Amanhã é Dia D de vacinação contra a poliomielite

Amanhã (15/08) é o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, destinada a imunizar crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. O Ministério da Saúde pretende vacinar 12 milhões de crianças até o dia 31 de agosto. Neste sábado, mais de 100 mil pontos de vacinação estarão abertos. Além dos postos de saúde, postos volantes em escolas, praças e locais públicos serão usados na mobilização.

Durante a campanha, as crianças que nunca foram vacinadas contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, receberão a vacina injetável, enquanto as que  foram imunizadas, terão as gotinhas de reforço.

O Ministério da Saúde alerta que crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, devem ser avaliadas por um médico para saber se a imunização é indicada.

Desde 1990 o Brasil está livre da paralisia infantil, que é uma doença infectocontagiosa incurável.

Esta também será uma oportunidade de os pais levarem a caderneta de vacinação dos filhos para que os profissionais de saúde avaliem se a criança está com alguma vacina em atraso e apliquem as doses que faltam. Para a atualização da caderneta serão aplicadas vacinas contra a tuberculose, o rotavírus, sarampo e a rubéola; a coqueluche, caxumba, varicela e meningites; as hepatites, a febre amarela, difteria e o tétano, entre outras.

Para quem quiser acompanhar o calendário de forma mais dinâmica, o governo disponibiliza o aplicativo Vacinação em Dia. A ferramenta possibilita o acompanhamento do calendário de vacinação de crianças e adultos, a marcação da data da imunização e o agendamento da próxima. Nele estão disponíveis informações sobre todas as vacinas ofertadas pelo SUS e lembretes das campanhas. A ferramenta funciona em tablets e smartphones, que utilizem sistemas operacionais iOS e Android.

Mortes por hipertensão cresceram 13% entre 2001 e 2011

Estudo da Associação Americana do Coração (AHA, do nome em inglês ‘American Heart Association’), divulgado no 23º Congresso Brasileiro de Hipertensão, que ocorre até amanhã (15), no Rio de Janeiro, revela que, entre 2001 e 2011, a taxa de mortes por hipertensão subiu 13,2% em mais de 190 países, inclusive o Brasil. O congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).

A diretora da SBH, Frida Plavnik, disse hoje (14) à Agência Brasil que a atualização estatística  da AHA indica que a mortalidade por doença hipertensiva aumentou na avaliação global, apesar de ter havido no período pesquisado uma redução de 30,8% na mortalidade cardiovascular.

De acordo com a médica, o estudo destaca a necessidade de aumentar a prevenção à doença hipertensiva. “Controlar a pressão, fazer o diagnóstico precoce e orientar o paciente são cada vez mais importantes”. Segundo ele, o ranking de mortalidade por hipertensão é liderado pela Rússia, com 1.639 mortes entre 100 mil pessoas. Em seguida, vêm a Ucrânia, com 1.521 mortes, e a Romênia, com 969. O Brasil ocupa a sexta posição, com 552 mortes a cada 100 mil pessoas.

A revisão dos estudos no Brasil mostra que a hipertensão arterial atinge 30% da população adulta do país. “Ou seja, um em cada três brasileiros tem pressão alta”, afirmou a especialista. Frida disse que a taxa de controle da pressão alta no Brasil é muito baixa. Ela varia entre 10% e 20%. “Significa que as pessoas, apesar de teoricamente se tratando, estão sob maior risco de complicações, porque 80% não estão adequadas.”

Sobre o controle da doença, a prioridade da SBH é conscientizar um número próximo de 100% dos hipertensos. Nos Estados Unidos e Canadá, o controle já alcançou níveis em torno de 50% a 60%. “No Brasil, a gente tem de ter um grande trabalho de instrução e de educação do paciente sobre a importância de tratar e continuar tratando a doença”, acrescentou a médica.

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão arterial responde por 9,4 milhões de mortes no mundo. A expectativa é que, em 2025, o mundo terá 1,6 bilhão de pacientes hipertensos.

Para Frida Plavnik, isso ocorrerá porque a doença é predominante nas pessoas acima dos 60 anos. “Se considerarmos que a população mundial está envelhecendo, haverá um incremento de hipertensos”.

O estudo da AHA informou, ainda, que a doença arterial coronariana é a principal causa de morte em todo o mundo, com 17,3 milhões por ano, com perspectiva de atingir mais de 23,6 milhões em 2030.

 

Agência Brasil