O que você deve saber sobre AVC

Os números são impressionantes: de acordo com a Organização Mundial de AVC (WSO, na sigla em inglês), uma a cada seis pessoas no mundo terá um episódio de acidente vascular cerebral (AVC) ao longo da vida. No Brasil, os dados são ainda mais alarmantes: em média, a cada cinco minutos um brasileiro morre por AVC, totalizando mais de 100 mil mortes por ano.
Mesmo quando não provoca a morte, o acidente vascular cerebral pode ser devastador na vida da pessoa atingida. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o AVC é a maior causa de incapacidade em todo o mundo. Entre as sequelas que podem ocorrer após um episódio de AVC estão a perda de força de membros, alterações visuais, de equilíbrio, da fala, declínio da atividade cognitiva, dor e até mesmo depressão.
O acidente vascular cerebral ocorre quando um vaso sanguíneo que leva sangue e nutrientes para o cérebro para de funcionar, seja por obstrução (acidente vascular cerebral isquêmico) ou por rotura causando hemorragia (acidente vascular cerebral hemorrágico). Quando isso acontece, uma parte do cérebro não recebe mais o sangue e oxigênio que necessita e células cerebrais começa a morrer. A extensão e localização do dano cerebral determina a gravidade do AVC, que pode variar de leve a fulminante.
Qualquer pessoa está suscetível a um episódio de acidente vascular cerebral, independente de idade ou sexo. Poucas pessoas sabem mas mesmo crianças podem sofrer um episódio de AVC. Os fatores de risco são diferentes entre crianças e adultos, mas os sinais de alerta são praticamente os mesmos.
“Poucas pessoas reconhecem os sintomas de um AVC, que incluem dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo, fala arrastada ou dificuldade em articular e compreender palavras, visão subitamente enublada ou perda de visão, instabilidade ou desequilíbrio e dor de cabeça”, alerta o neurologista Christian Naurath, médico neurologista e intensivista do Hospital Barra D’Or.
A partir do início dos sintomas, o tempo para tratamento do AVC é precioso. Milhões de células cerebrais morrem a cada minuto em um AVC não tratado. Por isso, quanto mais rápido for o atendimento prestado à vítima, maior a probabilidade de se evitar um AVC potencialmente fatal, bem como a de diminuir o risco de sequelas. “Quanto mais rápido a pessoa acometida chegar ao hospital maiores as chances do tratamento ser bem sucedido”, ressalta Naurath.
A rapidez no atendimento é o fator que determina a sobrevivência e a qualidade de vida após um episódio de acidente vascular cerebral. Por isso, conhecer seus fatores de risco de ter um AVC e saber reconhecer os sintomas é a principal arma para o combate a este problema.
O que você deve saber sobre AVC
  • Qualquer pessoa pode ter um episódio de AVC, independente de idade ou sexo;
  • É possível reduzir o risco de sofrer um episódio de AVC por meio do autoconhecimento de seus fatores de risco e da manutenção de hábitos de vida saudáveis;
  • É importante reconhecer os sinais de um possível AVC para se ajudar e ajudar a familiares;
  • Tempo é precioso! Quanto mais rápido o paciente for atendido, menores os riscos de um episódio de AVC.
Principais Fatores de risco para um AVC
  • Pressão alta
  • Diabetes
  • Colesterol alto
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Uso de drogas
  • Arritmias e outras doenças cardíacas
Como reduzir o risco de um AVC
  • Conheça os seus próprios fatores de risco e trate-os
  • Seja ativo e faça atividade física regularmente
  • Mantenha uma dieta saudável rica em frutas, vegetais e fibras e com pouco sal, para se manter saudável e com pressão arterial baixa
  • Limite o consumo de álcool
  • Evite o hábito de fumar. Se você é fumante, procure ajuda e pare imediatamente
  • Aprenda a reconhecer os sinais de alerta do AVC.
Como reconhecer um AVC
A Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares orienta que o teste abaixo é uma maneira fácil de lembrar e reconhecer os primeiros sinais do AVC:
  • Sorriso – Peça para a pessoa sorrir e veja se sua boca está torta.
  • Abraço – Veja se a pessoa consegue levantar os dois braços.
  • Música – Peça para a pessoa falar e veja se a fala está arrastada ou complicada.
  • Urgente – Se você identificar qualquer um destes sinais, vá com urgência para um hospital preparado para receber casos de AVC e/ ou ligue imediatamente para o SAMU (192).

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