Asma é uma das principais causas de internação entre crianças e idosos

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas, que provoca estreitamento da passagem do ar nos pulmões, dificultando a respiração. Ela pode aparecer em pessoas de qualquer idade e, também, em qualquer época do ano. Segundo a Dra. Priscila Moraes, pediatra especialista em alergia e imunologia do Docway, a asma é uma das importantes causas de internação, principalmente em crianças e idosos. A asma não tem cura, mas tem controle, permitindo vida normal a seus portadores.

A especialista explica que a asma pode ser alérgica ou não, dependendo do tipo de resposta imunológica. “No caso da asma alérgica, o organismo cria anticorpos contra os agentes agressores, chamados alérgenos, os mais comuns são os ácaros (presentes na poeira caseira), cães, gatos e os fungos. Já a asma não alérgica também pode ser provocada por estímulos externos, como fumaças e cheiros fortes, mas por fatores irritativos, sem criar anticorpos contra isso”, detalha.

A asma pode ter manifestações diferentes nas crianças e nos adultos, pela diferença anatômica, pela exposição aos agentes externos e pela própria imunidade. Assim, a asma nas crianças tem como principal fator desencadeante as infecções das vias aéreas, e tendem a melhorar com a idade, já que vão ficando mais resistentes a infecções. No caso dos idosos, o pulmão pode estar comprometido com outros agentes agressores ao longo da vida, como a poluição, fumaça de cigarro, e a asma tende a ser mais persistente, piorando com estímulos irritativos.

“Os principais sintomas da asma são chiado, tosse, falta de ar, aperto no peito e cansaço aos esforços. Esses sintomas variam de intensidade ao longo do tempo, dependendo de fatores desencadeantes. Um importante aliado no combate a asma são os broncodilatadores, popularmente chamados de ‘bombinhas’, que ajudam na melhora desses sintomas após o uso”, comenta a Dra. Priscila. Atenção especial deve ser dada também aos idosos, que não percebem bem esses sintomas, pois acreditam ser normais para a idade. Crises de tosse, falta de ar aos menores esforços e despertares noturnos são sinais de alerta. Já as crianças apresentam alguns sinais, que podem ser identificados antes que se agravem, para que o atendimento adequado possa ser feito o mais rápido possível. “Crianças com sinais de desconforto respiratório apresentam batimento da asa do nariz, retração muscular nas costelas, aumento da frequência respiratória e chiado no peito. Quando conseguimos identificar o início da crise, podemos evitar o agravamento dela”, explica a médica.

Ainda segundo a médica, existem os tratamentos de alívio, que são aqueles de resgate no momento da crise, e os tratamentos a longo prazo, para reduzirem a inflamação dos pulmões. “Para alívio, são usados broncodilatadores de curta ação, que agem no momento da crise, como o salbutamol e o fenoterol. Dependendo da intensidade e frequência dos sintomas, é importante o tratamento com corticoides inalatórios, associados ou não a broncodilatadores de ação longa. Como exemplo, temos a budesonida e a fluticasona, que podem vir associados com formoterol ou salmeterol. Outros tratamentos também estão disponíveis, para casos mais graves”. Para os casos de asma alérgica, também existe a possibilidade de fazer imunoterapia, que é a “vacina” contra alérgenos, indicada após testes comprovatórios da alergia. “É sempre importante avaliação médica para determinar qual cada caso”, complementa a especialista.

Para amenizar os sintomas da asma, é fundamental seguir algumas dicas básicas, como manter-se longe do cigarro. “Se você fuma e seu filho tem asma, evite fumar perto da criança ou dentro de casa, se você tem certa idade e sofre com ela, é bom parar de fumar. Mantenha a casa limpa, para afastar possíveis desencadeantes das crises. Boa ventilação e exposição solar ajudam a renovar o ar e diminuir a chance de ter mofo no ambiente. Prefira passar pano úmido invés de varrer a casa. Aspiradores de pó com filtro de água ou filtro HEPA são melhores para reter ácaros”, sugere a médica. Outro ponto importante é manter a vacinação em dia, pois pessoas com asma tendem a apresentar mais complicações.

Estudo relaciona dor crônica a casos de ansiedade e depressão

Estudo do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostra a relação bidirecional entre ansiedade ou depressão e algumas doenças físicas crônicas.

O levantamento mensurou essa relação em pessoas adultas residentes na Região Metropolitana de São Paulo e mostra dados preocupantes. O resultado do estudo é que indivíduos com transtornos de humor ou de ansiedade tiveram incidência duas vezes maior de doenças crônicas.

A dor crônica foi a mais comum entre os indivíduos com transtorno de humor, como depressão e bipolaridade, ocorrendo em 50% dos casos de transtornos de humor, seguidos por doenças respiratórias (33%), doença cardiovascular (10%) , artrite (9%) e diabetes (7%).

Os distúrbios de ansiedade também são largamente associados com dor crônica (45%) e doenças respiratórias (30%), assim como com artrite e doenças cardiovasculares (11% cada). A hipertensão foi associada a ambos em 23% dos casos.

Os dados mostram a necessidade de maior atenção ao tema. “Já era esperado que houvesse uma relação forte entre essas doenças. O problema é que a prevalência de ansiedade e depressão em São Paulo é muito alta por causa do estresse. Com esses números, precisamos atentar para a necessidade de passar a informação para o médico que está na linha de frente, no atendimento primário. É preciso reconhecer a comorbidade de ansiedade e depressão com as doenças crônicas que não se resume apenas à dor”, disse a psiquiatra Laura Helena Andrade, coordenadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IPq e uma das autoras do estudo.

O artigo, publicado no Journal of Affective Disorders, faz parte do São Paulo Megacity Mental Health Survey, levantamento concluído em 2009 no âmbito de projeto temático financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao todo, foram entrevistados 5.037 moradores da Região Metropolitana de São Paulo, com 18 anos ou mais.

Fonte: Agência Brasil

Cantar traz benefícios à saúde e autoestima dos idosos

Não é segredo que a música possui forte estímulo sensorial e emocional capaz de trazer benefícios para a saúde. Por isso, ela é utilizada por especialistas como terapia para amenizar quadros associados ao stress, falta de concentração, ansiedade e depressão. Sintomas apresentados, muitas vezes, por pessoas da terceira idade. A maioria dos idosos têm uma rotina solitária, devido à ausência de familiares, pois muitos são viúvos e seus filhos possuem uma vida independente, além da aposentaria que propicia um tempo de ócio que nem sempre existiu, logo, pode haver uma presença de anseio por preencher este tempo.

Lucas Golinelli, educador de canto e coral da Universidade Aberta e da Terceira Idade da Universidade UNG, acredita que as propriedades da música através do canto podem ajudar os idosos a alcançarem uma melhora na qualidade de vida. “A música por si já é atraente, ela mexe com nossos sentidos e emoções. Quando a pessoa canta, ela se envolve com a melodia em uma outra experiência. Ela deixa de apenas contemplá-la para produzi-la, o que traz outros benefícios, inclusive para a autoestima”, afirma ele.

Segundo o professor, a prática pode resultar em diversas vantagens, como: fortificar a memória ao fazer o cérebro trabalhar para recordar as sequências e as letras; trabalhar a respiração, tonificando os pulmões; preservar o aparelho fonador, enquanto obtém percepções físicas, resultando num autoconhecimento corporal; melhorar a concentração; auxiliar a administração da timidez; fortalecer a autoestima e criar laços emocionais, especialmente no caso do canto em coral.

Ele enfatiza a diferença entre o canto e coral. “Atuar em um coral é compor um corpo de vozes, que juntas se tornam um instrumento. Por isso, a socialização é inevitável. Os laços acontecem de forma natural e mais rápida”, menciona. Ele recomenda o coral para aqueles que sentem a necessidade de interagir em grupo ou, até mesmo, gostariam de desenvolver esse lado social. Enquanto o canto, focaliza a técnica e o timbre de cada indivíduo, indicado para aqueles que desejam explorar mais sua singularidade e seu potencial.

Comumente, as pessoas têm resistência para a prática, por não acreditarem em seu potencial vocal. Neste caso, Golinelli deixa a dica “o segredo é se permitir sentir, sorrir, para assim ter resultados mais significativos”. O aluno não precisa demonstrar nenhum tipo de talento, de facilidade ou de conservação da voz, já que a idade avançada evidencia os desgastes do aparelho fonador.

É necessário, caso haja interesse em aprender, atentar-se para os cuidados que o instrutor tem com o aprendiz. A metodologia adotada não pode, em momento algum, comprometer saúde do iniciante, seja vocal ou não, conforme orienta Golinelli. O mesmo vale em relação à autoestima. “Lembrar que cantar é importante, mas o mais relevante é se sentir bem cantando. Por isso, o professor não deve exigir demais. Deve-se levar o trabalho a sério, mas tendo a consciência de que o principal papel não é transformá-los em cantores, mas proporcioná-los uma melhor qualidade de vida”, defende.

Serviço

Universidade Aberta e da Terceira Idade (UATI)
Praça Tereza Cristina, 88 – Centro – Guarulhos SP
Telefone: (11) 2464-1720
E-mail: uati@ung.br

Hipertensão arterial atinge cerca de 25% dos brasileiros

Pouca gente sabe, mas pode estar convivendo com seu pior inimigo sem sequer saber. Silenciosa, a hipertensão arterial, popularmente conhecida como “pressão alta”, é um mal que atinge cerca de 25% dos brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), e pode levar a sérios problemas de saúde.

Mas o que é a hipertensão e por que ela é tão perigosa? “Podemos definir a hipertensão como a condição clínica multifatorial, caracterizada por níveis elevados da pressão arterial, em geral maior que 14 por 9”, explica o Dr. Francisco Lourenço, cardiologista do Hospital Quinta D’Or.

Essa alta pressão nos vasos sanguíneos e nos órgãos causa lesões que, ao longo do tempo, podem gerar o entupimento de artérias, e, consequentemente, levar a doenças como angina, infarto, derrame, insuficiência e paralização dos rins e prejuízo para a visão.

Mas, apesar de tão perigosa, o grau de conhecimento sobre a hipertensão e sua prevenção ainda é baixo. Isso porque ela é uma doença silenciosa e que dificilmente apresenta sintomas. “A hipertensão inicialmente é assintomática ou causa sintomas inespecíficos como a dor de cabeça. Muitas vezes ela é diagnosticada quando já há o prejuízo de outros órgãos”, alerta Lourenço.

Por isso, a prevenção, com a identificação dos fatores de risco e a busca por uma vida mais saudável, é fundamental para combater este mal. Manter uma dieta adequada e realizar exercícios físicos moderados são algumas das indicações médicas contra a hipertensão.

“Idade, histórico familiar, sedentarismo, excesso de peso e alta ingestão de sal e álcool, são alguns dos fatores de risco. Podemos tomar medidas preventivas, para vários deles, como manter uma atividade física regular, uma dieta saudável e evitar o consumo de álcool, por exemplo”, aconselha o cardiologista.

Vale lembrar que a hipertensão não tem cura, mas tem controle. É uma doença crônica e deve ser tratada pelo resto da vida. É importante consultar um médico para avaliar se é necessário o tratamento com remédios. Ele fará o acompanhamento da pressão e investigará se já houve alguma lesão no organismo.

Fique atento

  • A pressão arterial deve ser medida pelo menos uma vez por ano. Níveis de pressão arterial maiores que 14 por 9, medidos em dias diferentes, levam ao diagnóstico de hipertensão arterial.
  • Filhos de pais que apresentam a doença, obesos, fumantes, sedentários, pessoas que tomam bebida alcoólica com frequência ou ingerem grande quantidade de sal são mais propensos a apresentar a enfermidade.
  • Uma dieta regrada, exercícios físicos regulares, controle do peso e dos níveis de colesterol são medidas que auxiliam na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial.

Infecção por zika vírus pode causar problemas nos olhos

Os pacientes acometidos com infecção por zika vírus podem sofrer problemas nos olhos, por isso, um exame oftalmológico completo deve realizado, incluindo uma avaliação da retina.

O vírus zika é um flavivírus transmitido por mosquitos, principalmente pelo Aedes aegypti, que também pode transmitir dengue e chikungunya. O zika vírus pode ser encontrado na maior parte do Norte, do Sul e da América Central, incluindo algumas partes dos EUA. A mãe grávida também pode transmitir o vírus para o feto durante a gravidez. A transmissão sexual de vírus também tem sido relatada.

“Estima-se que 80% das pessoas infectadas com o zika vírus não apresentem sintomas. Pacientes sintomáticos geralmente têm um curso leve da doença marcada pelos seguintes sintomas: febre, exantema maculopapular, artralgia e / ou conjuntivite. Estes sintomas podem durar até uma semana. Doenças graves e morte devida ao vírus zika são raras”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

A Síndrome de Guillain-Barré tem sido relatada em doentes com suspeita de infecção por zika vírus também. As complicações mais graves foram confirmadas em crianças que têm a infecção microcefalia e o vírus zika. Outros fatores que contribuem para o surgimento de microcefalia também precisam ser investigados.

Manifestações oculares relacionadas ao vírus

“O curso leve da doença podem incluir conjuntivite não purulenta. No Brasil, os investigadores relataram anormalidades nervosas maculares e óticas em um estudo realizado com 29 crianças com microcefalia devido a uma possível infecção congênita provocada pelo zika vírus. Num estudo anterior, a mesma relação foi constatada em 3 crianças. Os resultados incluíram pigmentação e manchas na mácula, atrofia coriorretiniana macular, hipoplasia do nervo óptico, aumento da razão escavação-disco, coloboma da íris e subluxação do cristalino”, conta Virgílio Centurion.

Papel dos oftalmologistas

Os órgãos de saúde recomendam que todos os profissionais relatem os casos suspeitos de infecção pelo zika vírus ao departamento de saúde dos seus estados para ajudar a reduzir o risco de transmissão local. “Como parte de um atendimento efetivo aos pacientes com possível infecção congênita pelo zika vírus, um exame oftalmológico completo deve realizado, incluindo uma avaliação da retina, seja no hospital ou no prazo de um mês após o parto”, esclarece Centurion.

Portal Nacional de Seguros
Segs.com.br

Reumatismo na infância e juventude representa 20% dos casos

Nesta sexta-feira, 30, Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo, a reumatopediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Maria Teresa Terreri, faz um alerta. Cerca de 20% das pessoas diagnosticadas com esse conjunto de doenças, antes tido como um mal advindo com a idade, possuem até 18 anos.

“O reumatismo na infância e juventude ainda pode ser muitas vezes confundido com dores de crescimento. É preciso que pais e médicos estejam atentos para encaminhar este paciente a um especialista o quanto antes”, argumenta Maria Teresa. “Hoje, não podemos mais aceitar que este tipo de doenças incapacite crianças e jovens, causando deformidades em mãos e pés ou até mesmo atingindo órgãos vitais, como coração, pulmão, rins, cérebro, entre outros”, complementa.

A médica ainda explica que, normalmente, há dois tipos mais comuns de doenças reumáticas que afetam crianças e jovens: a Febre Reumática e a Artrite Idiopática Juvenil. A primeira é desencadeada por um fator externo, ou seja, é uma inflamação decorrente de alguma bactéria que causou uma infecção anterior, tornando-se uma doença autoimune. Já a segunda não tem causa bacteriana, mas se caracteriza por inflamação que afeta as juntas.

Entre os sintomas mais comuns das doenças reumáticas estão dor, inchaço nas articulações e limitação motora. Ainda de acordo com a médica, é importante que o diagnóstico seja feito com exatidão e precocemente, pois isso ajudará no prognóstico do paciente.

Não há cura para o reumatismo, porém, uma vez diagnosticado, o tratamento deve ser contínuo, possibilitando que os pacientes levem uma vida comum com a estabilização do quadro. A doença pode ser desencadeada por vários fatores, entre eles influência hormonal (nas meninas, a partir da primeira menstruação, por exemplo), problemas emocionais (alguma grande perda) ou, ainda, fatores genéticos.

Principais Sintomas em crianças e adolescentes:

  • Febre que não se descobre o foco ou sem causa aparente;
  • Inflamação e dor nas articulações (alta temperatura na região e inchaço);
  • Problemas simultâneos em vários órgãos;
  • Hipersensibilidade ao sol, sequência de erupções ou outras alterações na pele;
  • Alterações sanguíneas (baixo nível de leucócitos e plaquetas) ou proteína na urina;
  • Fraqueza muscular.

 

Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 1.400 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 230 mil consultas ambulatoriais, 145 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,45 milhão de exames por ano.
www.hpev.com.br

Saúde dos olhos na terceira idade requer cuidados extras

No primeiro dia de outubro é lembrado o Dia do Idoso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 28 milhões de brasileiros já estão nesta faixa etária da vida. A expectativa é que este número aumente quatro vezes até 2060. Dr. João Luiz Pacini, oftalmologista do Visão Institutos Oftalmológicos, em Brasília, alerta que a saúde dos olhos na terceira idade merece um cuidado maior.
“Isto porque algumas doenças oculares atingem os idosos mais frequentemente. Entre as principais, estão o glaucoma e a catarata, as duas maiores causas de cegueira no mundo. O glaucoma é uma patologia silenciosa causada pelo aumento da pressão intraocular”, esclarece o médico. “Já a catarata, é causada pela opacificação do cristalino. É importante lembrar que este processo é natural do envelhecimento do olho, por isso, todos sofrerão de catarata ao atingirem certa idade, porém, há tratamentos cirúrgicos que corrigem este problema e evitam as complicações causadas por ele. O glaucoma, quando diagnosticado precocemente, é tratado com colírios para baixar a pressão ocular e um bom acompanhamento pelo médico oftalmologista é crucial para preservar a visão sem deixar sequelas”, acrescenta.
Além destas doenças, há também a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma enfermidade que pode atingir as pessoas com mais de 60 anos. “O surgimento deste problema está relacionado ao envelhecimento de algumas partes do olho, em especial, da área central da retina (mácula). A DMRI pode se manifestar de forma seca ou hemorrágica. Em geral, a primeira forma evolui de maneira lenta, enquanto a segunda se manifesta mais rapidamente e pode ter consequências mais graves”,
Por fim, Dr. João Pacini ressalta que idosos diabéticos precisam ter atenção redobrada com a saúde dos olhos na terceira idade. “Este grupo tem mais risco de desenvolver doenças na retina, que podem levar a perda da visão. Por isso, é recomendado que eles façam exames periódicos e compareçam ao oftalmologista com frequência”, conclui o oftalmologista.
Com mais de 20 anos no mercado brasiliense, o Visão Institutos Oftalmológicos Associados é um grupo de empresas que atua na área da saúde no setor de prestação de serviços especializados em oftalmologia e atende mais de 60 convênios. Dois dos maiores empreendimentos em oftalmologia do DF se uniram para oferecer atendimento de referência internacional com tecnologia e equipamentos de última geração.
http://www.visaoinstitutos.com.br

Amanhã é Dia D de vacinação contra a poliomielite

Amanhã (15/08) é o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, destinada a imunizar crianças entre seis meses e cinco anos incompletos. O Ministério da Saúde pretende vacinar 12 milhões de crianças até o dia 31 de agosto. Neste sábado, mais de 100 mil pontos de vacinação estarão abertos. Além dos postos de saúde, postos volantes em escolas, praças e locais públicos serão usados na mobilização.

Durante a campanha, as crianças que nunca foram vacinadas contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, receberão a vacina injetável, enquanto as que  foram imunizadas, terão as gotinhas de reforço.

O Ministério da Saúde alerta que crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, devem ser avaliadas por um médico para saber se a imunização é indicada.

Desde 1990 o Brasil está livre da paralisia infantil, que é uma doença infectocontagiosa incurável.

Esta também será uma oportunidade de os pais levarem a caderneta de vacinação dos filhos para que os profissionais de saúde avaliem se a criança está com alguma vacina em atraso e apliquem as doses que faltam. Para a atualização da caderneta serão aplicadas vacinas contra a tuberculose, o rotavírus, sarampo e a rubéola; a coqueluche, caxumba, varicela e meningites; as hepatites, a febre amarela, difteria e o tétano, entre outras.

Para quem quiser acompanhar o calendário de forma mais dinâmica, o governo disponibiliza o aplicativo Vacinação em Dia. A ferramenta possibilita o acompanhamento do calendário de vacinação de crianças e adultos, a marcação da data da imunização e o agendamento da próxima. Nele estão disponíveis informações sobre todas as vacinas ofertadas pelo SUS e lembretes das campanhas. A ferramenta funciona em tablets e smartphones, que utilizem sistemas operacionais iOS e Android.

Esteatose hepática é cada vez mais comum em crianças obesas

A obesidade infantil é um problema em todo o mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 05 e 09 anos está acima do peso no Brasil, grande parte delas atingindo níveis de obesidade.

Os números são alarmantes, principalmente se considerarmos que 50% das crianças obesas aos 10 anos e 100% das crianças obesas aos 12 anos serão adultos obesos e estarão mais vulneráveis a doenças cardiovasculares, diabetes, alterações articulares, câncer, entre outros males, o que causa grande impacto socioeconômico.

O excesso de peso na infância pode acarretar diversos problemas de saúde, entre eles a esteatose hepática de origem não-alcoólica (EHNA), uma doença crônica que se dá devido ao acumulo de gorduras nas células do fígado.

De acordo com o hepatologista do Hospital São Vicente FUNEF, Marcial Carlos Ribeiro, a cada quatro crianças obesas, uma sofre de esteatose hepática, chamada popularmente como “gordura no fígado”.

A doença dificilmente é diagnosticada precocemente, já que não há sintomas clínicos nas crianças. Então, mesmo com o fígado inflamado, o paciente não sente dor. A única forma de diagnosticá-la é mantendo um exame preventivo constante, como a elastografia hepática.

“Este exame não utiliza medicamentos, não é traumático, não é necessária a biópsia e o resultado é imediato. Nos casos que exigirem complementação diagnóstica, a elastografia poderá ser concluída por um exame chamado Fibro-teste, que é uma somatória de exames com análise computadorizada e que em 70% dos casos poderá confirmar o diagnóstico da elastografia”, explica o hepatologista.

A elastrografia mede o grau de endurecimento do fígado que é progressivo na maioria das doenças. Vai do nível I (menos grave) ao IV (mais grave).

Ao identificar a quantidade de gordura acumulada no fígado, é fundamental que se inicie um tratamento de prevenção que consiste em reeducação alimentar e exercícios físicos.

“O importante é que a partir do diagnóstico a família possa agir com mais firmeza com a criança, que terá que mudar toda a sua rotina de vida, começando pelos hábitos alimentares”, complementa Marcial Carlos Ribeiro.

Viajante deve estar vacinado contra gripe e febre amarela

Viajante deve estar vacinado contra gripe e febre amarelaCom a proximidade das férias de julho e o aumento das viagens no período, a MAPFRE Assistance, que oferece o SEGURVIAJE, alerta para a importância de estar imunizado contra algumas doenças antes de decolar – um detalhe esquecido por muitos turistas. Para alguns destinos, a vacinação contra a febre amarela é obrigatória, já quem vai para estações do esqui precisa se proteger contra a gripe.
A febre amarela é uma doença viral, transmitida por meio da picada de mosquitos transmissores infectados (entre eles, o Aedes aegypti), que ocorre principalmente na América do Sul e África. “Recomenda-se tomar a vacina com um intervalo mínimo de dez dias antes da viagem, pois é o tempo necessário para formação de anticorpos para proteção contra a doença”, ressalta José Geraldo Barbosa Jr., médico responsável pelo atendimento do SEGURVIAJE. Para manter a imunização, o especialista informa que são necessárias doses de reforço a cada dez anos. A vacina é oferecida gratuitamente pela rede pública de saúde.

Continue reading ‘Viajante deve estar vacinado contra gripe e febre amarela’ »

Hipertensão Arterial atinge 17 milhões de brasileiros

Cuide da saúde de seu coraçãoA Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a mais freqüente das doenças cardiovasculares. É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal.
Para chamar a atenção da população neste Dia Nacional da Prevenção e Controle da Pressão Arterial, 26 de abril, o dr. Alfredo A. Eyer Rodrigues, cardiologista do Hospital Sepaco, explica que a hipertensão ou pressão alta é caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. Em cerca de 90% dos casos não tem uma causa definida.

Continue reading ‘Hipertensão Arterial atinge 17 milhões de brasileiros’ »

340 municípios em situação de risco para dengue e chikungunya

Febre ChikungunyaO Ministério da Saúde informou que foram registrados, de janeiro até o dia 7 deste mês, 224,1 mil casos de dengue em todo o país. O número representa aumento de 162% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O mesmo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que 340 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemias de dengue e chikungunya. De acordo com os dados, 877 cidades estão em alerta para ambas as doenças.

Segundo o ministério, 1.844 municípios participaram do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), de janeiro a fevereiro deste ano, e registraram aumento de 26,38% em relação aos participantes em 2014.

Os números mostram que uma capital está em situação de risco, Cuiabá, e 18, em situação de alerta: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, São Paulo e Vitória. Continue reading ‘340 municípios em situação de risco para dengue e chikungunya’ »

OMS pede investimentos no combate a doenças tropicais negligenciadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (19) aos países mais investimentos no combate a um conjunto de doenças tropicais negligenciadas, como a dengue, que causam cerca de 500 mil mortes anualmente.

Com 1,5 bilhão de pessoas afetadas em um universo de 149 países, a OMS faz o apelo em relatório sobre o combate a essas doenças. A organização cita 17 casos em que a aplicação de verbas adicionais pode salvar vidas, prevenir deficiências, acabar com o sofrimento e melhorar a produtividade.

“O aumento do investimento por parte dos governos pode aliviar a miséria humana, distribuir de forma equitativa os ganhos e libertar multidões há muito condenadas à pobreza”, afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

Dirk Engels, que coordena o Departamento de Controle de Doenças Tropicais Negligenciadas, disse aos jornalistas, em Genebra, que a África é “o continente com o maior número de casos dessas doenças, em termos absolutos”, com muitas pessoas sendo afetadas por mais mais de um tipo.

Segundo ele, cerca de 450 milhões de pessoas na África Subsaariana estão em risco de contrair doenças tropicais. No entanto, de acordo com a OMS, elas também atingem a América Latina, o Oriente Médio e a Ásia e podem aparecer em países europeus ou nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde considera doenças tropicais negligenciadas a úlcera de Buruli, a doença de Chagas, a cisticercose, a dengue, a dracunculíase (doença do verme da Guiné), a equinococose, a fasciolíase, a tripanossomíase africana (doença do sono), a leishmaniose, a lepra, a filaríase linfática, a oncocercíase (a cegueira dos rios), a raiva, a esquistossomose, as parasitoses, o tracoma e o bouba.

A instituição recomenda aos países que invistam US$ 2,9 bilhões anualmente, até 2020, para tratar as doenças ou combater os vetores. Depois disso, os recursos necessários para a década seguinte cairiam para US$ 1,6 bilhão anuais, à medida que as doenças vão sendo reduzidas ou erradicadas, indicou a organização. O investimento total para 16 anos chega a US$ 34 bilhões.

Agência Lusa

Excesso de ruido no carnaval pode prejudicar a audição

A poucos dias do carnaval, blocos e trios elétricos já arrastam foliões em várias cidades Brasil afora. Especialistas da área de saúde, no entanto, alertam para os males causados pelo grande barulho gerado pelos instrumentos de percussão e aparelhagens de som, que pode prejudicar a audição dos foliões e também dos músicos e percussionistas que garantem o sucesso da festa. O melhor é colocar protetor nos ouvidos. Mas usar ou não protetores virou polêmica depois que a cantora Claudia Leitte apareceu com esses acessórios durante ensaio técnico da escola Mocidade Independente de Padre Miguel – ela será a rainha de bateria – no Sambódromo do Rio. “Aproveitadora”, “frescura” e “amadorismo” foram alguns dos adjetivos usados por seus críticos por ela querer se proteger do som da bateria.
A fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas, defende a precaução tomada pela cantora. “O barulho em excesso faz muito mal à audição. Sons acima de 85 decibéis podem provocar lesões irreversíveis na cóclea (órgão da audição). Para efeito de comparação, uma turbina de avião emite sons de 110 decibéis, enquanto que perto da bateria de uma escola de samba esse volume pode alcançar 130 decibéis. O indivíduo deve evitar a exposição a sons dessa intensidade”, alerta a especialista.
Para se ter uma ideia, quem brinca a 50 metros de um trio elétrico está exposto a um ruído de 96 decibéis, e quem fica logo atrás do trio enfrenta um barulho ainda maior, que pode chegar a 120 decibéis. Em ambientes fechados a poluição sonora também é prejudicial, seja pelo batuque das baterias ou até pelo alto volume nas caixas de som, em clubes ou quadras de escola de samba.
A grande intensidade de som pode ocasionar sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. E o que é pior, os efeitos podem ir mais além, como explica a fonoaudióloga da Telex. “Mesmo que a pressão no ouvido ou zumbido desapareça logo após a exposição a sons elevados, as células auditivas já podem ter sido lesionadas. Os problemas de audição poderão aparecer com o passar do tempo”, explica.
A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Por isso, a especialista alerta: “Os ouvidos são sensíveis ao excesso de barulho, tanto na intensidade, quanto no tempo de exposição. As lesões são irreversíveis, já que o organismo não consegue produzir novas células auditivas saudáveis”.
Para quem quer se esbaldar no Sambódromo, em blocos, bailes e trios elétricos, a fonoaudióloga recomenda uma distância mínima de 10 metros da fonte do barulho, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do som alto nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção. “O atenuador diminui o som, permitindo que se escute a música e o batuque em um volume aceitável para os ouvidos”, explica a fonoaudióloga.
Há vários modelos de protetores de ouvido, como os da Telex, por exemplo, feitos em silicone ou acrílico. Ambos são moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada usuário, de forma a ficar bem ajustados. São práticos, podem ser transparentes ou coloridos, e diminuem o som que entra pelos ouvidos em até 25 decibéis.
A exposição prolongada ao som alto, por anos seguidos, pode levar a diversos graus de surdez, ao longo dos anos, de acordo com a sensibilidade de cada pessoa. Por isso, cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

Febre Chikungunya pode se tornar surto em 2015

Febre ChikungunyaParece dengue, mas não é. No entanto, a doença tem em comum os sintomas e a forma de transmissão. A Febre Chikungunya parece enfermidade importada, mas circula no Brasil desde 2013. Em 2014, inúmeros casos foram registrados em vários estados brasileiros. No início de dezembro, o Ministério da Saúde havia notificado o registro de 1.364 casos da Febre no Brasil até o dia 15 de novembro. Desse total, 71 foram importados e os outros 1.293 casos foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde, normalmente, ocorre a transmissão. Por parecer uma gripe forte, as pessoas infectadas podem não procurar socorro, no entanto, o infectologista chefe do Hospital Villa-Lobos, Cláudio Gonsalez avisa: “A automedicação é perigosa e desaconselhada, por mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro da doença”.

De origem africana, a palavra Chikungunya significa “aquele que se deita” ou “aquele que se curva”. A referência deve-se a um dos principais sintomas da doença: a prostração, causada pelas dores articulares intensas e febre alta. O primeiro registro da enfermidade ocorreu na Tanzânia, em 1952, e de lá migrou para países da Ásia e da África e, recentemente, para o continente americano. No Brasil, dos 1.293 casos autóctones, 531 foram registrados nos municípios de Oiapoque (AP), Feira de Santana (BA), Riachão de Jacuípe (BA), Matozinhos (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Campo Grande (MS), segundo o Ministério da Saúde. Especialistas já preveem um surto da Febre em 2015. Isso por que o Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, também carrega o vírus da Febre Chikungunya e as pessoas não têm imunidade a ele ainda. Continue reading ‘Febre Chikungunya pode se tornar surto em 2015’ »

Estados que não atingiram meta devem continuar vacinação contra pólio e sarampo

Estados e municípios que ainda não alcançaram a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo e poliomielite deverão prorrogar a campanha até 31 de dezembro. A orientação é do Ministério da Saúde e visa a proteção de cerca de 1,5 milhão de crianças contra a poliomielite e 1,8 milhão contra sarampo, que ainda não foram vacinadas. A campanha nacional terminou na última sexta-feira (12) com 11,2 milhões de crianças vacinadas contra poliomielite, atingindo 88,04% do público-alvo, e 9,1 milhões contra sarampo, o que representa 82,9% de cobertura, mas Municípios e Estados que não atingiram meta devem continuar vacinação contra pólio e sarampo até o final do ano.

A campanha busca manter a erradicação da poliomielite e garantir a eliminação do sarampo no Brasil. O Estado do Espírito Santo foi o único que ultrapassou as metas das duas vacinas, com 96,57% das crianças vacinadas contra sarampo e 96,94% contra poliomielite, de acordo com dados desta segunda-feira (15). O Ceará também bateu a meta contra sarampo (108,6%).

Desde o início da vacinação, em 8 de novembro, 2.858 municípios vacinaram mais de 95% das crianças contra sarampo e 3.075 atingiram a meta contra a poliomielite. As vacinas estão disponíveis nos 35 mil postos de vacinação espalhados pelo país. A imunização contra poliomielite é destinada a 12,7 milhões de crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos. A medida tem como objetivo manter o Brasil livre desta doença, que não apresenta casos de pólio desde 1990.

Já a vacinação contra o sarampo é voltada para crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos). Devem ser vacinadas 10,9 milhões de crianças com a tríplice viral. Além de imunizar contra o sarampo, a vacina também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba. “É imprescindível que consigamos vacinar todas as crianças, na faixa etária de seis meses a cinco anos de idade incompletos. Não podemos perder essa oportunidade de reforçar a imunização das crianças contra o sarampo e a poliomielite. Pais e responsáveis devem procurar um posto de saúde mais próximos para vacinar seus filhos”, orienta o  ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Para as crianças com alergia ao leite de vaca, a vacinação contra sarampo ocorrerá posteriormente. O Ministério da Saúde já orientou as secretarias estaduais e municipais de saúde que evitem vacinar essas crianças com o produto fornecido pelo laboratório Serum Institutte of India Ltd. A iniciativa é uma medida de precaução, devido à presença do componente lactoalbumina hidrolisada nas doses fornecidas pelo laboratório.

Para garantir a vacinação correta, os pais ou responsáveis que levarem as crianças aos postos de saúde, serão questionados sobre uma possível alergia ao leite de vaca. Caso a criança não tenha registro prévio de alergia, ela receberá a dose normalmente.

COBERTURA DE VACINAÇÃO %
UF Poliomielite Sarampo
AC 67,09 59,2
AL 92,75 94,14
AM 88,46 57,44
AP 67,35 60,45
BA 85,24 66,8
CE 91,97 108,6
DF 61,5 64,02
ES 96,94 96,57
GO 89,98 86,81
MA 84,33 81,3
MG 88,66 86,86
MS 90,85 83,97
MT 87,46 81,96
PA 81,04 67,7
PB 90,63 86,77
PE 92,36 89,55
PI 79,57 65,59
PR 91,04 87,47
RJ 94,64 80,9
RN 86,83 82,41
RO 94,49 91,53
RR 90,64 66,52
RS 90,77 89,8
SC 94,32 91,87
SE 90,07 73,51
SP 86,6 86,05
TO 83,05 80,57
Brasil 88% 82,93%

 

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Embora, atualmente, o Brasil esteja livre da poliomielite é fundamental a continuidade das campanhas de vacinação, para evitar a reintrodução do vírus no país. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países registraram casos de poliomielite em 2013 e 2014, sendo que três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).

O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações – como otite, pneumonia, diarreia, entre outras – contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção também é por meio da vacina.

Os últimos registros de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados ou relacionados à importação, com concentração nos estados de Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença, de acordo com a OMS. Cabe ressaltar que, com o fluxo de turismo e comércio entre os países, o risco de importação do vírus é maior, por isso a importância da imunização.

Fonte: Agência Brasil