Dia Mundial do Coração e a importância de hábitos saudáveis

Desde o ano 2000 todo 29 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração. A data, instituída pela World Heart Federation (WHF), visa ressaltar a importância do cuidado com um dos órgãos mais importante do corpo humano, o coração. Nesta data, instituições de todo o mundo conscientizam a população a respeito dos problemas cardiovasculares que foram responsáveis por 32% de todas as mortes globais em 2019, sendo 85% delas de enfarto ou derrame, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O cardiologista Leonardo Barroso, do Hospital Ana Costa, de Santos, alerta que manter hábitos saudáveis é fundamental para preservar a saúde do músculo cardíaco. Segundo o médico, os principais cuidados com a saúde do coração estão relacionados a fatores comportamentais e hábitos fáceis de serem incorporados no dia-a-dia. “ Para quem não tem nenhum tipo de doença o ideal é consultar um cardiologista uma vez por ano, e para quem tem alguma comorbidade, pelo menos de duas a quatro vezes por ano. Atividades físicas são essenciais e podem ser feitas de maneiras prazerosas, como caminhadas ao ar livre, subir e descer escadas ao invés de usar o elevador e andar de bicicleta. Manter uma alimentação saudável, evitar o excesso de álcool e não fumar também melhoram a saúde do coração’, recomenda o especialista.

No entanto, ele acrescenta que pessoas que tiveram COVID-19 devem consultar um especialista antes de retomar a prática de atividades físicas. Isso porque a doença pode desencadear problemas cardíacos como miocardite – que é uma inflamação no músculo do coração -, a arritmia – caracterizada pela falta de ritmo nos batimentos do coração -, e síndrome coronariana aguda – quando há a artéria coronariana é obstruída, podendo provocar um infarto ou até a morte súbita.

Outro problema comum na atualidade, os altos níveis de estresse também podem estimular problemas cardíacos, já que a aceleração dos batimentos é capaz de aumentar a pressão arterial. A pressão alta, por sua vez, tem impacto no coração, como o maior risco de infarto e AVC. “Às vezes pequenas medidas, como realizar refeições tranquilas, sem estresse e sem fazer uso de celulares e televisões, podem ajudar a preservar a saúde do coração. Sente-se junto à família, aos amigos e desfrute deste momento. Coma com prazer e qualidade, isso faz diferença, inclusive no alívio do estresse”, indica o cardiologista.

Em 2019, cerca de 17,9 milhões de pessoas morreram de doenças cardiovasculares no mundo. Esse grupo de doenças englobam as chamadas doenças do coração e dos vasos sanguíneos. No Brasil, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 14 milhões de pessoas têm alguma doença cardiovascular e, pelo menos, 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades, o que corresponde a 30% de todas as mortes no país. “É necessário lembrar que é muito mais fácil cuidar da saúde do que da doença, sendo assim, a prevenção de fatores de risco é o melhor caminho para evitar doenças cardiovasculares”, pontua Leonardo.

Oito coisas que você precisa saber sobre Hipertensão Arterial

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/04) tem como objetivo a conscientização da população sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica, e por muitas vezes silenciosa. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estima que 30% dos brasileiros sejam hipertensos.

A Fundação Pró-Rim apresenta dez informações que você precisa saber sendo hipertenso ou não. Confira abaixo:

1 – Você pode ser hipertenso e nem saber

Existem pessoas que dizem que se a pressão está alta, sentem dor de cabeça, tontura, dor na nuca, mas estes são consideradas exceções à regra. A hipertensão é considerada uma doença assintomática, ou seja, não apresenta nenhum sintoma. Descobre-se aferindo (medindo) a pressão, por isso, é muito importante fazer regularmente a avaliação da sua pressão arterial.

2 – Monitore sua pressão

Como não há sinais da doença, a recomendação é aferir a pressão arterial a cada 2 anos. Caso sua pressão se apresente elevada, a aferição deve ser feita com mais frequência em intervalos menores de tempo. Você pode verificar sua pressão nas farmácias e nos postos de saúde.

3 – Porta de entrada para outras doenças

A hipertensão é a doença de base para outras enfermidades, como doenças cardiovasculares (DCVs), doenças renais crônicas (DRCs), além de morte prematura. Em 2019, segundo informações do DataSUS, 27,7% dos óbitos no Brasil eram decorrentes de doenças cardiovasculares, e destes, 45% estavam associadas a hipertensão.

4 – Vida moderna, saúde ruim

Ter hábitos para uma vida mais saudável é o conselho para prevenir qualquer doença. O estilo de vida corrido, alimentação desregrada, consumo de produtos ultraprocessados e de bebidas alcoólicas, pouco atividade física, obesidade, são um combo propício para o aumento da pressão arterial. Sem contar o tabagismo!

5 – Alimentação pode auxiliar no controle da pressão

Mais de 60% das pessoas que tem pressão alta são obesas. O consumo moderado de sódio (sal), a qualidade dos produtos e uma dieta mais saudável podem auxiliar no controle da pressão arterial. Ou seja, desembale mais e procure deixar o saleiro mais longe possível da mesa.

6 – Não há cura. Mas pode ser controlada

Tratar a hipertensão exige muito esforço dos pacientes. Apesar de não ter cura, seguindo as orientações médicas é possível ter boa qualidade de vida. É fundamental seguir alguns cuidados. O hipertenso deve diminuir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, manter peso, incluir atividade física em sua rotina, não fumar, controlar o estresse, e principalmente, verificar a pressão arterial regularmente. O uso de medicamentos também auxilia no controle da doença.

7 – Seus rins estão em perigo

Pessoas que sofrem de hipertensão possuem mais chances de ter a insuficiência renal, ou seja, a perda da função dos rins. Isto porque a pressão arterial alta de longa data, não controlada, pode causar esclerose dos néfrons (unidade funcional dos rins), o que acarreta na falha da filtração do sangue.

8 – Covid-19: risco maior para hipertensos

Pessoas que sofrem de hipertensão arterial fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. O hipertenso que contrair o vírus poderá ter complicações graves e maior chance de internação. “Estas pessoas devem intensificar as medidas de prevenção, como distanciamento social, uso da máscara, higienização das mãos. Além disso, o hipertenso deve manter o uso de medicamentos, seguir uma dieta saudável, praticar exercícios físicos e monitorar seus valores de pressão arterial. Fique atento ao calendário de vacinação na sua cidade e tome a vacina contra a Covid-19 assim que possível”, indica o médico nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos Alexandre Vieira.

Hipertensão: Uma doença silenciosa que pode ser muito perigosa

Os brasileiros estão cada vez mais hipertensos, que é a famosa “pressão alta”. O cardiologista Roberto Yano mostra como a mudança de hábitos pode prevenir das graves seqüelas desta enfermidade. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde revelados no final de 2020 mostram que no ano anterior cerca de 38,1 milhões de brasileiros estão sofrendo com a pressão arterial alta, a famosa hipertensão. Os números mostram que houve um acréscimo de 2,5% em relação à quantidade de pessoas com a mesma enfermidade na pesquisa feita em 2013.

Porém, os números da pesquisa mostram duas situações preocupantes: A primeira é que, em 2019, 72,2% dos hipertensos afirmaram ter recebido assistência médica para a doença nos 12 meses anteriores à entrevista. E a outra é que os dados também revelam que a incidência é maior conforme a idade, atingindo 62,1% da população de 75 anos ou mais.

Segundo o cardiologista Dr, Roberto Yano, quem tiver com a pressão igual ou acima de 140 por 90 mmHg deve ficar atento: “Se a pessoa encontrar valores acima de 140 e/ou 90 mmHg em 2 medidas e em dias diferentes, é bom ficar de olho, pois pode já estar hipertensa”. Os cuidados também servem para aqueles que são chamados pré-hipertensos: “Aqueles que estiverem com a pressão acima de 130 por 85 também devem começar a se cuidar, pois já se sabe que nesses valores o risco de um infarto ou um derrame já é maior”, destaca o médico.

Silenciosa, mas traiçoeira, a pressão alta pode levar a uma série de comorbidades: “As pessoas com pressão alta acabam tendo mais a possibilidade de desenvolverem doenças cardiovasculares, como um infarto ou AVC, por exemplo. O grande problema se encontra quando se fala nos sintomas. Afinal, o paciente não sente nada no primeiro momento, então muitas vezes ela já está precisando de ajuda e nem percebe”, detalha Dr. Yano.

Porém, quando a pressão sobe mais ainda, aí alguns sinais podem ser observados: “Pode acontecer da pessoa ter náusea, vômito e dor de cabeça. Isso acontece quando a pressão está mal controlada. Em casos mais graves, a pessoa pode ficar com a visão turva, ter alucinações visuais, sofrer confusão mental, ou até entrar em coma ou ter crises convulsivas”, alerta. Ele observa que, “dependendo da gravidade do quadro, algumas pessoas podem precisar de internação até em unidade de terapia intensiva”.

Mudança de hábitos é fundamental

Mas, antes de se preocupar com a gravidade da doença, uma boa notícia é que é possível se cuidar e evitar tamanhos transtornos. Dr. Roberto Yano orienta: “A primeira coisa é procurar um bom cardiologista, fazer o seguimento clínico, seguir à risca o que ele orienta e mudar o estilo de vida”.

E como fazer isso? “É importante se exercitar ao menos 150 minutos por semana. Manter-se no peso adequado, afinal, a hipertensão está diretamente ligada à obesidade. Pacientes acima do peso ideal costumam ter pressão mais alta, logo o recomendado é manter o IMC sempre abaixo de 25. Para isso, nada melhor do que uma dieta balanceada, aumentando o consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, e cereais integrais”.

Além disso, ele recomenda o consumo moderado de oleaginosas e reforça “a redução de alimentos ricos em gorduras, doces e de bebidas com açúcar, além das carnes vermelhas”, completa. Além disso, um grande vilão que faz parte do dia-a-dia de qualquer pessoa e deve ter seu uso reduzido é o sódio, explica o cardiologista. “O hipertenso deve usar apenas dois gramas de sódio por dia, o que dá mais em torno de cinco gramas de sal”, lembra.

Cigarro? Nem pensar. Dr. Yano lembra que ele, “além de elevar a pressão, vai ainda acelerar o processo de aterosclerose, levando o paciente ao infarto ou ao derrame cerebral precocemente”, acrescenta.

Além destas medidas, existem ainda os medicamentos anti-hipertensivos, que, recorda Dr. Roberto, devem ser avaliados e prescritos somente com orientação de um médico. Portanto, “se cuidem, a pressão alta é uma doença silenciosa e que pode trazer muitos problemas graves quando não tratado precocemente”, conclui.

Novas diretrizes para controlar a hipertensão arterial reacendem a necessidade de medidas preventivas

Coração, cérebro e rins: assim como os vasos sanguíneos, estes são os principais órgãos afetados por uma doença sorrateira, que se instala anonimamente e só “dá as caras” depois de prejudicar o funcionamento de algum desses sistemas do corpo. Trata-se da hipertensão arterial (HA), patologia crônica multifatorial, que depende de condições genéticas, ambientais e sociais, entre outras, e se caracteriza por elevação persistente da pressão arterial (PA). 26 de abril é o dia Nacional de Controle da Hipertensão Arterial, uma maneira de conscientizar a sociedade sobre o tema.

A hipertensão é um atalho e tanto para doenças cardiovasculares (DCVs) – principal causa de morte, hospitalizações e atendimentos ambulatoriais no mundo, doenças renais crônicas (DRCs) e morte prematura. Em 2019, o DataSUS apurou a ocorrência de 1.314.103 óbitos no Brasil, sendo que 27,7% decorreram de DCVs. Por sua vez, a hipertensão estava associada a 45% destas mortes cardíacas.

A estimativa é de que cerca de 25% dos brasileiros sejam hipertensos e, após os 60 anos, este percentual gire em torno de 65%. Nas faixas etárias mais jovens, a pressão arterial é mais elevada entre homens, mas após os 60 anos são as mulheres as mais sujeitas à PA elevada.

A relevância do tema fez com que, no ano passado, fosse divulgada uma nova diretriz para classificar a hipertensão arterial. Até então, era considerada hipertensa a pessoa com “máxima” (pressão sistólica) igual ou acima de 140 e mínima (diastólica) até 90 mmHg (≥14×9). O novo parâmetro, porém, apresenta o indivíduo como pré-hipertenso com pressão máxima entre 13 e 13,9 e mínima entre 8,5 e 8,9. A pressão ideal agora é a que registra números abaixo de 12×8. As faixas entre 12 e 12,9 e 8 e 8,4 são consideradas normais, mas não ótimas. Por isso, aqueles que registram estes parâmetros nas medições em consultório, serão orientados a iniciar o controle.

Apesar das consequências graves, o diagnóstico e tratamento de hipertensos é relativamente simples e eficaz, com mudanças no estilo de vida e introdução de medicamentos anti-hipertensivos, que causam pouco ou nenhum efeito adverso.

A maior preocupação, entretanto, é a gestão destes pacientes pois a hipertensão é uma doença absolutamente assintomática. Por não ter sintomas não reconhecerem a hipertensão, e boa parte desses pacientes segue a vida e só toma conhecimento do problema depois que a HA já causou estragos.

Correr na frente

Existe uma relação direta entre sedentarismo, sobrepeso e obesidade, dieta inadequada, ingestão de sódio e potássio, álcool, tabagismo e pouca espiritualidade e elevação da pressão arterial.

O sedentarismo é um dos dez principais fatores para a mortalidade global, causando cerca de 3,2 milhões de óbitos por ano. Todos os adultos são aconselhados a fazer de 150 minutos de atividades físicas moderadas ou 75 minutos de exercícios mais vigorosos semanais. Os aeróbicos – caminhada, corrida, ciclismo ou natação – devem tomar 30 minutos diários, de cinco a sete dias por semana.

Já a obesidade geral e a gordura abdominal estão associadas ao aumento do risco de hipertensão. Do lado oposto, a redução de peso promove a diminuição da PA, tanto naqueles com pressão normal como em hipertensos. Além de todos os benefícios de se manter dentro da faixa da normalidade do IMC (Índice de Massa Corpórea), este também é o melhor caminho para prevenir a doença hipertensiva.

Banho de sal

O uso excessivo de sódio é apontado como o mais relevante para o desenvolvimento da doença e a recíproca é verdadeira: a moderação é um eficiente meio de controle da hipertensão e das DCVs, sendo que o efeito redutor é maior em negros, idosos e diabéticos.

A ponderação do uso de sal entre a população brasileira é prioridade das políticas de saúde pública, mas requer um esforço combinado entre indústria, governos e sociedade. É necessário romper com costumes “de família” de salgar demais a comida e adquirirmos o hábito de analisar os níveis de sal em embalagens, uma vez que 80% do consumo acontece involuntariamente, por meio de alimentos processados. A recomendação da OMS é de apenas 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de chá. E o brasileiro consome o dobro (cerca de 10 gramas/dia). Países como o Uruguai, onde o índice de hipertensos é um dos maiores do mundo, uma lei de 2014 proíbe saleiros nas mesas dos restaurantes para inibir a adição.

Além da redução do sódio, há várias propostas de dietas para a prevenção da HA, que também contribuem para a saúde como um todo: dieta DASH e suas variantes (baixa quantidade de gordura, mediterrânea, vegetariana/vegana, nórdica, baixo teor de carboidratos etc.), a dieta comedida com frutas, verduras, legumes, cereais, leite e derivados e a diminuição drástica de gordura no cardápio do dia a dia.

O consumo excessivo de álcool é responsável por até 30% dos casos de hipertensão arterial e por 6% da mortalidade mundial. A ingestão responsável deve ser limitada a uma garrafa de cerveja (5% de álcool, 600 ml); duas taças de vinho (12% de álcool, 250 ml) ou uma dose (42% de álcool, 60 ml) de destilados como uísque, vodca ou aguardente. Isso com muita cautela e para quem tem problemas com o alcoolismo, a recomendação é banida.

A equação tabagismo mais hipertensão arterial também tem resultado desastroso: a nicotina gera ativação do sistema nervoso simpático e provoca aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da contração miocárdica.

A medicina também considera que fatores psicossociais, como o estresse, podem contribuir para a HA, assim como a espiritualidade. Já há evidências científicas de que valores morais, emocionais, comportamentais, além de atitudes com relação aos estímulos sociais podem interferir benéfica ou maleficamente no controle da pressão.

Portanto, o mal que a hipertensão representa é grande. Mas, felizmente, as possibilidades de cortar este mal pela raiz são ainda maiores.

Rui Póvoa é assessor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP, chefe do Setor de Cardiopatia Hipertensiva e professor da Disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo

Dia Mundial da Malária traz consciência sobre doença que ainda tem grande impacto no Brasil

O Dia Mundial da Malária acontecerá no domingo, 25 de abril, o que torna esse um bom momento para aprender mais sobre essa doença potencialmente fatal.

O Brasil junto com Venezuela e Colômbia correspondem por 80% dos casos de Malária na América. Mesmo com a pandemia em 2020, de janeiro a junho, foram registrados 1.049 casos importados de outros países no Brasil com maior ocorrência nos estados de Roraima e Amazonas segundo dados do Sivep-Malária do Ministério da Saúde. De janeiro a junho de 2020, o Brasil passou seis semanas em surto, mas na maioria das semanas analisadas o número de casos ficou abaixo do esperado para o período.

A malária é causada por um parasita unicelular do gênero Plasmodium. Mais comumente, o parasita é transmitido aos humanos por meio da picada de um mosquito. Como os parasitas que causam a malária afetam os glóbulos vermelhos, as pessoas também podem ser infectadas pela exposição a sangue infectado, inclusive da mãe para o feto, por meio de transfusões de sangue e do compartilhamento de agulhas usadas para injetar drogas.

“A malária é uma doença grave e representa um risco de vida. Embora seja evitável e curável, quase metade da população mundial está em risco” afirma a Dra. Stacey Rizza, especialista em doenças infecciosas na Mayo Clinic em Rochester, Minnesota.

Os sinais e sintomas da malária geralmente começam algumas semanas após a picada do mosquito infectado. No entanto, alguns tipos de parasitas da malária podem permanecer inativos no corpo humano por até um ano. Algumas pessoas que têm malária experimentam ciclos de “ataques” de malária. Um ataque geralmente começa com tremores e calafrios, seguidos por febre alta, sudorese e, finalmente, retorno à temperatura normal.

“A boa notícia é que a malária não é contagiosa, o que significa que não pode ser transmitida de pessoa para pessoa como um resfriado ou gripe”, declara a Dra. Rizza. “É também uma doença curável e há muitos esforços preventivos e de tratamento em andamento, como a prevenção de picadas com o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e comprimidos antimaláricos para os viajantes. Todos eles ajudam a controlar e prevenir a doença”.

O maior fator de risco para o desenvolvimento da malária é viver ou visitar áreas onde a doença é comum. Essas áreas incluem regiões tropicais e subtropicais da África Subsaariana, Sul e Sudeste Asiático, Ilhas do Pacífico, América Central e norte da América do Sul. O grau do risco depende do controle local da malária, das mudanças sazonais nas taxas de infecção e das precauções tomadas para evitar picadas de mosquito.

Em janeiro de 2020, um novo protocolo brasileiro para tratamento de malária foi publicado, o Guia de tratamento da malária no Brasil. Para cada espécie parasitária, um esquema de tratamento é necessário. Protocolo vai de encontro com Plano Nacional de Saúde (PNS) 2020-2023, cuja meta é de reduzir para, no máximo, 94 mil o número de casos autóctones de malária até 2023, uma redução de 50% em relação ao ano de 2018, acompanhando a Estratégia Técnica Global para Malária da Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem como meta a redução de pelo menos 90% dos casos e óbitos no mundo até 2030 em relação a 2015, a eliminação de malária em pelo menos 35 países e evitar a reintrodução da malária em países livres da transmissão.

Vacina está sendo testada em projeto piloto de dois anos que já distribuiu 1,7 milhão de doses em Gana, Quênia e Malauí. Saiba mais sobre a malária, incluindo as potenciais complicações da doença e medidas de prevenção que podem ser tomadas para garantir a segurança.

A Mayo Clinic é uma organização sem fins lucrativos comprometida com a inovação na prática clínica, educação e pesquisa, fornecendo compaixão, conhecimento e respostas para todos que precisam de cura.

Estresse e ansiedade provocados pela pandemia aumentam fatores de risco para infarto do coração

Hipertensão arterial, aumento dos níveis de gordura no sangue e da glicemia são alguns dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares que podem ser descontrolados com alterações emocionais

A pandemia da Covid-19 causou muitas mudanças repentinas na rotina das pessoas, principalmente, em relação ao trabalho e ao estilo de vida, trazendo também como consequência impactos para a saúde mental. Sintomas como estresse, alteração no sono, medo, ansiedade e preocupação excessiva passaram a aparecer em pessoas que nunca antes tinham relatado esses problemas. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em meados de 2020, mostrou que 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa depois da pandemia.

Segundo o cardiologista do Hospital Santa Cruz, Dr. Rafael Luis Marchetti (CRM-PR 27.361, RQE 26.361/26.367), o estresse e outras alterações emocionais provocadas pelas situações vividas durante a pandemia contribuem para o descontrole dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, principalmente o infarto do coração.

“O confinamento, o isolamento social e a falta de atividade física geralmente estão associados à mudança para pior no padrão alimentar e no hábito do sono. O estresse também provoca aumento dos níveis de adrenalina circulando, o que por sua vez aumenta os níveis da pressão arterial. Como consequência disso tudo, surge a hipertensão arterial, o aumento dos níveis de gordura no sangue, obesidade e aumento da glicemia, que são fatores de risco para infarto e AVC”, explica o cardiologista.

Outros estudos também mostram que, durante a pandemia, o número de mortes por doenças cardiovasculares aumentou significativamente, assim como o número de paradas cardíacas fora do ambiente hospitalar. O cardiologista explica que a demanda por consultas eletivas ou exames de acompanhamentos cardíacos nos últimos meses diminuiu.

“No início da pandemia houve uma forte recomendação para ficar em casa e evitar o hospital a qualquer custo. Boa parte da população evitou fazer consultas eletivas neste período, o que implicou em um descontrole das doenças de base como hipertensão, diabete e hiperlipidemia. Muitos pacientes também evitaram o hospital, mesmo sentindo sintomas de alerta como a dor no peito”, relata.

Diante das recomendações dos órgãos competentes para evitar o contágio da Covid-19, o cardiologista ainda reforça que os portadores de doenças cardiovasculares precisam ter cautela, mas lembra que as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de mortalidade no mundo.

Atenção aos sinais

Além das complicações dos fatores de risco em pacientes cardiopatas, o estresse e a ansiedade, considerados fatores psicossociais, também desencadeiam outros efeitos negativos no corpo que podem aumentar a incidência de infartos. De acordo com coordenador da Cardiologia do Hospital Santa Cruz, Dr. Guilherme Barreto (CRM-PR 28.621, RQE 22.974/22.995), o reconhecimento precoce de um infarto pode salvar vidas e até mesmo prevenir incapacidades no futuro.

“É possível sim que um paciente tenha um infarto de forma assintomática. Contudo, os principais sintomas de alerta são dor no peito e falta de ar. Eles também podem surgir como sensação de peso no peito, irradiado para a ombros e braços, dores inespecíficas no estômago e associados a sudorese e náuseas. Nestes casos, a probabilidade de ser infarto do coração é alta”, detalha o coordenador.

O especialista ainda explica que pacientes com muitos fatores de risco como hipertensão, obesidade, tabagismo e, até mesmo, histórico de infartos na família, precisam ficar ainda mais atentos. “Em caso de algum sintoma de alerta, a primeira atitude é chamar ajuda médica o mais rápido possível ou procurar a emergência de um hospital”, ressalta.

Mudança de hábitos

Para preservar o corpo e a mente, a recomendação dos especialistas é manter hábitos saudáveis como alimentação, exercício físico e a prática de hobbies. Segundo a psicóloga do Hospital Santa Cruz, Jenima Prestes, o isolamento social privou severamente a socialização entre as pessoas e a prática de atividades, mas que existem outros métodos de tratamento para as disfunções psicológicas.

“Mesmo estando em casa, podemos fazer coisas das quais gostamos e, até mesmo, dar oportunidade para novas experiências como, por exemplo, fazer um curso de violão online, visitar um museu pela internet. Ou até mesmo exercícios físicos simples de alongamentos e fortalecimento muscular. Isso também é sair da zona de conforto”, exemplifica a psicóloga.

No caso dos pacientes cardiopatas, a orientação é manter uma alimentação balanceada com frutas, legumes e verduras, evitando o excesso de gordura e alimentos que contenham muito açúcar. Assim também como evitar sentimentos e situações que tragam mais ansiedade.

 

Sobre o Hospital Santa Cruz. Fundado em 1966, o Hospital Santa Cruz está localizado no bairro Batel, em Curitiba (PR), e, desde junho de 2020, é unidade integrante da Rede D’Or São Luiz – maior rede de hospitais privados do país com atuação no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná. O Hospital Santa Cruz é considerado um centro de alta complexidade no atendimento das áreas de Oncologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Neurologia, Ortopedia, Pronto-Atendimento e Maternidade.

Estudos revelam que casados são mais saudáveis e vivem mais

De acordo com a 46º edição das Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o tempo médio de duração dos casamentos no Brasil reduziu de 17,5 anos para 13,8 anos, ou seja, cerca de quatro anos a menos, em dez anos (2009-2019). Quase metade dos casamentos que foram desfeitos em 2019 duraram menos de 10 anos. Na contramão desses números, porém, um estudo publicado no Journal of Marriage and Family (JMF) sugere que pessoas em relacionamentos conjugais parecem ser mais saudáveis, tendem a procurar menos um serviço médico e, nos casos de internamento hospitalar, o tempo de permanência no hospital é menor.

A publicação americana mostra que pessoas divorciadas e separadas têm o pior estado de saúde. Pessoas viúvas estão em segundo lugar, seguidas pelas solteiras. Esse também é o tema de um estudo da psicóloga Janete Knapik, professora do curso de Psicologia da Universidade Positivo. “Relacionamentos de casal têm demonstrado benefícios como a melhora na saúde mental, na qualidade de vida, na saúde emocional e física”, afirma. Segundo ela, esses resultados podem ser explicados pelos papéis conjugais assumidos e pelo estilo de vida dos casais.

Uma das hipóteses é de que existe uma seletividade na escolha do parceiro que leva a comportamentos mais saudáveis – isto é, indivíduos casados podem ser autosselecionados com base em características relacionadas à saúde, atitudes em relação à saúde ou fatores comportamentais – e outra hipótese é a de que casais passam adotar comportamentos mais regrados de atenção à saúde, ou seja, ao menor sinal de mal-estar ou adoecimento, as medidas de cuidado são tomadas antes de maiores agravamentos. “Existe uma forte relação social entre o casal que pode resultar em melhor saúde, pois os cônjuges – principalmente as mulheres – atuam como cuidadores, fornecendo suporte físico e emocional”, revela.

A professora lista quatro fatores que podem justificar que pessoas em um relacionamento conjugal tendem a ser mais saudáveis: o aumento dos recursos materiais, que são somados; menores níveis de estresse; maior adesão a comportamentos seguros e saudáveis e não exposição a riscos; e maior apoio social. “Os cônjuges podem atuar como zeladores domésticos, evitando assim a necessidade de assistência médica formal. Dessa forma, eles podem auxiliar na adesão à medicação, preparando e incentivando o consumo de refeições saudáveis ou garantindo o comparecimento às consultas médicas”, exemplifica.

Além disso, a professora explica que a união de casais pode suscitar uma “capacidade sobressalente”, que é a habilidade de dedicação de tempo, esforço e recursos de saúde disponíveis para melhorar a saúde, como resultado da divisão do trabalho e responsabilidades dentro de casa. “Aumenta o envolvimento no compartilhamento de recursos e investimentos mútuos. Existem efeitos psicológicos e físicos para a saúde da coabitação conjugal”, ressalta. A professora observa, no entanto, que os benefícios do relacionamento conjugal não são percebidos em relações abusivas, já que nesses casos existe uma relação de poder e não de partilha de cuidado.

Segundo a professora, idosos divorciados e viúvos apresentam maior chance de demência e maior chance de prejuízo nos domínios cognitivos; idosos que nunca foram casados têm maior chance de prejuízo na memória e adultos com mais de 40 anos e solteiros, especialmente aqueles que não estão em um relacionamento, tendem a ser menos ativos fisicamente do que pessoas casadas. Outro dado interessante é que as mulheres solteiras experimentaram diminuição da qualidade de vida em relação à saúde e uma recuperação mais lenta no primeiro ano em casos de cirurgia cardíaca. “Além disso, diversas pesquisas em diferentes países do mundo que estão avaliando a saúde mental das pessoas na pandemia da Covid-19 têm evidenciado que indivíduos solteiros estão experimentando maiores níveis de estresse, ansiedade e principalmente depressão durante a pandemia”, revela Janete.

 

 

A Universidade Positivo é referência em ensino superior entre as IES do estado do Paraná e uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta, mais de 400 mil m² de área verde no câmpus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A instituição conta com três unidades em Curitiba (PR), uma em Londrina (PR), uma em Ponta Grossa (PR) e mais de 70 polos de EAD no Brasil.

Óleos essenciais previnem e tratam picadas de insetos

A pandemia tirou do foco os riscos de dengue durante o verão. É importante se atentar aos cuidados para evitar a reprodução do Aedes Aegypti e suas picadas, assim como as de outros bichos. O calor nos deixa mais expostos ao contato com diversos insetos, o que pode gerar reações alérgicas, coceira e inflamações.

Os óleos essenciais funcionam bem tanto para evitar a aproximação dos insetos, já que agem como repelente natural, quanto para tratar os sintomas leves das picadas, com ação anti-inflamatória.

A Phytoterápica listou os principais óleos essenciais que, além de espalharem um cheiro deliciosos pela casa e/ou pelo corpo, vão ajudar a manter distantes os insetos e as coceiras.

  • Óleo Essencial de Cravo é Anti-inflamatório e analgésico local. Indicado picadas de insetos. Também é inseticida e repelente de mosquitos.
  • A Artemísia é considerada uma das plantas mais completas da flora medicinal. Seu óleo essencial é repelente de mosquitos e deve ser usado na aromatização para afastá-los.
  • Óleo Essencial de Eucalipto é anti-inflamatório e bactericida, indicado como repelente.
  • Óleo Essencial de Eucalipto Citriodora é um potente bactericida, desinfetante, pesticida natural e repelente de insetos. Possui aproximadamente 70% de citronelal, substância presente no óleo de citronela. Além disso é analgésico e anti-inflamatório. Na aromatização, afasta ácaros, mosquitos e outros insetos.
  • Óleo Essencial de Hortelã-Pimenta tem várias ações benéficas ao organismo, com destaque para sua função analgésica, bactericida e repelente de mosquitos.
  • Óleo Essencial de Patchouli é anti-inflamatório e cicatrizante, indicado para feridas, picadas de insetos e alergias.
  • Óleo Essencial Sândalo Amyris é excelente anti-inflamatório e repelente de insetos.
  • Óleo Essencial de Orégano é considerado poderoso contra bactérias, fungos e vírus, além de analgésico e anti-inflamatório. É repelente de moscas e mosquitos.
  • Óleo Essencial de Citronela é muito conhecido por suas propriedades repelentes de mosquitos, baratas e carrapatos. Porém, possui muitas outras propriedades, dentre as quais podemos destacar seu potencial analgésico e anti-inflamatório.

 

Sobre a Phytoterápica. Há 15 anos no mercado, é referência em óleos essenciais e produtos cosméticos 100% naturais, com certificação orgânica e veganos, livres de petroquímicos e de ativos de origem animal. A empresa está sediada em São Paulo e possui escritório no Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais e conta com parceiros (lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e de homeopatia) no país inteiro, e-commerce e mais de 5 mil revendedoras

Sete hábitos a eliminar para a saúde dentária e bucal

O guitarrista Edward Van Halen, que morreu no começo de outubro em decorrência de um câncer na garganta, acreditava ter desenvolvido a doença devido ao hábito de deixar as palhetas de metal na boca, enquanto dedilhava as cordas de sua guitarra. Embora nunca tenha sido confirmada pelos médicos como verdadeira origem do tumor, a tese de Eddie acende o alerta sobre o risco de se colocar objetos estranhos na boca.

Mesmo que nem sempre possam ser relacionados a eventuais casos de câncer, hábitos como roer unhas, lápis ou tampas de canetas, cortar fios, mastigar gelo, mascar chicletes e palitos de madeira e até mesmo abrir embalagens plásticas e garrafas com os dentes podem ser altamente nocivos. “Os dentes foram feitos para a pessoa possa mastigar”, explica o odontólogo Edmilson Pelarigo, diretor clínico da OrthoDontic, maior rede de clínicas de ortodontia do país. “Esses comportamentos podem gerar fraturas na estrutura dental. Muitas vezes, mesmo com a estrutura sendo íntegra, sem nenhuma restauração, se a pessoa forçar, pode haver uma quebra do dente.”

Segundo ele, a ansiedade é causa frequente para o surgimento deste tipo de cacoete, que deve ser evitado sempre que possível. “Muitas vezes, o hábito nocivo é onde a pessoa descarrega aquele nervosismo ou ansiedade que ela tem”, comenta Pelarigo. “Mas todos esses comportamentos podem desgastar estrutura de esmalte, quebrar os dentes e ainda trazer danos para a gengiva.”

Além de prejuízos à saúde dental, da língua, das gengivas e da boca como um todo, alguns hábitos ainda podem trazer efeitos colaterais em outras áreas, como resultado da ingestão de forma quase imperceptível de substâncias químicas. “Toda estrutura que se coloque na boca, como plásticos, resinas e produtos que de alguma forma a pessoa possa estar ingerindo sem perceber, pode causar sérios problemas digestivos.

Em época de pandemia, alerta o diretor clínico da OrthoDontic, os cuidados devem ser redobrados, uma vez que a boca é uma das principais vias de contaminação. Por isso, o uso de máscaras torna-se indispensável, e hábitos como molhar o dedo na língua para desgrudar a sacola do supermercado ou para contar dinheiro devem ser abandonados. “O maior cuidado nesse momento é com a pandemia. Para evitar esse risco de contágio, não se deve colocar a mão na boca nem nos olhos.”

Por fim, Pelarigo chama a atenção para a necessidade substituição das escovas de dentes a cada três meses, no máximo. “A escova tem uma vida útil, em razão do desgaste das cerdas”, explica o odontólogo. “Um problema maior que pode ser causado por bactérias presentes em escovas muito usadas é a endocardite, doença infecciosa que afeta o endocárdio, revestimento interno do coração. Muitos dos problemas cardíacos registrados hoje são resultado de bactérias de origem bucal.”

  1. Roer unhas. Causa o desgaste do esmalte dos dentes.
  2. Mascar chicletes. Causa o desgaste do esmalte dos dentes e aumenta o risco de desenvolvimento de cáries.
  3. Mascar lápis, palitos de dente e tampas de canetas. Desgasta o esmalte dentário e eleva o risco de fraturas nos dentes, além de propiciar a ingestão de substâncias químicas nocivas ao organismo.
  4. Cortar fios com os dentes. Desgasta o esmalte dentário e pode levar a fraturas nos dentes.
  5. Abrir embalagens e garrafas com os dentes. Desgasta o esmalte dentário e pode levar a fraturas nos dentes, além da ingestão de substâncias químicas nocivas ao organismo.
  6. Utilizar escovas de dente desgastadas. Aumenta o risco de contaminação por bactérias, que podem levar à endocardite, doença infecciosa que afeta o coração.
  7. Molhar o dedo na língua para desgrudar a sacola do supermercado ou para contar dinheiro. Além de ser anti-higiênico, o hábito aumenta o risco de contaminação por doenças como a Covid-19.

Boa alimentação pode aliviar sintomas da TPM

Todo mês, mulheres em idade fértil apresentam sintomas físicos ou psíquicos da Tensão Pré-Menstrual, a temida TPM. Essa alteração de humor, normalmente, aparece na semana que antecede a menstruação, interrompendo nos primeiros dias após o início do sangramento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% das mulheres sofrem algum desconforto durante este período.

Nestes dias de alteração hormonal a mulher pode apresentar sintomas como cólica, inchaço, dor de cabeça, irritação e desânimo. Por isso, uma alimentação rica em vitaminas A e B6, magnésio, aminoácidos tirosina e triptofano são capazes de minimizar alguns sintomas da TPM.

Para a nutricionista da Clínica-Escola de Nutrição da Universidade UNG, Flavia Terciano, alguns aspectos devem ser considerados juntamente à avaliação da TPM. “Deve-se avaliar o uso de cafeína, sal, álcool e ajustar a alimentação para evitar deficiências nutricionais”, explica.

Alimentos para aliviar a TPM

Confira alguns alimentos listados pela nutricionista que podem amenizar os sintomas:

  • Alimentos ricos em L-triptofano como banana, nozes, leguminosas (feijões, lentilha), aveia, abacate, mel, entre outros, auxiliam no combate a irritabilidade, fadiga, insônia, compulsão alimentar, por doces principalmente, pois são precursores da serotonina, hormônio conhecido por trazer sensação de bem-estar e felicidade.
  • Pensando ainda nos precursores da serotonina, indicamos alimentos ricos em vitaminas do complexo B: Linhaça, semente de girassol e cereais integrais.
  • Aumentar o consumo de água é essencial. O período da TPM pode gerar inchaço, proveniente da retenção de líquidos. Uma boa dica é preparar uma receita de água saborizada (incluir rodelas de frutas na água) e consumir bem gelada.
  • Alimentos anti-inflamatórios são muito importantes, porque auxiliam na diminuição das cólicas menstruais, dores de cabeça e nos seios. Alimentos que podemos incluir são: ômega 3,6,9 (oleaginosas, cereais integrais e peixes como o salmão).

Alimentos que agravam a TPM

Para evitar o agravamento dos sintomas da TPM, a nutricionista recomenda que sejam exitados:

  • Cafeína: (café, refrigerantes, alguns tipos de chá como chá preto e chá verde, bebidas energéticas), pois aumenta o hormônio do estresse e diminui a produção de serotonina, causando tensão, irritabilidade e estresse.
  • Sódio: Presente nos alimentos industrializados, sal de adição, conservantes etc. Podem contribuir para a retenção hídrica, o inchaço característico desse período (principalmente nos pés e pernas) e a sensação de ganho de peso.
  • Evitar o excesso de álcool. A bebida pode provocar desidratação e aumentar a eliminação de nutrientes importantes, inclusive para amenizar os sintomas.

Fonte: Universidade UNG  www.ung.br