Estudo relaciona dor crônica a casos de ansiedade e depressão

Estudo do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra a relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

O levantamento mensurou essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e mostra dados preocupantes. O resultado do estudo é que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram incidência duas vezes maior de doenças crônicas.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor, como depressão e bipolaridade, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%) , artrite (9%) e diabetes (7%).

Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos em 23% dos casos.

Os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Já era esperado que houvesse uma relação forte entre essas doenças. O problema é que a prevalência de ansiedade e depressão em São Paulo é muito alta por causa do estresse. Com esses números, precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário. É preciso reconhecer a comorbidade de ansiedade e depressão com as doenças crônicas que não se resume apenas à dor”, disse a psiquiatra Laura Helena Andrade, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IPq e uma das autoras do estudo.

O artigo, publicado no Journal of Affective Disorders, faz parte do São Paulo Megacity Mental Health Survey, levantamento concluído em 2009 no âmbito de projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao todo, foram entrevistados 5.037 moradores da Região Metropolitana de São Paulo, com 18 anos ou mais.

Fonte: Agência Brasil

Mitos e Verdades sobre os cuidados com os olhos

As pessoas costumam se preocupar com o cuidado com a pele e até mesmo das unhas, mas poucas são aquelas que cuidam da saúde ocular. Isso porque, cuidar da saúde dos olhos vai além de ir ao médico para saber se é necessário usar óculos ou não. A oftalmologista Dra. Márcia Tartarella esclarece alguns mitos e verdades sobre o tema e dá dicas que fazem a diferença no dia a dia.

  1. O sono influencia diretamente na saúde ocular. VERDADE: O sono e as horas dormidas influenciam no cansaço do corpo e também dos olhos. Dormir menos de oito horas, que é o recomendável, pode causar vermelhidão ocular, secura dos olhos, ocasionando dor e forte incômodo ao abrir os olhos ou na luz, vista cansada e inchaços palpebrais.
  2. Bebidas alcóolicas causam problemas oculares. VERDADE: Apesar das bebidas alcoólicas serem metabolizadas pelo fígado, elas produzem resíduos tóxicos, o que favorece o envelhecimento precoce das células oculares. Além disso, o álcool causa desidratação, afetando também os olhos e deixando-os muito vermelhos. O mais importante a saber é que o álcool em excesso pode causar cegueira progressiva e irreversível por atrofia do nervo óptico. No caso das gestantes, o uso de álcool deve ser abolido, pois pode causar várias deficiências no bebê, inclusive cegueira.
  3. A visita ao oftalmologista só é obrigatória para quem tem problemas de visão. MITO: É importante ressaltar que a visita rotineira ao oftalmologista é a melhor forma de prevenir problemas de visão. E isso não vale apenas para os que já utilizam óculos e precisam atualizar o grau, mas também para avaliar a qualidade da visão e as condições oculares. A medida da pressão ocular deve ser realizada de rotina a cada ano, a partir dos 40 anos, ou até antes, se houver histórico de glaucoma na família.
  4. A consulta com o oftalmologista é extremamente importante para quem já tem problemas de saúde como diabetes e pressão alta, a fim de evitar possíveis complicações graves na visão ocasionadas por estas doenças. Os usuários de lente de contato também devem manter visitas rotineiras no oftalmologista para evitar problemas futuros na córnea. A prevenção é a melhor opção para promover a saúde ocular!
  5. Quanto maior a exposição às telas de smartphones, tablets, televisões e computadores, maior a probabilidade do surgimento de problemas na visãoVERDADE: Os dispositivos eletrônicos emitem radiações e uma luz que é nociva à saúde ocular: a famosa Luz Azul. A exposição a esses raios por períodos prolongados, principalmente pelos jovens, traz danos a médio e longo prazo para a visão. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda que crianças menores de 2 anos de idade não usem aparelhos eletrônicos com telas. Para se proteger deles, uma das formas mais eficazes é utilizar lentes fotossensíveis que contam com filtros contra a luz azul nociva, como as da Transitions, que ajudam na proteção contra problemas oculares.
  6. Proteção solar para os olhos é frescuraMITO: Não é segredo que os raios UV são prejudiciais à saúde, principalmente às células da retina. Por isso, é importante redobrar a atenção e criar o hábito de cuidar dos olhos como se cuida da pele quando se trata de exposição ao sol. A incidência de raios UV diretamente nos olhos pode provocar catarata precoce, desenvolvimento de doenças degenerativas e envelhecimento precoce da retina. Por isso, o mais recomendado é fazer o uso diário de óculos com lentes fotossensíveis, com a proteção necessária contra esses raios nocivos. Além de possuírem filtros contra os raios UV, as lentes fotossensíveis também cuidam da sensibilidade dos olhos na claridade e ajudam na adaptação a diferentes momentos e contrastes luminosos do dia.
  7. Tempo seco resseca os olhos e prejudica a visão a longo prazo. VERDADE: A baixa umidade do ar causa irritação, ardência e vermelhidão ocular, por agravar a evaporação da lágrima. Ventiladores e ar condicionados devem ser evitados, pois ressecam ainda mais os olhos. Neste caso, o uso de colírios lubrificantes, conhecidos como “lágrimas artificias” são recomendados. A falta de cuidados pode acarretar no desenvolvimento da Síndrome do Olho Seco que, se não tratada corretamente, pode levar a ulceração das córneas ou perda de visão.
  8. Hábitos alimentares não influenciam na saúde dos olhos. MITO: Os hábitos alimentares influenciam todo o organismo, inclusive os olhos. Por isso, escolher os nutrientes corretos pode ajudar a prevenir o surgimento de doenças oculares. A ingestão de vegetais verdes escuros é indicada, pois eles fornecem vitaminas benéficas para a retina. Outros alimentos que fazem bem à saúde ocular são a laranja, salmão, pimentão vermelho, azeite de oliva, abóbora, abacate, manga, nozes, amêndoas e principalmente ovo e cenoura.
  9. Coçar os olhos é inofensivo. MITO: A cada contato das mãos com os olhos, existem milhares de oportunidades de acontecerem micro lesões e, também, a contaminação por diversas doenças infectocontagiosas que podem causar conjuntivites ou outras infecções oculares mais graves. Vale lembrar que coçar os olhos com frequência e com força pode ocasionar uma deformidade em forma de cone na córnea, evoluindo muitas vezes para altos graus de miopia e astigmatismo, ou até para uma deformidade mais grave como o ceratocone. Portanto, é extremamente importante evitar coçar os olhos! No caso de alergias e fadiga ocular, que também podem levar à coceira crônica, deve-se buscar um oftalmologista.

Sobre a Transitions Optical

A Transitions Optical é líder mundial na produção de lentes fotossensíveis (adaptáveis) para os fabricantes ópticos em todo o mundo. Em 1990, foi pioneira na fabricação e comercialização de lentes adaptáveis de resina. Como resultado do seu investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Transitions Optical oferece uma ampla variedade de produtos, estabelecendo novos parâmetros de performance em proporcionar cada vez mais conforto e proteção UV para a visão.

Cantar traz benefícios à saúde e autoestima dos idosos

Não é segredo que a música possui forte estímulo sensorial e emocional capaz de trazer benefícios para a saúde. Por isso, ela é utilizada por especialistas como terapia para amenizar quadros associados ao stress, falta de concentração, ansiedade e depressão. Sintomas apresentados, muitas vezes, por pessoas da terceira idade. A maioria dos idosos têm uma rotina solitária, devido à ausência de familiares, pois muitos são viúvos e seus filhos possuem uma vida independente, além da aposentaria que propicia um tempo de ócio que nem sempre existiu, logo, pode haver uma presença de anseio por preencher este tempo.

Lucas Golinelli, educador de canto e coral da Universidade Aberta e da Terceira Idade da Universidade UNG, acredita que as propriedades da música através do canto podem ajudar os idosos a alcançarem uma melhora na qualidade de vida. “A música por si já é atraente, ela mexe com nossos sentidos e emoções. Quando a pessoa canta, ela se envolve com a melodia em uma outra experiência. Ela deixa de apenas contemplá-la para produzi-la, o que traz outros benefícios, inclusive para a autoestima”, afirma ele.

Segundo o professor, a prática pode resultar em diversas vantagens, como: fortificar a memória ao fazer o cérebro trabalhar para recordar as sequências e as letras; trabalhar a respiração, tonificando os pulmões; preservar o aparelho fonador, enquanto obtém percepções físicas, resultando num autoconhecimento corporal; melhorar a concentração; auxiliar a administração da timidez; fortalecer a autoestima e criar laços emocionais, especialmente no caso do canto em coral.

Ele enfatiza a diferença entre o canto e coral. “Atuar em um coral é compor um corpo de vozes, que juntas se tornam um instrumento. Por isso, a socialização é inevitável. Os laços acontecem de forma natural e mais rápida”, menciona. Ele recomenda o coral para aqueles que sentem a necessidade de interagir em grupo ou, até mesmo, gostariam de desenvolver esse lado social. Enquanto o canto, focaliza a técnica e o timbre de cada indivíduo, indicado para aqueles que desejam explorar mais sua singularidade e seu potencial.

Comumente, as pessoas têm resistência para a prática, por não acreditarem em seu potencial vocal. Neste caso, Golinelli deixa a dica “o segredo é se permitir sentir, sorrir, para assim ter resultados mais significativos”. O aluno não precisa demonstrar nenhum tipo de talento, de facilidade ou de conservação da voz, já que a idade avançada evidencia os desgastes do aparelho fonador.

É necessário, caso haja interesse em aprender, atentar-se para os cuidados que o instrutor tem com o aprendiz. A metodologia adotada não pode, em momento algum, comprometer saúde do iniciante, seja vocal ou não, conforme orienta Golinelli. O mesmo vale em relação à autoestima. “Lembrar que cantar é importante, mas o mais relevante é se sentir bem cantando. Por isso, o professor não deve exigir demais. Deve-se levar o trabalho a sério, mas tendo a consciência de que o principal papel não é transformá-los em cantores, mas proporcioná-los uma melhor qualidade de vida”, defende.

Serviço

Universidade Aberta e da Terceira Idade (UATI)
Praça Tereza Cristina, 88 – Centro – Guarulhos SP
Telefone: (11) 2464-1720
E-mail: uati@ung.br

Mudanças no estilo de vida podem evitar Alzheimer

Não há maneiras comprovadas de evitar a doença de Alzheimer, o tipo de demência mais comum, mas um estudo publicado nesta quinta-feira (20/07) aponta que combater riscos-chave desde a infância possa retardar ou até mesmo evitar cerca de um terço dos casos de demência em todo o mundo.

Segundo o estudo, publicado na revista científica britânica Lancet, fatores de estilo de vida, como sedentarismo e falta de interação social, podem tornar o cérebro mais vulnerável a problemas de memória e de raciocínio à medida que envelhecemos.

Um painel designado pela revista Lancet criou um modelo de risco de demência ao longo da vida que estima que cerca de 35% de todos os casos sejam atribuíveis a nove fatores de risco – que as pessoas potencialmente poderiam mudar.

As recomendações são: garantir uma boa educação na infância; evitar hipertensão, obesidade e tabagismo; gerenciar diabetes, depressão e perda auditiva relacionada à idade; ser fisicamente ativo; permanecer socialmente engajado na velhice.

A teoria é que esses fatores juntos influenciam a resiliência do cérebro para suportar anos de dano silencioso, que eventualmente resulta na doença de Alzheimer.

Os autores do estudo reconhecem que se trata de uma estimativa teórica, com base em estatística. Um relatório recente dos EUA foi muito mais cauteloso, afirmando que existem sugestões encorajadoras de que algumas mudanças de estilo de vida podem reforçar a saúde cerebral, mas que há pouca ou nenhuma prova.

Ainda assim, nunca é tarde para tentar, segundo o autor principal do artigo publicado na Lancet, Gill Livingston, professora de psiquiatria na University College de Londres. “Embora a demência seja diagnosticada na vida adulta, as alterações cerebrais geralmente começam a se desenvolver anos antes”, observou.

Testes e evidências

No início do próximo ano, um estudo de 20 milhões de dólares começará a testar rigorosamente se algumas simples atividades diárias realmente ajudam os idosos a se manterem aguçados. Enquanto isso, especialistas em Alzheimer defendem que há de fato algumas vantagens em certas recomendações de senso comum.

“O aumento da saúde do corpo ajuda a aumentar a saúde do cérebro”, disse a neurocientista Laura Baker, da Wake Forest School of Medicine na Carolina do Norte, que liderará o próximo estudo americano.

No mês passado, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA comunicaram que há pouca prova em relação a tais recomendações. O relatório determinou algumas evidências de que controle de pressão arterial, exercício físico e certas formas de treinamento cerebral – mantendo o cérebro intelectualmente estimulado – podem funcionar.

Isso porque o que é bom para o coração geralmente é bom para o cérebro. De fato, a pressão arterial elevada, que pode desencadear ataques cardíacos e derrames, também aumenta o risco da chamada “demência vascular”. E quanto mais aprender, mais conexões o cérebro forma – o que cientistas chamam de reserva cognitiva.

A evidência mais forte de que as mudanças de estilo de vida ajudam a prevenir e combater o Alzheimer vêm da Finlândia, onde um grande estudo aleatório descobriu que idosos com alto risco de demência obtiveram melhores resultados em testes cerebrais após dois anos de exercícios, dieta balanceada, estimulação cognitiva e atividades sociais.

Fonte: Deutsche Welle

Hidroterapia – o poder da água em sua saúde

A falta da água no organismo pode causar desidratação, fadiga, cansaço, intestino irregular, câimbras, pressão sanguínea descontrolada, problemas nos rins, pele seca, cabelos fracos, inchaços, entre outros. Apesar de a hidroterapia ter ganhado notoriedade há alguns anos, as atividades aquáticas com o proposito terapêutico é tão antiga quanto a história da humanidade.

Segundo o fisioterapeuta Rogério Celso Ferreira, diretor clínico da Fisior Hidroterapia, a hidroterapia é uma especialidade da fisioterapia que se baseia nos princípios mecânicos e térmicos da água aquecida de uma piscina terapêutica. Os efeitos da imersão corporal associados aos exercícios fisioterápicos provocam diversos estímulos, ativando o sistema imunológico, melhorando a circulação e diminuindo a sensação dolorosa.

“O sucesso do tratamento em piscina terapêutica depende da correta indicação, da utilização adequada dos princípios físicos da água, associados aos efeitos fisiológicos do corpo em imersão e de uma infraestrutura que permita a realização do tratamento de forma segura e agradável”, destaca Rogério Ferreira, especialista em hidroterapia.

A reabilitação com hidroterapia tem indicação para diversas enfermidades, como as de origem reumática, neurológica, ortopédica, cardiorrespiratória, geriátrica, os transtornos de ansiedade, distúrbios do sono e dores crônicas. A modalidade exige do fisioterapeuta conhecimentos das propriedades hidrostáticas (água parada), hidrodinâmicas (água em movimento) e termodinâmicas (troca de calor entre o ambiente e o corpo) da água, bem como da anatomia, fisiologia e biomecânica corporal.

“A possibilidade de redução de carga nas articulações é uma das grandes vantagens da terapia em ambiente aquático. Por isso, a hidroterapia é indicada quando há inflamação, dor, desgaste articular, espasmo muscular ou limitação da mobilidade e da força. Esses sintomas são provocados, principalmente, por enfermidades, transtornos ou traumas que comprometem as funções corporais do paciente”, reforça Rogério Ferreira.

Segundo o especialista, estresse mental, irritabilidade e distúrbios do sono também podem ser tratados, minimizados e até sanados por meio da hidroterapia. “O efeito do calor na pele associado a exercícios específicos provoca o relaxamento das fibras musculares, e a flutuação leva à sensação de que o corpo está mais leve, solto e flexível. Com isso, o paciente vai melhorando progressivamente, desenvolvendo sua consciência e seu controle corporal, recuperando a autoconfiança e superando traumas. Tudo isso se refletirá numa saúde melhor”, conclui o fisioterapeuta.