Saiba como higienizar e guardar sua escova dental

Saiba como higienizar e guardar sua escova dental

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A pandemia do Novo Coronavírus estipulou novos hábitos dentro de casa em meio ao isolamento. E um deles é o cuidado com a higiene oral, principalmente com a escova, que precisa ser higienizada corretamente após o uso e armazenada em local adequado para minimizar risco de contágio por microrganismos.

Você já deve ter mudado muitos hábitos com o isolamento social sugerido para conter a desaceleração da pandemia do Novo Coronavírus. E, saiba que você pode colocar sua saúde em risco, se você ainda não cuida adequadamente da sua escova dental. Afinal, cuidar dessa ferramenta e mantê-la preservada é tão importante quanto higienizar os próprios dentes.

“Ela deve ser limpa, guardada em local apropriado, trocada periodicamente, e jamais ser compartilhada com outras pessoas, mesmo que sejam integrantes da mesma família. Esses são assuntos pouco abordados e, por este motivo, de forma geral, as pessoas não têm conhecimento sobre a necessidade dos cuidados específicos com a escova e, quando os realizam, geralmente agem de forma incorreta”, afirma o cirurgião-dentista Dr. Hugo Lewgoy, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

Em primeiro lugar, o especialista afirma que a escova ideal é aquela que dificulta a contaminação e proliferação de microrganismos, ou seja, ela deve ter design clean, lisa, sem irregularidades e produzida com materiais não porosos. Além disso, deve ser desenvolvida com uma tecnologia que elimine os espaços existentes entre os tufos das cerdas da cabeça, preferencialmente com uma escova com mais de 5 mil cerdas, como a CURAPROX 5460, por exemplo, o que impede o acúmulo de sujeira e restos de alimentos.

“Após o uso, todas as superfícies da escova devem ser lavadas, de preferência, com água corrente aquecida. O excesso de água deve ser retirado, com uma pequena batida sobre a palma da mão ou na borda da pia do banheiro. Deve-se aplicar um desinfetante através do gotejamento de antisséptico oral, preferencialmente à base de clorexidina 0,12%, normalmente utilizado para bochechos. Outra maneira um pouco mais sofisticada é borrifar este mesmo antisséptico acondicionado em um frasco spray sobre a cabeça da escova, especialmente na parte das cerdas.

Coloca-se, então, o protetor de acrílico na cabeça, que também deve ter a sua parte interna embebida pela solução antisséptica”, ensina o especialista. Ele ainda observa que antes de utilizar a escova novamente, ela deve ser muito bem lavada e enxaguada para a remoção dos resíduos do desinfetante e dos microrganismos eliminados.

Onde guardar a escova dental

O local para armazenar a escova deve ser escolhido atentamente. O ideal é que ela seja guardada dentro do armário fechado do banheiro, porém, o local deve ser ventilado e tomando-se o cuidado de deixá-la separada das demais. “É fundamental reforçar que a escova deve ficar longe do vaso sanitário, pois as bactérias presentes no vaso podem contaminar as cerdas pelo ar. Por isso, também vale a dica de manter a tampa do vaso sempre fechada”, indica o dentista.

O cirurgião-dentista ainda alerta que, mesmo que a escova esteja higienizada, em hipótese alguma ela deve ser compartilhada com outras pessoas, pois é muito fácil transferir germes, bactérias e doenças, como gripe, hepatite e outras doenças contagiosas.

Higienizar e armazenar corretamente, ainda assim, não garante maior durabilidade à escova, somente a prevenção contra bactérias e outros microrganismos. Portanto, o Dr. Lewgoy garante que é fundamental substituí-la de dois a três meses. “Com o tempo, as cerdas ficam desgastadas. Quando isso acontece, elas se tornam menos eficazes na limpeza dos dentes e na desorganização da placa bacteriana. Pense em uma esponja que você usa para limpar pratos ou numa vassoura para varrer o chão, por exemplo. Ao longo do tempo, esses acessórios de limpeza não funcionam tão bem como antes. Com a sua escova dental é a mesma coisa, quer dizer, ela perde a eficácia. Logo, não pense duas vezes em trocá-la quando chegar a hora”, conclui especialista.

 

FONTE: DR. HUGO ROBERTO LEWGOY – Especialista, Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo; Professor Colaborador do Instituto de Pesquisas Nucleares (IPEN) e do Mestrado Profissional em Biomateriais em Odontologia da Universidade Anhanguera (UNIAN); Pós-graduado em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Instrutor da filosofia individually Training Oral Prophylaxis (iTOP); Pós-graduado em Implantodontia pela Miami University e University of Berna; Membro do International Team of Implantology (ITI); Consultor Científico da Curaden Swiss.