OMS pede investimentos no combate a doenças tropicais negligenciadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (19) aos países mais investimentos no combate a um conjunto de doenças tropicais negligenciadas, como a dengue, que causam cerca de 500 mil mortes anualmente.

Com 1,5 bilhão de pessoas afetadas em um universo de 149 países, a OMS faz o apelo em relatório sobre o combate a essas doenças. A organização cita 17 casos em que a aplicação de verbas adicionais pode salvar vidas, prevenir deficiências, acabar com o sofrimento e melhorar a produtividade.

“O aumento do investimento por parte dos governos pode aliviar a miséria humana, distribuir de forma equitativa os ganhos e libertar multidões há muito condenadas à pobreza”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Dirk Engels, que coordena o Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas, disse aos jornalistas, em Genebra, que a África é “o continente com o maior número de casos dessas doenças, em termos absolutos”, com muitas pessoas sendo afetadas por mais mais de um tipo.

Segundo ele, cerca de 450 milhões de pessoas na África Subsaariana estão em risco de contrair doenças tropicais. No entanto, de acordo com a OMS, elas também atingem a América Latina, o Oriente Médio e a Ásia e podem aparecer em países europeus ou nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde considera doenças tropicais negligenciadas a úlcera de Buruli, a doença de Chagas, a cisticercose, a dengue, a dracunculíase (doença do verme da Guiné), a equinococose, a fasciolíase, a tripanossomíase africana (doença do sono), a leishmaniose, a lepra, a filaríase linfática, a oncocercíase (a cegueira dos rios), a raiva, a esquistossomose, as parasitoses, o tracoma e o bouba.

A instituição recomenda aos países que invistam US$ 2,9 bilhões anualmente, até 2020, para tratar as doenças ou combater os vetores. Depois disso, os recursos necessários para a década seguinte cairiam para US$ 1,6 bilhão anuais, à medida que as doenças vão sendo reduzidas ou erradicadas, indicou a organização. O investimento total para 16 anos chega a US$ 34 bilhões.

Agência Lusa

Reduzir a cintura faz bem para o Coração

Quase não se percebe, mas a barriga costuma aumentar aos poucos na fase adulta e é preciso avançar alguns furos no cinto. Algumas pessoas nem ligam; afinal, deve ser resultado da cervejinha do happy hour, somada com essa rotina de chegar a casa, assistir tevê, sem nenhum tipo de exercício, só as atividades corriqueiras – ou seja, sedentarismo puro.

E, de repente, o susto: não é apenas a barriguinha de cerveja, mas um cinturão de gordura que agora envolve o abdômen – e continua a crescer. Nem precisa que o cidadão seja obeso; talvez por isso mesmo não tenha dado importância para o crescimento. Brasileiro se preocupa mais com o peso – sempre de olho na balança – e esquece o resto. Enfim, faz parte da nossa cultura não dar a essa “barriguinha” a importância que merece. Às vezes, vira até motivo de piada.

É preciso esclarecer que essa cintura dilatada pode se transformar numa bomba-relógio em sua vida, pois aí se concentram sérias ameaças. A obesidade abdominal é um perigo e está relacionada a vários fatores de risco para o coração, como níveis de colesterol, resistência à insulina, diabete tipo 2, síndrome metabólica, hipertensão e trombose. Um caminho curto para o enfarte. Por isso, reduzir a cintura é uma importante medida de saúde.

Pegue a fita métrica e confira: para os homens, o ideal é uma circunferência abdominal inferior a 94 cm. De 94 cm a 102 cm, encontra-se na zona de alerta. Acima, estado de atenção. As mulheres ocidentais devem ter essa circunferência abaixo de 88 centímetros e as orientais não podem passar de 80 cm. De todo modo, medidas além desses limites significam que o pavio está aceso – o que não se pode prever é o tempo que o organismo suportará a carga até explodir. Mas convém não arriscar e agendar logo uma consulta com seu médico. As medidas são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

Essa gordura visceral, que mascara doenças metabólicas, é responsável por uma alta taxa de mortalidade entre os homens; enfim, um tipo de excesso de peso que favorece problemas cardíacos. Ela não se acumula apenas na parte inferior do abdômen – ataca as vísceras. Reduzir a cintura nesses casos é ainda mais importante e urgente.

Até determinado nível, a gordura visceral cumpre a sua missão de proteger os órgãos do aparelho digestivo. O problema surge quando ultrapassa os limites e não se armazena apenas na região subcutânea, mas nos órgãos internos como fígado, intestino e estômago. Reduzir a cintura vai reduzir os riscos de graves problemas de saúde e metabólicos.

Apesar do nome, nem sempre a cerveja é a responsável por isso, se consumida de forma moderada. Influenciam mais fatores como má alimentação, comer fora de hora e alimentos gordurosos em excesso, esses maus hábitos da vida moderna. Além do cigarro, evidentemente.

Não faz muito tempo, a atenção estava voltada apenas para o IMC – o índice de massa corpórea. Comprovou-se que o perigo não se resume à obesidade, mas também aos magros e seus costumes pouco saudáveis.

A Síndrome Metabólica é definida por fatores clínicos, fisiopatológicos, bioquímicos e metabólicos; interligados, aumentam o risco de doenças ateroscleróticas cardiovasculares e DM2. Os médicos têm pelo menos três critérios confiáveis para fazer seu diagnóstico: da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Third Report of the Nacional Cholesterol Education Program (NCEP – Adult Treatment Panel III) e da International Diabetes Federation (IDF).

Um estudo da Federação Mundial de Cardiologia revelou que 66% dos brasileiros se cuidam com base no peso, 6% calculam o IMC e apenas 1% dá importância à saliência anormal da barriga. Pior: nessa pesquisa, 58% dos médicos não reconheciam a importância da medida na prevenção de doenças cardíacas, 45% afirmaram jamais terem medido a circunferência da cintura dos pacientes e 59% confessaram: nunca foram informados sobre a relação entre a barriga e o coração.

A distribuição da gordura no corpo pode ser em forma de “pêra”, quando o acúmulo se dá ao longo do quadril, ou em forma de “maçã”, em que a gordura se concentra no abdômen. É nesse padrão que a pessoa atinge o nível de obesidade “andróide”, que pode causar a síndrome metabólica com maior freqüência.

E não adianta forçar os abdominais durante os exercícios, isso não seca a barriga e o resultado é quase nulo. Daí a importância de procurar um médico para o tratamento que, em geral, inclui exercícios aeróbicos (caminhadas, de preferência) e uma reeducação alimentar. Quando o paciente não apresenta resultados satisfatórios, pode haver a recomendação de cirurgia bariátrica. E nesse caso não será um procedimento voltado para a estética, mas à qualidade de vida.

O exercício abdominal serve para fortalecer a musculatura do abdômen, mas não faz a barriga sumir, pois esses músculos ficam abaixo da gordura. Para queimar gordura, o metabolismo pede abundância de oxigênio, o que ocorre com exercícios aeróbicos.

Lipoaspiração e abdominoplastia podem eliminar a gordura subcutânea (debaixo da pele); ajuda na parte estética, mas não chegam perto da gordura visceral, que é o grande risco cardíaco.

Por isso, dieta balanceada, exercícios aeróbios e séries localizadas, como a musculação, combatem o mal de forma mais eficaz. Deve-se consumir menos do que se gasta e ter balanço energético negativo para perder gordura.

Mais importante de tudo é viver bem, sem sobressaltos. Ao reduzir a cintura seu coração agradece.

E o melhor remédio sempre será a prevenção.

Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira. Integra a equipe de Cardiologia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo

Como melhorar a circulação e evitar o inchaço com 10 hábitos

Dores e inchaços nas pernas ao final do dia são queixas frequentes, em ambos os sexos. A má circulação sanguínea consiste em um entupimento das artérias por placas de gordura ou pressão nos vasos sanguíneos. Esse problema é mais comum entre as mulheres, especialmente, nas que estão acima do peso ou que fazem uso de pílula anticoncepcional diariamente, devido à questões hormonais.
Outros fatores que podem contribuir para problemas de má circulação é o tabagismo, sedentarismo, diabetes, estresse, uso de meias ou sapatos apertados, ficar sentado por muito tempo ou cruzar as pernas por longos períodos e ainda o consumo frequente de bebidas alcoólicas.
De acordo com o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, esses problemas no sistema circulatório podem trazer complicações sérias à saúde. “A circulação sanguínea atua levando oxigênio e nutrição para as células dos tecidos e órgãos. Quando ocorre uma dificuldade no transporte do sangue, as células morrem por desnutrição e esse fator pode resultar em um colapso no organismo”, alerta o especialista.
Os sintomas da má circulação do sangue incluem: pés e mãos frias, inchaço das pernas e pés, dor e cansaço nas pernas, pele seca e escamosa, câimbras ou sensação de formigamento nos membros inferiores e aparecimento de varizes “Caracterizadas pela dificuldade de retorno sanguínea das pernas ao coração, as varizes são causadas por uma falha nas válvulas venosas que transportam o sangue nesse sentido”, descreve Elwing acrescentando que esse problema pode aparecer em pessoas de diferentes idades.
O médico afirma que as veias se dilatam e deformam se tornando visíveis e de aspecto sinuoso. “Para prevenir o problema é necessário eliminar fatores de risco como tabagismo, bebidas alcoólicas, má alimentação, sedentarismo, entre outros fatores. É imprescindível buscar a ajuda de angiologista para que ele faça uma avaliação e identifique o tratamento mais adequado”, destaca Ary.
Para evitar problemas de circulação, Ary Elwing listou algumas atitudes importantes para tomar no dia a dia. Confira quais são elas:
  1. Evite consumir alimentos industrializados. Eles possuem grandes quantidades de sódio, além de corantes e conservantes que colaboram para a retenção de líquidos e, consequentemente, inchaço corporal;
  2. Beba, no mínimo, dois litros de água diariamente, pois ajudam a acelerar o funcionamento dos rins e, com isso, diminuem o inchaço;
  3. Não permaneça períodos prolongados em uma mesma posição. Faça pequenas pausas de hora em hora para mexer os membros inferiores.
  4. Evite ficar com as pernas cruzadas por muito tempo, pois dificulta a circulação;
  5. Durma na posição lateral e coloque um travesseiro entre as pernas, pois facilita a circulação do sangue e ainda previne dores nas costas ao acordar;
  6. Evite vestir roupas muito justas ao corpo ou sapatos apertados, pois dificultam o retorno venoso, podendo causar os edemas e, inclusive, varizes;
  7. Ao chegar do trabalho, deixe as pernas elevadas por alguns minutos, pois melhora o retorno venoso e diminui o inchaço dos membros;
  8. Faça atividades físicas como a caminhada ou a corrida, pois elas estimulam o retorno sanguíneo, evitando problemas com inchaço;
  9. Mantenha o seu peso em dia, pois diminui os riscos do aparecimento de varizes e os sintomas de inchaços das pernas;
  10. Consuma alimentos ricos em flavonoides, pois fortalecem as paredes dos vasos sanguíneos e, dessa forma, impedem que os radicais livres diminuam a sua resistência.
SOBRE O MÉDICO:
Ary Elwing (CRM-22.946), angiologista, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser.

Dicas para aproveitar o Carnaval sem prejudicar a saúde

Está chegando o Carnaval, uma das festas mais comemoradas em todo o país. Os mais apaixonados não abrem mão da folia. Muitos curtem a programação dos blocos de rua, outros preferem os desfiles de escola de samba e há ainda quem prefira a folia em lugares fechados como clubes e casas noturnas. O feriado é de muita diversão, mas pode trazer problemas, afinal muita gente passa o ano todo sem se exercitar e resolve dançar todo o período do Carnaval. O corpo, que não estava acostumado, reage.
Veja abaixo as dicas do Dr. João Geraldo Houly, chefe da Clínica Médica e UTI do Hospital Santa Paula, para se prevenir.
  • Evite a ingestão de alimentos pesados, que dificultem a digestão. Dê preferência para as frutas e verduras;
  • Hidrate-se de duas em duas horas: o recomendado é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas);
  • Beba moderadamente: o consumo excessivo de álcool ou a mistura de destilados com fermentados pode acabar com a festa e causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas;
  • Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas;
  • Cuidado com o calor excessivo: em dias muito quentes a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Para evitar a queda de pressão é preciso manter o corpo hidratado, alimentar-se adequadamente, vestir roupas leves e evitar ambientes pouco ventilados;
  • Beijo na boca: normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros;
  • Doenças sexualmente transmissíveis: todo ano o Ministério da Saúde faz uma campanha sobre a importância do uso da camisinha neste período. A camisinha é item fundamental do folião consciente.
Na avenida:
  • Salto alto: ficar em pé por muitas horas sambando de salto alto pode ocasionar dor nas pernas e na planta dos pés, câimbras, inchaço nos pés, joanete, calos, problemas nas unhas, entre outros. Para evitar esses problemas, procure usar um salto com a base e o bico mais largo, assim os dedos não ficam apertados. Já para o dia seguinte, o médico aconselha ficar com as pernas esticadas;
  • Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos;
  • Durma bem: no dia seguinte procure dormir pelo menos oito horas para reequilibrar o organismo.
Nos blocos de rua:
  • Proteja sua pele: o protetor solar fator 30 tem que fazer parte da rotina do folião. O retoque deve ser feito a cada duas horas;
  • Utilize calçados confortáveis: o ideal é usar tênis para proteger os pés e ter mais flexibilidade nos movimentos. Esse tipo de calçado amortece o impacto e é mais confortável, afinal, você ficará em pé a maior parte do tempo;
  • Para evitar insolação, hidrate-se pelo menos de duas em duas horas, use filtro solar e prefira as roupas com tecidos leves (evite tecidos do tipo sintético) e use chapéus ou bonés para uma maior sensação de conforto;
  • Álcool gel: como não é possível lavar as mãos em banheiros químicos, a chance de contaminação aumenta. Os contágios mais frequentes são de E.coli – que faz parte da flora natural do corpo, porém, quando há um desequilíbrio, causa náusea, vômito e diarréia; e o vírus VHA, da Hepatite A. Para se prevenir, tenha um álcool gel para higienização das mãos sempre que for ao banheiro.

Preocupação com a qualidade de vida e bem estar cresce entre os brasileiros

O sentimento de solidão, na maioria das vezes, associado a angústia, baixa autoestima e insegurança, são sintomas que podem causar sérios problemas psicológicos e psíquicos, dentre eles a depressão. A depressão é uma doença incapacitante que atinge por volta de 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofrem com este problema. Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão.

Preocupadas com esse elevado número, algumas empresas brasileiras vêm se especializando em cuidar da saúde e bem estar da população, oferecendo produtos e serviços voltados à qualidade de vida, se colocando como fortes aliadas ao tratamento e prevenção desse tipo de doença.

A Rede Bem Estar é uma das maiores empresas focadas no lazer, saúde e entretenimento do país, com infraestrutura própria e empresas conveniadas que disponibilizam produtos e serviços com descontos, sendo muitos deles gratuitos aos beneficiários.

A empresa vem orientando e estimulando seus beneficiários a praticar exercícios físicos, fazerem cursos de diversas áreas, se ocuparem mais com atividades voltadas à diversão, enfim, tudo aquilo que possa aumentar a capacidade de aprendizado e autoestima.

“A Rede Bem Estar veio para inovar e estimular a população brasileira a se preocupar com a sua qualidade de vida. Conseguimos firmar excelentes parcerias para oferecer aos nossos beneficiários tudo o que eles precisam para viver bem, desde pacotes de viagens, ingressos de teatros, cinemas e parques com descontos de até 90% a cortes de cabelo e consultas médicas gratuitas.” assegurou Simony Prado, diretora de marketing da Rede Bem Estar.

Além disso, a Rede Bem Estar conta com estrutura própria de drogaria com incentivo ao programa Farmácia Popular, clube de lazer com piscinas e chalés, oficina recreativa com cursos de Informática, Inglês, Francês, artesanato, aulas de ginástica e dança, cantinho da Leitura, Sala de Massagem, Sala de Jogos, fisioterapia, consultório odontológico e salões de beleza espalhados por todo o país.

“Adoro a Oficina Recreativa, há um ano faço as aulas de ginástica e agora estou fazendo o curso de informática e consigo mexer na internet, encontrar amigos e parentes. Os professores são atenciosos e gentis” afirmou a aposentada Maria de Lourdes, beneficiária da Rede.

A sede da Rede Bem Estar está localizada na Rua Bento Freitas, 362, 1° andar, no Centro da Capital de São Paulo e seus benefícios podem ser encontrados no site www.redebemestar.com

Cresce restrição a empregados que fumam

Embora nenhuma empresa afirme isso em seus processos de recrutamento e seleção, ao menos 20% delas não contratam empregados que fumam. A estimativa é de Luciana Tegon, Diretora da Tegon Consultoria, empresa especializada em recrutar e selecionar pessoas para clientes em todo o Brasil:
“Quando discutimos com as empresas o perfil ideal do candidato para determinada vaga, pelo menos 20% das empresas orientam as consultorias a não incluírem profissionais que fumam em seus processos de seleção. Isso se deve a vários fatores, a começar pela questão de saúde, uma vez que empregados que fumam estão mais propensos a doenças graves como embolia pulmonar ou até mesmo câncer, o que implicaria em impactos consideráveis no plano de saúde mantido pela empresa”, explica Luciana.
Outra razão para que as empresas evitem empregados fumantes é a produtividade. Segundo Luciana Tegon, um empregado que fuma ao redor de 10 cigarros por dia durante o horário de trabalho vai perder cerca de 1 hora de trabalho entre as idas e vindas para fumar:
“Como não é possível impor ao funcionário que pare de fumar para não comprometer sua produtividade, pois essa imposição poderia acarretar implicações trabalhistas, o que acaba acontecendo mesmo é que as empresas demitem o empregado fumante. Em empresas do segmento de saúde, beleza, bem estar e qualidade de vida, não se admitem fumantes de modo algum, uma vez que o fumo contrário a própria cultura dessas empresas”, explica Luciana.
Ainda que algumas empresas venham proporcionando momentos de pausa para seus empregados relaxarem, inclusive com a criação de áreas de descompressão, nesses intervalos para descanso não se admite o uso do fumo:“Há empresas que adotaram uma área de descompressão para os empregados relaxarem. Em algumas vemos áreas isoladas com poltronas reclináveis em ambientes escuros e silenciosos, onde o funcionário pode ficar por 15 minutos em paz, sem poderem usar celular ou até mesmo conversarem uns com os outros. É área para relaxar mesmo. Há outras que têm salas de jogos, salas de alongamento, salas de massagem e meditação estimulada por áudios que podem ser ouvidos em fones individuais. Mas em nenhuma dessas salas é permitido fumar, até porque a própria legislação proíbe o fumódromo em ambiente fechado”, assinala Luciana.
Mentir não funciona – Segundo a diretora da Tegon Consultoria, há casos de funcionários que mentem nos processos de seleção e dizem que não sã fumantes quando perguntados a respeito. Para a consultora, essa prática é inútil, uma vez que o hábito de fumar é detectado até mesmo quando a pessoa não está fumando ou não fuma durante o horário de trabalho:
“Já vi casos em que o fato do empregado apenas cheirar a cigarro levou à sua demissão. É fato que as pessoas que não fumam têm olfato mais sensível e, nesse caso, os colegas desse profissional reclamavam que ele cheirava a cigarros e que o cheiro era incomodo. Quando o empregado foi ouvido pela área de RH, ele alegou que tinha voltado a fumar depois de conseguir o emprego. A desculpa não colou e ele foi demitido”, conta Luciana.
Muitas empresas têm programas de combate ao tabagismo, que visam estimular os empregados a abandonarem o vício. De modo geral, esses programas têm como principal preocupação os aspectos relacionados à saúde dos colaboradores, uma vez que doenças como embolia pulmonar ou câncer impactam diretamente os custos dos planos de saúde que as empresas oferecem aos empregados.

Excesso de ruido no carnaval pode prejudicar a audição

A poucos dias do carnaval, blocos e trios elétricos já arrastam foliões em várias cidades Brasil afora. Especialistas da área de saúde, no entanto, alertam para os males causados pelo grande barulho gerado pelos instrumentos de percussão e aparelhagens de som, que pode prejudicar a audição dos foliões e também dos músicos e percussionistas que garantem o sucesso da festa. O melhor é colocar protetor nos ouvidos. Mas usar ou não protetores virou polêmica depois que a cantora Claudia Leitte apareceu com esses acessórios durante ensaio técnico da escola Mocidade Independente de Padre Miguel – ela será a rainha de bateria – no Sambódromo do Rio. “Aproveitadora”, “frescura” e “amadorismo” foram alguns dos adjetivos usados por seus críticos por ela querer se proteger do som da bateria.
A fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas, defende a precaução tomada pela cantora. “O barulho em excesso faz muito mal à audição. Sons acima de 85 decibéis podem provocar lesões irreversíveis na cóclea (órgão da audição). Para efeito de comparação, uma turbina de avião emite sons de 110 decibéis, enquanto que perto da bateria de uma escola de samba esse volume pode alcançar 130 decibéis. O indivíduo deve evitar a exposição a sons dessa intensidade”, alerta a especialista.
Para se ter uma ideia, quem brinca a 50 metros de um trio elétrico está exposto a um ruído de 96 decibéis, e quem fica logo atrás do trio enfrenta um barulho ainda maior, que pode chegar a 120 decibéis. Em ambientes fechados a poluição sonora também é prejudicial, seja pelo batuque das baterias ou até pelo alto volume nas caixas de som, em clubes ou quadras de escola de samba.
A grande intensidade de som pode ocasionar sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. E o que é pior, os efeitos podem ir mais além, como explica a fonoaudióloga da Telex. “Mesmo que a pressão no ouvido ou zumbido desapareça logo após a exposição a sons elevados, as células auditivas já podem ter sido lesionadas. Os problemas de audição poderão aparecer com o passar do tempo”, explica.
A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Por isso, a especialista alerta: “Os ouvidos são sensíveis ao excesso de barulho, tanto na intensidade, quanto no tempo de exposição. As lesões são irreversíveis, já que o organismo não consegue produzir novas células auditivas saudáveis”.
Para quem quer se esbaldar no Sambódromo, em blocos, bailes e trios elétricos, a fonoaudióloga recomenda uma distância mínima de 10 metros da fonte do barulho, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do som alto nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção. “O atenuador diminui o som, permitindo que se escute a música e o batuque em um volume aceitável para os ouvidos”, explica a fonoaudióloga.
Há vários modelos de protetores de ouvido, como os da Telex, por exemplo, feitos em silicone ou acrílico. Ambos são moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada usuário, de forma a ficar bem ajustados. São práticos, podem ser transparentes ou coloridos, e diminuem o som que entra pelos ouvidos em até 25 decibéis.
A exposição prolongada ao som alto, por anos seguidos, pode levar a diversos graus de surdez, ao longo dos anos, de acordo com a sensibilidade de cada pessoa. Por isso, cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

Como Controlar O Colesterol Sem Auxílio De Medicamentos

O colesterol alto é um problema de saúde que coloca em risco a vida de qualquer pessoa, pois ele contribui para o surgimento de doenças cardíacas como infarto, derrame cerebral e Mal de Alzheimer. Quem sofre com o problema precisa estar atento aos hábitos do dia a dia para que o colesterol não saia do controle.

Nos casos, em que o paciente não consegue seguir uma rotina saudável pode ser necessário faze o uso de medicamentos. “O que muitas pessoas ainda não sabem é que é possível controlar o colesterol com a prática de exercícios físicos e uma alimentação saudável. Alguns alimentos são aliados da saúde e se forem consumidos corretamente podem substituir os remédios”, afirma o Dr.Fernando Bacalhau, médico nutrólogo,formado pelo Fapes e pós-graduação pelo curso Longevidade Saudável.

De acordo com o Dr.Fernando, o colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo, sendo indispensável para o bom funcionamento do organismo. “ O colesterol é muito importante para a formação das células e também para a síntese de hormônios como estrogênio, cortisol e testosterona”, diz o médico.

Colesterol bom e ruim: qual é a diferença?

O colesterol é transportado pelo corpo pelas lipoproteínas. Há dois tipos:

  • Lipoproteína de alta-densidade (HDL) que direciona o colesterol das artérias para o fígado e assim é eliminada;
  • Lipoproteína de baixa-densidade (LDL), que é ruim para o coração. Neste caso, o LDL leva o colesterol do fígado para os tecidos do corpo. Se houver uma sobrecarga de LDL o colesterol pode se acumular nas células das artérias.

“O colesterol tem praticamente duas origens: a primeira é a endógena, onde o colesterol é produzido pelo nosso corpo; e a exógena que é por meio do consumo de alimentos como leite e seus derivados, carne bovina, frutos do mar etc”, ressalta o nutrólogo.

Alimentos do bem

A prática regular de exercícios físicos e uma alimentação balanceada ajuda a manter os níveis de LDL e HDL equilibrados. Confira a lista que o Dr.Fernando preparou e acrescente no seu cardápio:

  • Peixes. Ricos em ácido graxo e ômega 3, o peixe contém uma gordura boa para o organismo, principalmente nos peixes de água fria, como salmão, truta e atum. “A gordura insaturada presente no peixe diminui os níveis de triglicérides e colesterol”, frisa o Dr.Fernando.
  • Nozes e castanhas. As oleaginosas são ricas em antioxidantes que ajuda no combate do envelhecimento celular e de doenças coronárias. Consuma com moderação!
  • Alcachofra. Rica em fibras que são resistentes à ação de enzimas, por conta disso, o seu consumo reduz os níveis de colesterol, obesidade e diabetes.
  • Soja. O seu consumo ajuda a diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL).
  • Açaí. É rico em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas. Essas gorduras favorecem para a diminuição do colesterol ruim. O ideal é consumir o açaí sem adição de nutrientes calóricos.
  • Chá verde. É rico em flavonoides que funcionam como antioxidante e ajudam na prevenção de algum tipo de inflamação dos tecidos.

Procure acrescentar esses alimentos no seu cardápio no dia a dia para conseguir equilibrar o colesterol.

Dr.Fernando Bacalhau, médico nutrólogo,formado pelo Fapes e pós-graduação pelo curso Longevidade Saudável