causa das dores. “Entretanto, é muito importante considerar que 60% das pacientes com endometriose são assintomáticas, ou seja, não têm dor, portanto, é necessário considerar todas as estruturas presentes na pelve, não apenas o endométrio”, afirma.

Geralmente a dor na região pélvica é do tipo cólicas, latejamento, pontadas, de forte intensidade, que se associam à dificuldade para urinar e defecar, desconforto durante ou após as relações sexuais, sono não reparador, enxaqueca, ansiedade, depressão e dificuldade de concentração. De difícil diagnóstico e tratamento, 60% das pessoas que sofrem de DPC permanecem sem diagnóstico ao longo da vida.

No diagnóstico, é muito importante uma entrevista objetiva e detalhada para avaliar fatores de piora e melhora da dor, investigar doenças sexualmente transmissíveis, que aumentam em até quatro vezes o risco de DPC, investigar a possibilidade de violência sexual, moral e física. O exame físico minucioso, incluindo o exame ginecológico, é imprescindível para o diagnóstico da dor. O tratamento, sempre que possível, deve ser multidisciplinar, pois como se trata de uma região com muitas estruturas, com disfunções emocionais associadas, às vezes é necessário associar aos medicamentos, fisioterapia e psicoterapia. Os remédios que podem ser incluídos na rotina dos doentes são, por exemplo, antidepressivos, em pequenas doses, e analgésicos. “Proporcionam melhora da dor e da qualidade de vida, facilitando a realização das atividades da vida diária e profissionais”, completa a especialista.

Embora não seja uma regra, a ocorrência de abuso sexual, físico e moral na historia das mulheres com DPC é frequente, gerando quadro de depressão e ansiedade. Como a doença é mais incidente na faixa etária reprodutiva e produtiva, as atividades físicas, profissionais, sexuais e o lazer ficam prejudicados, determinando prejuízo para a saúde emocional e incapacidade em graus variados. A dor, maior fator incapacitante, piora para caminhar ou sentar, nos dias frios, com exercícios físicos, atividade sexual, na TPM, para urinar e ou evacuar, com condições emocionais, levando a pacienta à abandonar sua vida social, profissional e sexual.

“Apesar de se tratar de uma doença debilitante, é possível curá-la, desde que diagnosticada correta e precocemente. O projeto de cura deve ser bilateral, do paciente para com o médico e do médico para com o paciente, pois só assim estabelecemos medidas adequadas para reabilitá-la”, finaliza.

Pilates é exercício indicado para todas as idades

A prática do Pilates já existe há alguns anos, porém se tornou mais popular no Brasil de pouco tempo para cá, tendo início, principalmente, em clínicas de fisioterapia, muito por conta dos benefícios que a atividade traz à saúde. Apesar disso, com o tempo o Pilates ganhou espaço em academias, e embora tenha capacidades que se alinham com a melhoria de questões como o peso, em menor escala, o principal foco da modalidade de exercícios é alcançar uma compreensão corporal maior, condicionar o físico e a mente e obter controle sobre o corpo.

Os exercícios agem tonificando músculos, auxiliando no equilíbrio e coordenação motora, o que torna o Pilates uma prática que é boa em todas as idades. Isso porque as limitações físicas, no que tange à prática, estão muito mais ligadas ao costume e a respeitar os limites de cada corpo, do que em alguma dificuldade inata da idade. Podemos listar benefícios e cuidados que tangem a cada faixa de idade, entretanto lembramos que é importante ter o acompanhamento de um especialista, pois determinados exercícios podem se encaixar melhor nas limitações etárias de cada pessoa, sem esquecer que isso por vezes varia de pessoa para pessoa:

Pilates para crianças: a partir de 12 anos já é interessante praticar o Pilates. Isso porque crianças muito mais novas perdem a atenção e a concentração rápido devido ao estado mental em desenvolvimento. Assim, com 12 anos se tem uma noção de que a criança respeitará a atividade e com atenção receberá os benefícios. Como os exercícios tem baixo impacto, é importante saber que não há prejuízos em nenhuma idade, mesmo quando criança, porém o domínio de posições mais complexas vem com o aumento da flexibilidade. O benefício principal vem na melhora da coordenação motora, noção espacial, o que dialoga com a fase de aprendizagem primeira, além de contribuir para o alinhamento cervical, que é muito prejudicado por má postura, sobretudo por carregar mochilas, sentar errado na escola, etc. A prática previne desvios posturais, corrige desde cedo vícios e até ajuda na manutenção do peso nas fases de crescimento.

Pilates para adolescentes: a prática continua benéfica, sobretudo por ainda ser essa uma idade escolar, alguns dos problemas da infância ainda serem vigentes e, sobretudo, ser necessário um cuidado especial com o peso em uma fase de desenvolvimento. O Pilates ajuda a desenvolver bem o corpo na puberdade, pois com as mudanças, pode-se achar desconfortos na postura, sobretudo para os que crescem depressa, o famoso “estirão”.

Pilates na vida adulta: geralmente é aqui que mais se pratica o Pilates, buscando inclusive o embelezamento do corpo através de exercícios que ajudam a tonificar músculos, porém na vida adulta é quando mais temos que corrigir maus hábitos e problemas, sobretudo de coluna. Os ganhos na saúde são intensos, tanto para mulheres quanto para homens, embora no caso das mulheres haja a vantagem de o Pilates também ajudar na gestação.

Pilates na gestação: para tudo se deve consultar especialistas e médicos, mas em períodos de gestação isso ganha um ar de cuidado excepcional. Justamente por isso separei um item à parte. Geralmente se pode praticar o Pilates até o final da gestação, sempre mantendo acompanhamento médico. Ter uma rotina de exercícios melhora muito a saúde da mãe e do bebê. Os planos de exercícios para gestantes geralmente são diferenciados, ajudando inclusive com inchaço. Para as que praticam durante a gestação a recuperação também é mais rápida no pós parto. Passado o período de quarentena a mamãe já pode voltar para suas aulas normalmente.

Pilates para idosos: talvez uma das épocas da vida onde mais se tem a ganhar com o Pilates é a terceira idade. Com a idade vem a perda de tônus muscular e ósseo, isso é algo comum à idade, porém com maior consciência do corpo, melhoramento no equilíbrio e fortalecimento muscular, é possível compensar grande parte dessa perda natural, evitando quedas, melhorando a circulação, diminuindo espasmos musculares e a respiração. Até mesmo para quem tem osteoporose é possível ajudar a compensar fraqueza óssea com músculos mais fortes. O aumento da flexibilidade ajuda muito com dores nas costas, e acaba sendo ideal para se cuidar da saúde nessa idade.

Apesar disso, muitas vezes idosos são melhores no Pilates do que adolescentes. Uma posição pode ser feita por qualquer pessoa independente da idade. Isso porque o físico e as limitações são particulares de cada um. Apesar de ter exercícios que podem ser indicados pelo instrutor como melhores para cada idade, o Pilates é só se conhecer e respeitar seus limites, os ampliando com cuidado. Por isso acompanhamento médico e respeito aos limites, expandindo práticas com tempo e costume é muito importante.

Marcelo Tuccio é educado físico e sócio fundador da Action 360º, franquia paulista de estúdios de Pilates e Treinamento Funcional.

Dia do Pilates é comemorado pela primeira vez no Brasil

No dia 9 de outubro foi celebrado, pela primeira vez no Brasil, o Dia do Pilates, em homenagem aos 50 anos de legado de Joseph Hubertus Pilates, criador do método que leva seu sobrenome. Nesta data, mais de 300 studios pelo país fizeram atividades comemorativas como uma aula que seguiu o mesmo formato e sequência propostos originalmente por Pilates e que foi realizada simultaneamente em todos os locais participantes.

Essa foi a maior celebração do Método Pilates do mundo, organizada pelo The Pilates Studio Brasil (www.pilates.com.br), rede que está no país desde 1998 e que é a detentora da Contrologia, a autêntica metodologia de condicionamento físico e mental criada por Joseph Pilates há mais de 100 anos. “Manter os conhecimentos acumulados e organizados de forma integral e respeitosa com quem o construiu é o sentido profundo de manter o legado. O Pilates não é uma atividade física da moda, ele veio para ficar. Nos últimos 20 anos, foi a metodologia que mais cresceu no mundo entre as pessoas que procuram melhorar sua saúde e qualidade de vida”, destaca Inelia Garcia, diretora técnica da rede que conta com 47 unidades no Brasil, entre studios próprios e franqueados, quatro em Portugal e duas no Chile.

Ao longo do dia 9, foram realizados vários aulões nos studios em comemoração ao Dia do Pilates e sorteadas camisetas do evento, além de ter sido oferecido águas aromatizadas, maçãs frescas e frutas secas aos alunos. “Com esse primeiro evento, pretendemos que ainda mais pessoas tenham a oportunidade de vivenciar o método do Autêntico Pilates, que é referência no mercado, e seus benefícios”, diz a diretora do The Pilates Studio Brasil.

De acordo com a especialista, que é graduada em Educação Física pela Universidade do Chile, pós-graduada em Ginástica de Manutenção e Atividade Física, Saúde e Envelhecimento e mora há mais de 25 anos no Brasil, Joseph dizia que o primeiro quesito para alcançar a felicidade é um bom condicionamento físico, portanto o Pilates ajuda seus praticantes a serem mais felizes. “Hoje se reconhece e se valoriza o legado deixado por Joseph Pilates, por isso nada mais justo do que fazer essa homenagem após 50 anos da sua ausência. Esse dia ainda não é oficial, mas é o primeiro passo para que seja uma data comemorativa no calendário do país”, conclui Inelia.

Sobre o Autêntico Pilates

Joseph Pilates nasceu em 1880, na Alemanha, e, com uma saúde debilitada, dedicou sua vida a superar suas dificuldades. Inspirado em conhecimentos de civilizações da Antiguidade Oriental e Ocidental, estudou anatomia e fisiologia, desenvolveu exercícios, técnicas e aparelhos e criou o método que leva seu nome. Em meados do século XX conheceu a bailarina Romana Kryzanowska, que sofria com uma lesão no tornozelo, conseguiu recuperar-se por meio do Pilates e recebeu a incumbência de cuidar de todo o sistema e registros do seu legado antes de Joseph falecer, em 1967. Anos depois, a Grand-Master Teacher Romana formou Inelia Garcia e a nomeou Teacher of the Teacher para continuar sua missão no Brasil e na América Latina, capacitando profissionais para trabalhar com a metodologia.

O Autêntico Método Pilates de Condicionamento Físico e Mental (ou Contrologia) muda o corpo e a vida dos praticantes por meio de um sistema complexo de movimentos seguros e eficazes que ajuda as pessoas a cuidar do próprio corpo e conquistar uma vida saudável e feliz. Por meio da prática que trabalha de forma global e integrada o corpo físico, mental e emocional, alunos a partir dos 10 anos conseguem melhorar postura, concentração, capacidade vascular e cardiorrespiratória, força, flexibilidade, resistência e controle motor, reduzir tensão muscular, estresse, fadiga e dores crônicas, eliminar as consequências do sedentarismo, reabilitar lesões e desacelerar processos degenerativos e de envelhecimento. Mais informações em www.pilates.com.br

Desintoxicar-se de sentimentos negativos melhora a saúde

Por razões de saúde, cada vez mais as pessoas estão se preocupando em desintoxicar e depurar o corpo. Mas, curiosamente, alguns dos problemas mais tóxicos que nos afetam consistem de estados mentais negativos.

Por exemplo, as pesquisas mostram cada vez mais os riscos que a irritação causa à saúde. Um estudo feito pela Universidade Estadual de Ohio constatou que as pessoas que tinham menos controle sobre a ira tendiam a curar-se mais lentamente de suas lesões. Em outro estudo, os pesquisadores concluíram que os problemas causados pela raiva estão associados a todas as principais causas de morte.

Para muitos, os sentimentos negativos podem, às vezes, acumular-se e chegar a níveis perigosos. Nesses casos, precisamos de um bom desintoxicante mental para eliminar emoções não saudáveis, tais como ciúme, estresse e irritação, que podem envenenar nossa boa índole, perturbar o equilíbrio mental e prejudicar a saúde.

Aqui estão algumas dicas úteis que descobri em minha prática espiritual e que são importantes na limpeza mental:

  • Não deixe que os ressentimentos se inflamem e cresçam: elimine-os com o perdão;
  • Limpe o ódio mediante o afeto e a compaixão;
  • Não fique remoendo os dissabores passados e substitua-os com a gratidão pelas coisas boas de sua vida hoje;
  • Não rememore a crueldade, em vez disso, pratique a empatia e a tolerância.

O Apóstolo Paulo dá uma lista de nove ingredientes importantes que ajudam a desintoxicar-se de qualquer forma de ódio: paciência, benignidade, generosidade, humildade, cortesia, desprendimento do ego, boa índole, lealdade, sinceridade. (Ver 1 Cor. 13: 5-8). Constatei que essas qualidades agem como antídotos contra a raiva e suas ameaças à saúde.

No início da minha prática da cura espiritual, fui visitar um homem que morava temporariamente em um motel, porque não tinha moradia. Ele estava sofrendo de extrema angústia mental e medo intenso. Conversei um pouco com ele, compartilhando ideias que eu esperava o acalmassem e confortassem, mas ele só ficou irracionalmente zangado comigo. Quando eu estava entrando no carro para ir embora, ele bateu a porta do carro na minha perna.

Enquanto empurrava com força a porta do carro, ele disse: “Vou empurrar esta porta até quebrar sua perna”. Eu apenas fiquei quieto. Logo, ele desistiu. Saí do carro e sentei-me com ele no estacionamento e ele falou comigo por mais de uma hora. Eu fiquei escutando e, em seguida, oramos juntos. Ele se acalmou e disse que só precisava de alguém para ouvi-lo e orar com ele. Quando fui embora, ele já estava bem melhor.

Logo depois, encontrou um apartamento pelo qual podia pagar e viveu lá muito bem por um bom tempo. Com essa experiência, aprendi a importância da paciência, do desprendimento do ego, da cortesia e da sinceridade (os frutos do Espírito) na desintoxicação de situações nocivas.

Se você estiver combatendo a raiva, o ciúme e o ódio ou conhece alguém que esteja, tente uma limpeza mental. Dê a si mesmo e ao outro uma boa desintoxicação mental com humildade, paciência, benignidade e amor. Veja por si mesmo como isso ajuda a eliminar o estresse e a conseguir uma saúde melhor.

* Thomas Mitchinson escreve sobre a relação entre o pensamento, a espiritualidade e a saúde como Comitê de Publicação da Ciência Cristã para Illinois.

Saiba como proteger da doença renal crônica

Os hábitos saudáveis reduzem os riscos de hipertensão e diabetes que podem levar ao desenvolvimento da doença renal crônica. Por isso, é importante evitar tabagismo, alcoolismo e hábitos alimentares que possam aumentar o risco do aparecimento destas complicações. Mais um fator a ser observado é o sedentarismo e fazer atividades que auxiliam na redução do estresse, também associado a enfermidades.

A nutricionista e pesquisadora da Fundação Pró-Rim, instituição referência no tratamento renal, Fabiana Baggio Nerbass, alerta que é preciso manter uma alimentação saudável, sempre que possível dar preferência aos produtos frescos como legumes, frutas e verduras, grãos, carnes e laticínios que não foram submetidos a nenhum procedimento de transformação, como adição de açúcar, sal e outros aditivos químicos.

E, quando consumir alimentos processados, o ideal é preferir aqueles que tenham o menor número de substâncias adicionadas e opte sempre que possível pelos que tenham menor quantidade de sódio. A recomendação é da baseada no Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde.

Segundo ainda a nutricionista, além de praticar uma alimentação saudável é fundamental orientar os filhos a consumirem refeições mais ricas nutricionalmente e evitar que eles passem muitas horas na frente de equipamentos eletrônicos, em estado sedentário, consumindo produtos muito calóricos e com alto teor de sódio. “Quando estamos distraídos, costumamos não prestar atenção no que e no quanto estamos comendo”, alerta.

Fabiana chama a atenção para a importância de valorizar os alimentos e preparações de cada região que, pela proximidade ao consumidor, geralmente são mais frescos e adaptados ao paladar local e dá uma dica importante: “procure fazer suas refeições com a família ou com os amigos, apreciando sempre o momento e o sabor dos alimentos”.

ODebate.com.br

Estudo relaciona dor crônica a casos de ansiedade e depressão

Estudo do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra a relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

O levantamento mensurou essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e mostra dados preocupantes. O resultado do estudo é que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram incidência duas vezes maior de doenças crônicas.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor, como depressão e bipolaridade, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%) , artrite (9%) e diabetes (7%).

Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos em 23% dos casos.

Os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Já era esperado que houvesse uma relação forte entre essas doenças. O problema é que a prevalência de ansiedade e depressão em São Paulo é muito alta por causa do estresse. Com esses números, precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário. É preciso reconhecer a comorbidade de ansiedade e depressão com as doenças crônicas que não se resume apenas à dor”, disse a psiquiatra Laura Helena Andrade, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IPq e uma das autoras do estudo.

O artigo, publicado no Journal of Affective Disorders, faz parte do São Paulo Megacity Mental Health Survey, levantamento concluído em 2009 no âmbito de projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao todo, foram entrevistados 5.037 moradores da Região Metropolitana de São Paulo, com 18 anos ou mais.

Fonte: Agência Brasil

Mitos e Verdades sobre os cuidados com os olhos

As pessoas costumam se preocupar com o cuidado com a pele e até mesmo das unhas, mas poucas são aquelas que cuidam da saúde ocular. Isso porque, cuidar da saúde dos olhos vai além de ir ao médico para saber se é necessário usar óculos ou não. A oftalmologista Dra. Márcia Tartarella esclarece alguns mitos e verdades sobre o tema e dá dicas que fazem a diferença no dia a dia.

  1. O sono influencia diretamente na saúde ocular. VERDADE: O sono e as horas dormidas influenciam no cansaço do corpo e também dos olhos. Dormir menos de oito horas, que é o recomendável, pode causar vermelhidão ocular, secura dos olhos, ocasionando dor e forte incômodo ao abrir os olhos ou na luz, vista cansada e inchaços palpebrais.
  2. Bebidas alcóolicas causam problemas oculares. VERDADE: Apesar das bebidas alcoólicas serem metabolizadas pelo fígado, elas produzem resíduos tóxicos, o que favorece o envelhecimento precoce das células oculares. Além disso, o álcool causa desidratação, afetando também os olhos e deixando-os muito vermelhos. O mais importante a saber é que o álcool em excesso pode causar cegueira progressiva e irreversível por atrofia do nervo óptico. No caso das gestantes, o uso de álcool deve ser abolido, pois pode causar várias deficiências no bebê, inclusive cegueira.
  3. A visita ao oftalmologista só é obrigatória para quem tem problemas de visão. MITO: É importante ressaltar que a visita rotineira ao oftalmologista é a melhor forma de prevenir problemas de visão. E isso não vale apenas para os que já utilizam óculos e precisam atualizar o grau, mas também para avaliar a qualidade da visão e as condições oculares. A medida da pressão ocular deve ser realizada de rotina a cada ano, a partir dos 40 anos, ou até antes, se houver histórico de glaucoma na família.
  4. A consulta com o oftalmologista é extremamente importante para quem já tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta, a fim de evitar possíveis complicações graves na visão ocasionadas por estas doenças. Os usuários de lente de contato também devem manter visitas rotineiras no oftalmologista para evitar problemas futuros na córnea. A prevenção é a melhor opção para promover a saúde ocular!
  5. Quanto maior a exposição às telas de smartphones, tablets, televisões e computadores, maior a probabilidade do surgimento de problemas na visãoVERDADE: Os dispositivos eletrônicos emitem radiações e uma luz que é nociva à saúde ocular: a famosa Luz Azul. A exposição a esses raios por períodos prolongados, principalmente pelos jovens, traz danos a médio e longo prazo para a visão. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não usem aparelhos eletrônicos com telas. Para se proteger deles, uma das formas mais eficazes é utilizar lentes fotossensíveis que contam com filtros contra a luz azul nociva, como as da Transitions, que ajudam na proteção contra problemas oculares.
  6. Proteção solar para os olhos é frescuraMITO: Não é segredo que os raios UV são prejudiciais à saúde, principalmente às células da retina. Por isso, é importante redobrar a atenção e criar o hábito de cuidar dos olhos como se cuida da pele quando se trata de exposição ao sol. A incidência de raios UV diretamente nos olhos pode provocar catarata precoce, desenvolvimento de doenças degenerativas e envelhecimento precoce da retina. Por isso, o mais recomendado é fazer o uso diário de óculos com lentes fotossensíveis, com a proteção necessária contra esses raios nocivos. Além de possuírem filtros contra os raios UV, as lentes fotossensíveis também cuidam da sensibilidade dos olhos na claridade e ajudam na adaptação a diferentes momentos e contrastes luminosos do dia.
  7. Tempo seco resseca os olhos e prejudica a visão a longo prazo. VERDADE: A baixa umidade do ar causa irritação, ardência e vermelhidão ocular, por agravar a evaporação da lágrima. Ventiladores e ar condicionados devem ser evitados, pois ressecam ainda mais os olhos. Neste caso, o uso de colírios lubrificantes, conhecidos como “lágrimas artificias” são recomendados. A falta de cuidados pode acarretar no desenvolvimento da Síndrome do Olho Seco que, se não tratada corretamente, pode levar a ulceração das córneas ou perda de visão.
  8. Hábitos alimentares não influenciam na saúde dos olhos. MITO: Os hábitos alimentares influenciam todo o organismo, inclusive os olhos. Por isso, escolher os nutrientes corretos pode ajudar a prevenir o surgimento de doenças oculares. A ingestão de vegetais verdes escuros é indicada, pois eles fornecem vitaminas benéficas para a retina. Outros alimentos que fazem bem à saúde ocular são a laranja, salmão, pimentão vermelho, azeite de oliva, abóbora, abacate, manga, nozes, amêndoas e principalmente ovo e cenoura.
  9. Coçar os olhos é inofensivo. MITO: A cada contato das mãos com os olhos, existem milhares de oportunidades de acontecerem micro lesões e, também, a contaminação por diversas doenças infectocontagiosas que podem causar conjuntivites ou outras infecções oculares mais graves. Vale lembrar que coçar os olhos com frequência e com força pode ocasionar uma deformidade em forma de cone na córnea, evoluindo muitas vezes para altos graus de miopia e astigmatismo, ou até para uma deformidade mais grave como o ceratocone. Portanto, é extremamente importante evitar coçar os olhos! No caso de alergias e fadiga ocular, que também podem levar à coceira crônica, deve-se buscar um oftalmologista.

Sobre a Transitions Optical

A Transitions Optical é líder mundial na produção de lentes fotossensíveis (adaptáveis) para os fabricantes ópticos em todo o mundo. Em 1990, foi pioneira na fabricação e comercialização de lentes adaptáveis de resina. Como resultado do seu investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Transitions Optical oferece uma ampla variedade de produtos, estabelecendo novos parâmetros de performance em proporcionar cada vez mais conforto e proteção UV para a visão.

Cantar traz benefícios à saúde e autoestima dos idosos

Não é segredo que a música possui forte estímulo sensorial e emocional capaz de trazer benefícios para a saúde. Por isso, ela é utilizada por especialistas como terapia para amenizar quadros associados ao stress, falta de concentração, ansiedade e depressão. Sintomas apresentados, muitas vezes, por pessoas da terceira idade. A maioria dos idosos têm uma rotina solitária, devido à ausência de familiares, pois muitos são viúvos e seus filhos possuem uma vida independente, além da aposentaria que propicia um tempo de ócio que nem sempre existiu, logo, pode haver uma presença de anseio por preencher este tempo.

Lucas Golinelli, educador de canto e coral da Universidade Aberta e da Terceira Idade da Universidade UNG, acredita que as propriedades da música através do canto podem ajudar os idosos a alcançarem uma melhora na qualidade de vida. “A música por si já é atraente, ela mexe com nossos sentidos e emoções. Quando a pessoa canta, ela se envolve com a melodia em uma outra experiência. Ela deixa de apenas contemplá-la para produzi-la, o que traz outros benefícios, inclusive para a autoestima”, afirma ele.

Segundo o professor, a prática pode resultar em diversas vantagens, como: fortificar a memória ao fazer o cérebro trabalhar para recordar as sequências e as letras; trabalhar a respiração, tonificando os pulmões; preservar o aparelho fonador, enquanto obtém percepções físicas, resultando num autoconhecimento corporal; melhorar a concentração; auxiliar a administração da timidez; fortalecer a autoestima e criar laços emocionais, especialmente no caso do canto em coral.

Ele enfatiza a diferença entre o canto e coral. “Atuar em um coral é compor um corpo de vozes, que juntas se tornam um instrumento. Por isso, a socialização é inevitável. Os laços acontecem de forma natural e mais rápida”, menciona. Ele recomenda o coral para aqueles que sentem a necessidade de interagir em grupo ou, até mesmo, gostariam de desenvolver esse lado social. Enquanto o canto, focaliza a técnica e o timbre de cada indivíduo, indicado para aqueles que desejam explorar mais sua singularidade e seu potencial.

Comumente, as pessoas têm resistência para a prática, por não acreditarem em seu potencial vocal. Neste caso, Golinelli deixa a dica “o segredo é se permitir sentir, sorrir, para assim ter resultados mais significativos”. O aluno não precisa demonstrar nenhum tipo de talento, de facilidade ou de conservação da voz, já que a idade avançada evidencia os desgastes do aparelho fonador.

É necessário, caso haja interesse em aprender, atentar-se para os cuidados que o instrutor tem com o aprendiz. A metodologia adotada não pode, em momento algum, comprometer saúde do iniciante, seja vocal ou não, conforme orienta Golinelli. O mesmo vale em relação à autoestima. “Lembrar que cantar é importante, mas o mais relevante é se sentir bem cantando. Por isso, o professor não deve exigir demais. Deve-se levar o trabalho a sério, mas tendo a consciência de que o principal papel não é transformá-los em cantores, mas proporcioná-los uma melhor qualidade de vida”, defende.

Serviço

Universidade Aberta e da Terceira Idade (UATI)
Praça Tereza Cristina, 88 – Centro – Guarulhos SP
Telefone: (11) 2464-1720
E-mail: uati@ung.br

Mudanças no estilo de vida podem evitar Alzheimer

Não há maneiras comprovadas de evitar a doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, mas um estudo publicado nesta quinta-feira (20/07) aponta que combater riscos-chave desde a infância possa retardar ou até mesmo evitar cerca de um terço dos casos de demência em todo o mundo.

Segundo o estudo, publicado na revista científica britânica Lancet, fatores de estilo de vida, como sedentarismo e falta de interação social, podem tornar o cérebro mais vulnerável a problemas de memória e de raciocínio à medida que envelhecemos.

Um painel designado pela revista Lancet criou um modelo de risco de demência ao longo da vida que estima que cerca de 35% de todos os casos sejam atribuíveis a nove fatores de risco – que as pessoas potencialmente poderiam mudar.

As recomendações são: garantir uma boa educação na infância; evitar hipertensão, obesidade e tabagismo; gerenciar diabetes, depressão e perda auditiva relacionada à idade; ser fisicamente ativo; permanecer socialmente engajado na velhice.

A teoria é que esses fatores juntos influenciam a resiliência do cérebro para suportar anos de dano silencioso, que eventualmente resulta na doença de Alzheimer.

Os autores do estudo reconhecem que se trata de uma estimativa teórica, com base em estatística. Um relatório recente dos EUA foi muito mais cauteloso, afirmando que existem sugestões encorajadoras de que algumas mudanças de estilo de vida podem reforçar a saúde cerebral, mas que há pouca ou nenhuma prova.

Ainda assim, nunca é tarde para tentar, segundo o autor principal do artigo publicado na Lancet, Gill Livingston, professora de psiquiatria na University College de Londres. “Embora a demência seja diagnosticada na vida adulta, as alterações cerebrais geralmente começam a se desenvolver anos antes”, observou.

Testes e evidências

No início do próximo ano, um estudo de 20 milhões de dólares começará a testar rigorosamente se algumas simples atividades diárias realmente ajudam os idosos a se manterem aguçados. Enquanto isso, especialistas em Alzheimer defendem que há de fato algumas vantagens em certas recomendações de senso comum.

“O aumento da saúde do corpo ajuda a aumentar a saúde do cérebro”, disse a neurocientista Laura Baker, da Wake Forest School of Medicine na Carolina do Norte, que liderará o próximo estudo americano.

No mês passado, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA comunicaram que há pouca prova em relação a tais recomendações. O relatório determinou algumas evidências de que controle de pressão arterial, exercício físico e certas formas de treinamento cerebral – mantendo o cérebro intelectualmente estimulado – podem funcionar.

Isso porque o que é bom para o coração geralmente é bom para o cérebro. De fato, a pressão arterial elevada, que pode desencadear ataques cardíacos e derrames, também aumenta o risco da chamada “demência vascular”. E quanto mais aprender, mais conexões o cérebro forma – o que cientistas chamam de reserva cognitiva.

A evidência mais forte de que as mudanças de estilo de vida ajudam a prevenir e combater o Alzheimer vêm da Finlândia, onde um grande estudo aleatório descobriu que idosos com alto risco de demência obtiveram melhores resultados em testes cerebrais após dois anos de exercícios, dieta balanceada, estimulação cognitiva e atividades sociais.

Fonte: Deutsche Welle

Hidroterapia – o poder da água em sua saúde

A falta da água no organismo pode causar desidratação, fadiga, cansaço, intestino irregular, câimbras, pressão sanguínea descontrolada, problemas nos rins, pele seca, cabelos fracos, inchaços, entre outros. Apesar de a hidroterapia ter ganhado notoriedade há alguns anos, as atividades aquáticas com o proposito terapêutico é tão antiga quanto a história da humanidade.

Segundo o fisioterapeuta Rogério Celso Ferreira, diretor clínico da Fisior Hidroterapia, a hidroterapia é uma especialidade da fisioterapia que se baseia nos princípios mecânicos e térmicos da água aquecida de uma piscina terapêutica. Os efeitos da imersão corporal associados aos exercícios fisioterápicos provocam diversos estímulos, ativando o sistema imunológico, melhorando a circulação e diminuindo a sensação dolorosa.

“O sucesso do tratamento em piscina terapêutica depende da correta indicação, da utilização adequada dos princípios físicos da água, associados aos efeitos fisiológicos do corpo em imersão e de uma infraestrutura que permita a realização do tratamento de forma segura e agradável”, destaca Rogério Ferreira, especialista em hidroterapia.

A reabilitação com hidroterapia tem indicação para diversas enfermidades, como as de origem reumática, neurológica, ortopédica, cardiorrespiratória, geriátrica, os transtornos de ansiedade, distúrbios do sono e dores crônicas. A modalidade exige do fisioterapeuta conhecimentos das propriedades hidrostáticas (água parada), hidrodinâmicas (água em movimento) e termodinâmicas (troca de calor entre o ambiente e o corpo) da água, bem como da anatomia, fisiologia e biomecânica corporal.

“A possibilidade de redução de carga nas articulações é uma das grandes vantagens da terapia em ambiente aquático. Por isso, a hidroterapia é indicada quando há inflamação, dor, desgaste articular, espasmo muscular ou limitação da mobilidade e da força. Esses sintomas são provocados, principalmente, por enfermidades, transtornos ou traumas que comprometem as funções corporais do paciente”, reforça Rogério Ferreira.

Segundo o especialista, estresse mental, irritabilidade e distúrbios do sono também podem ser tratados, minimizados e até sanados por meio da hidroterapia. “O efeito do calor na pele associado a exercícios específicos provoca o relaxamento das fibras musculares, e a flutuação leva à sensação de que o corpo está mais leve, solto e flexível. Com isso, o paciente vai melhorando progressivamente, desenvolvendo sua consciência e seu controle corporal, recuperando a autoconfiança e superando traumas. Tudo isso se refletirá numa saúde melhor”, conclui o fisioterapeuta.

XVI Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca

Acontece de 11 a 13 de maio, em Gramado (RS), o XVI Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca desenvolvido pelo Departamento de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DEIC – SBC). O evento apresentará o cenário da doença – que afeta 3 milhões de brasileiros1 -, os avanços na medicina e novos tratamentos.

O presidente do DEIC 2017, Dr. Luís Beck da Silva Neto, destaca que os últimos progressos alcançados mudaram o panorama da insuficiência cardíaca no país. “Conseguimos praticamente dobrar a expectativa de vida dos nossos pacientes e transformamos o que antes mais parecia uma sentença de morte em uma doença crônica tratável”.

Destaques internacionais

No dia 12 de maio, o cardiologista e pesquisador responsável por grandes inovações em tratamentos que modificaram o cenário da insuficiência cardíaca, Dr. John McMurray, estará presente no evento para mostrar o que mudou nos últimos anos e quais as novidades para os pacientes brasileiros. Professor de cardiologia na Universidade de Glasgow, McMurray também apresentará como as últimas tecnologias podem trazer benefícios reais aos pacientes.

Confira a programação completa do XVI Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca em: http://departamentos.cardiol.br/sbc-deic/congresso2017