Os Riscos da Automedicação

A automedicação, ou seja, a prática de tomar medicamentos sem a supervisão ou prescrição de um profissional de saúde, é um fenômeno global que afeta milhões de pessoas todos os dias. Embora possa parecer uma solução rápida e conveniente para aliviar sintomas comuns, como dores de cabeça, febre ou resfriados, a automedicação traz consigo uma série de riscos significativos que devem ser cuidadosamente considerados.

Riscos da Automedicação

Confira alguns dos riscos e perigos associados à automedicação e por que é importante evitar essa prática.

1. Diagnóstico Incorreto

Um dos maiores riscos da automedicação é o diagnóstico incorreto. Muitos sintomas podem ser causados por várias condições médicas diferentes, e a automedicação não leva em consideração a causa subjacente. Tomar um medicamento errado pode não apenas falhar em aliviar os sintomas, mas também mascarar um problema de saúde subjacente que requer tratamento adequado.

2. Agravamento dos Sintomas

A automedicação pode levar ao agravamento dos sintomas. Isso ocorre quando um medicamento não é eficaz para tratar a condição subjacente, o que pode levar a uma demora no diagnóstico e tratamento adequados. Em alguns casos, a automedicação pode até piorar os sintomas ou causar efeitos colaterais indesejados.

3. Interações Medicamentosas Perigosas

Muitos medicamentos têm interações complexas com outros medicamentos, alimentos e condições médicas. A automedicação pode resultar em interações medicamentosas perigosas, que podem levar a efeitos colaterais graves, intoxicação medicamentosa ou até mesmo falência de órgãos.

4. Resistência a Antibióticos

A automedicação com antibióticos é particularmente preocupante, pois contribui para o problema global da resistência a antibióticos. O uso inadequado ou desnecessário de antibióticos pode tornar as bactérias mais resistentes a esses medicamentos, tornando as infecções mais difíceis de tratar.

5. Efeitos Colaterais e Alergias

Cada pessoa reage de maneira diferente aos medicamentos, e alergias a medicamentos são uma preocupação real. A automedicação aumenta o risco de tomar medicamentos aos quais você é alérgico, o que pode levar a reações alérgicas graves.

6. Dependência de Medicamentos

A automedicação frequente pode levar à dependência de medicamentos. Isso ocorre quando uma pessoa começa a depender de medicamentos para lidar com sintomas menores ou problemas de saúde, em vez de buscar tratamento médico apropriado.

7. Mascaramento de Doenças Graves

Um dos riscos mais sérios da automedicação é a possibilidade de mascarar doenças graves. Os sintomas de condições graves, como câncer, diabetes e doenças cardíacas, podem ser inicialmente leves e facilmente confundidos com problemas menos sérios.

Automedicação é coisa séria

Em resumo, a automedicação pode ser perigosa e potencialmente prejudicial à saúde. É fundamental que as pessoas entendam os riscos envolvidos e evitem tomar medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde qualificado. Em vez disso, sempre que sentir sintomas persistentes ou graves, é importante buscar a orientação de um médico para obter um diagnóstico adequado e um tratamento apropriado. A saúde é um bem valioso, e a automedicação irresponsável pode comprometer gravemente esse bem-estar. Portanto, a prevenção e a cautela são essenciais quando se trata de automedicação.

Outubro Rosa foca no cuidado integral à saúde da mulher

Outubro Rosa

Criada em 1990, a Campanha Outubro Rosa surgiu com o objetivo de conscientizar as mulheres sobre prevenção e controle do câncer de mama. Em 2022, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) amplia esse conceito e adota a perspectiva de cuidado integral e completo. Além dos exames de rotina, que são fundamentais para o diagnóstico precoce, a SES-MG incentiva as ações que contribuem para o empoderamento e autonomia dos indivíduos, reforçando os fatores de proteção à saúde.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece exames de diagnóstico e tratamento tanto para o câncer de mama, quanto para o câncer de colo do útero. Em Minas Gerais, a porta de entrada são as unidades básicas de saúde, que acolhem e orientam os pacientes conforme cada caso.

Mamografia

O exame de mamografia realizado pelo SUS inclui mamografia de rastreamento, indicada para mulheres de 50 a 69 anos sem sinais e sintomas de câncer de mama, a cada dois anos e mamografia diagnóstica, indicada para avaliar lesões mamárias suspeitas, em qualquer idade e também em homens.

A solicitação do exame deve ser feita pelo profissional de saúde, durante a consulta ou em estratégias de busca ativa de mulheres, como a visita domiciliar.

Câncer de Colo do Útero

Já no caso do câncer de colo do útero, a primeira forma de prevenção está relacionada à diminuição do contágio pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). A infecção por HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo, e sua transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada.

Dessa forma, as recomendações para prevenir o HPV são: usar preservativo em todas as relações sexuais, cuidar da higiene íntima, conhecer o próprio corpo, estando atenta a alterações e realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção de lesões ainda em fase inicial.

O exame é ofertado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde e é a estratégia mais adotada para detecção da doença em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de relação sexual.

Fonte: Agência Minas

Teste americano que detecta coronavírus em sete minutos chega ao Brasil

Laboratórios, drogarias e empresas brasileiras que fazem testagem em seus colaboradores a partir de agora terão um aliado mais ágil e eficaz no combate ao coronavírus.

A Orbitae, empresa de diagnósticos humanos e forenses, acaba de trazer para o Brasil o Instant View Plus Covid-19 Ag View Alfa Test, da americana Alfa Scientific. Um teste que possibilita a identificação do vírus em apenas sete minutos e no momento inicial da doença, ou seja, três dias após a manifestação dos sintomas ou a partir do terceiro dia de contato com pessoas infectadas.

“O quanto antes for possível identificar a presença do vírus no organismo, menor a chance de propagação da doença e mais rápido a pessoa contaminada poderá ser tratada. E quanto mais rápido o tratamento iniciar, melhor será resposta à intervenção médica”, destaca Rodrigo Silveira, diretor da Orbitae.

O exame deve ser feito por um profissional da saúde que por meio da coleta de amostras de secreção do nariz, com o swab, um cotonete especial, a partir do terceiro dia de sintomas ou do contato com pessoas infectadas. Depois, o material coletado é depositado em um tampão, uma espécie de extrator, que separa o conteúdo e é adicionado no dispositivo de testagem.

Ele, se assemelha ao teste RT-PCR, uma testagem molecular que analisa o DNA do vírus, porém as amostras não precisam ser encaminhadas para análise em equipamento específico. O que reduz gastos e, principalmente, o tempo de espera para o resultado.

Como funciona

O exame deve ser feito por um profissional da saúde que por meio da coleta de amostras de secreção do nariz, com o swab, um cotonete especial, a partir do terceiro dia de sintomas ou do contato com pessoas infectadas. Depois, o material coletado é depositado em um tampão, uma espécie de extrator, que separa o conteúdo e é adicionado no dispositivo de testagem.

Ele, se assemelha ao teste RT-PCR, uma testagem molecular que analisa o DNA do vírus, porém as amostras não precisam ser  encaminhadas para análise em equipamento específico. O que reduz gastos e, principalmente, o tempo de espera para o resultado.

O resultado é exibido através de linhas do visor e indica se o paciente está, ou não, contaminado com o SARS-Cov-2.

Fonte: Partnerscom

Oxigenação extracorpórea é usada em pacientes com covid-19

Oito pacientes com covid-19 internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em estado grave, na UTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), receberam oxigenação por membrana extracorpórea (Ecmo) e a maioria teve resposta positiva ao tratamento. Oxigenação extracorpórea é usada em pacientes com covid-19 ebcOxigenação extracorpórea é usada em pacientes com covid-19 ebc

O projeto é voltado ao atendimento de pacientes com insuficiência cardíaca, mas devido à pandemia do novo coronavírus, teve seus esforços dirigidos também para pessoas com covid-19.

A iniciativa é promovida pelo projeto Qualificação de Dispositivos de Assistência Circulatória no Sistema Único de Saúde (DACs), realizada pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Em entrevista hoje (28) à Agência Brasil, o cardiologista Rodrigo Wainstein, do Hospital Moinhos de Vento, revelou que dos oito pacientes atendidos com o dispositivo Ecmo, que já haviam passado por todos os tratamentos usuais sem sucesso, um teve alta e está se recuperando em casa; um teve alta do CTI e se recupera em leito de enfermaria normal; três permanecem com o dispositivo no CTI; dois ainda estão no CTI mas já retiraram o aparelho; e um veio a óbito.

A oxigenação por membrana extracorpórea é uma técnica de circulação que usa uma espécie de motor para fazer circular o sangue fora do corpo, para depois regressar à corrente sanguínea.

Novidade

Cinco hospitais de excelência no Brasil participam do Proadi-SUS: Moinhos de Vento, Israelita Albert Einstein, Hospital do Coração, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Sírio-Libanês. “Os pacientes receberam o Ecmo com verba do Proadi-SUS do Moinhos de Vento, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que é um hospital do SUS e federal”, disse o médico. O HCPA usa o dispositivo e a tecnologia que o Moinhos de Vento dispôs para ele.

O cardiologista explicou que o Ecmo é uma tecnologia que foi desenvolvida há algum tempo para circulação extracorpórea e era utilizada para cirurgias cardíacas, como ponte de safena ou troca de válvula, por exemplo. “O que é novo é usar essa tecnologia à beira do leito em pacientes de UTI”, afirmou Wainstein. Os profissionais de saúde do Moinhos de Vento tiveram a ideia de usar o ECMO em pacientes graves da covid-19, uma vez que essa tecnologia é aplicada também para insuficiência respiratória.

Segundo Rodrigo Wainstein, o mérito do projeto é disponibilizar essa tecnologia, que é altamente especializada e demanda uma equipe multidiscipliar muito grande, atuando vinte e quatro horas por dia em revezamento, para pacientes do SUS que não dispõem desse dispositivo. “Essa tecnologia se usa como último recurso para pacientes que estão com insuficiência respiratória grave”. O Ecmo diminui a chance do paciente morrer, ao mesmo tempo que aumenta a chance dele se recuperar.

Capacitação

O Hospital Moinhos de Vento capacitou a equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre que está fazendo o acompanhamento dos pacientes com o aparelho. Uma das ações do Proadi-SUS é exatamente treinar recursos humanos para saber usar o dispositivo. Wainstein disse que o Ecmo poderia ser usado para tratar outros pacientes com covid-19 em situação de gravidade, mas alertou que o SUS não cobre o custo da tecnologia, calculado em torno de R$ 30 mil para cada aparelho e todos os seus insumos.

O Hospital Moinhos de Vento capacitou também equipes das santas casas do Paraná e de Pelotas e do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre. No entanto, em função de acordo estabelecido anteriormente, a parceria para utilização do dispositivo é entre o Moinhos de Vento e o Hospital de Clínicas.”Para usar o Ecmo para pacientes com covid somente o Hospital de Clínicas está autorizado a fazer”, esclareceu o médico.

A resposta clínica é muito significativa e favorável, manifestou. Os profissionais do Moinhos de Vento envolvidos no projeto estão realizando pesquisa demonstrando a concreticidade, ou aceitabilidade, desses dispositivos para pacientes do SUS, visando sua implementação de forma rotineira. “Esse é o objetivo final do projeto”. A pesquisa já está em andamento. Todos os pacientes que colocam o dispositivo têm dados clínicos e epidemiológicos coletados. Esses dados serão a base de um relatório para poder demonstrar que a tecnologia funciona e salva vidas.

 

Fonte: Agência Brasil

Butantan vai exportar vacinas contra a gripe para países asiáticos

O Instituto Butantan vai exportar 500 mil doses da vacina contra a gripe (influenza) para países asiáticos, a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi dada hoje (28) pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.Butantan vai exportar vacinas contra a gripe para países asiáticos ebcButantan vai exportar vacinas contra a gripe para países asiáticos ebc

O acordo comercial é inédito, já que o Instituto Butantan não exportava as vacinas que produz. “São Paulo exporta, pela primeira vez na história, 550 mil doses da vacina contra a gripe para países asiáticos. É a primeira vez que isso acontece nos 119 anos do Instituto Butantan. A Organização Mundial da Saúde solicitou vacinas para a Mongólia e para as Filipinas”, disse o governador de São Paulo, João Doria.

A ação ainda está em fase final de tratativas entre o Butantan e a OMS. Mas, se for viabilizado, o acordo prevê a destinação de 300 mil doses para a Mongólia e 250 mil doses para as Filipinas.

O Instituto Butantan tem a maior fábrica de vacinas contra a gripe do Hemisfério Sul e, neste ano, bateu recorde de produção. Um total de 80 milhões de doses foram fornecidas ao Ministério da Saúde, para a campanha de vacinação contra a gripe.

CoronaVac

O diretor do Butatan, Dimas Covas, disse que a vacina contra o novo coronavírus (covid-19), a CoronaVac, desenvolvida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, vem se mostrando uma das mais promissoras no mundo.

Segundo ele, até o momento, os estudos chineses sobre a CoronaVac já foram feitos com 24 mil voluntários chineses e demonstraram apenas 5,2% de efeitos colaterais, sendo 3,3% deles de efeitos mais graves (dor no local da aplicação) e apenas 0,18% de manifestações febris. “Perfil de segurança muito próximo à nossa vacina da Influenza”, disse.

Dimas Covas informou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esta semana que acompanhe de perto o andamento da terceira fase de testes da vacina chinesa no Brasil para que, caso seja confirmada a sua eficácia e segurança, o seu registro ocorra de forma rápida.

O governo paulista espera que 45 milhões de doses da vacina possam estar disponíveis ao Sistema Único de Saúde (SUS) já em dezembro deste ano. Como a vacina é aplicada em duas doses, cerca de 22,5 milhões de brasileiros poderiam ser vacinados.

Essa quantidade inicial de doses viria da China. O cronograma da parceria do Butantan com a China, de acordo com Covas, prevê a entrega de 15 milhões de doses prontas, já com as seringas, até o final do ano, em lotes de cinco milhões distribuídos em outubro, novembro e dezembro. Ainda em outubro, outros 30 milhões serão entregues em doses para serem transformadas em vacina no Butantã, a partir da matéria-prima.

O cronograma previsto por Covas é de que o Butantan entregue 45 milhões de doses da CoronaVac ao SUS em dezembro deste ano, 60 milhões de doses em março e 100 milhões em maio de 2021. “Asseguramos ao ministro que, em dezembro teremos 45 milhões de doses disponível para o nosso SUS e que ele poderá iniciar já a sua preparação para desencadear uma campanha nacional de vacinação”, disse Covas.

Esta semana, o diretor do Butantan esteve em Brasília, reunido com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Nessa reunião, Covas solicitou investimentos de R$ 85 milhões para os estudos clínicos da vacina avançarem mais rapidamente; R$ 60 milhões para reestruturação da fábrica do Butantan, visando aumento de sua capacidade de produção, além de uma quantia extra para o fornecimento das doses. “Adiantamos [ao ministro] que necessitaríamos de valores aproximados a R$ 2 bilhões para integralizar as 100 milhões de doses”, disse Covas.

Ele disse que os dois primeiros pleitos, para a reestruturação de fábrica e avanço dos estudos, foram inicialmente acatados pelo Ministério da Saúde e agora aguarda a formalização de como esses recursos podem chegar ao estado paulista de forma rápida.

Testes

A CoronaVac já está na fase 3 de testes em humanos LINK 1 no Brasil e teve início no mês de julho. Ao todo, os testes com a CoronaVac estão sendo realizados em nove mil voluntários em centros de pesquisas dos estados de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A pesquisa clínica é coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, custeados pelo governo paulista.

A CoronaVac é uma das vacinas contra o novo coronavírus em fase mais adiantada de testes, junto com a que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não sabem o que vão receber.

Fonte: Agência Brasil

Iamspe lança manual gratuito sobre uso seguro de medicamentos em pacientes com sonda enteral

O Serviço de Nutrologia e a Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) disponibilizou gratuitamente o recém-lançado Manual de Administração de Medicamentos por Vias Enterais. A publicação é direcionada aos profissionais de saúde do HSPE e outras instituições que administram em seus pacientes medicações por sonda nasoenteral.

O novo guia, além de oferecer a relação dos medicamentos padronizados utilizados no HSPE, reforça a necessidade de observar a particularidade de cada medicamento como comprimidos, cápsulas oleosas e o tempo de pausa na dieta de cada paciente. O material será atualizado a cada dois anos e já está disponível para download no site do Iamspe: www.iamspe.sp.gov.br/sua-saude/publicacoes-de-saude/ (clique em Cartilhas, Guias e Manuais).

“Alguns profissionais de saúde ignoram algumas interações medicamentosas sobre o tempo do jejum. Vários medicamentos, alguns antibióticos e remédios para tireoide precisam ser tomados em um jejum rígido, uma hora antes da refeição e uma ou duas horas após”, enfatiza a Dra. Maria Ângela Souza, diretora do Serviço de Nutrologia do HSPE e idealizadora do manual.

“A criação deste manual independe da pandemia da Covid-19, mas está sendo muito utilizado neste período uma vez que pacientes necessitam de segurança na aplicação de medicamentos, seja em casa ou em ambiente hospitalar”, complementa a Dra. Maria Ângela.

Além de contribuir com o trabalho da terapia clínica, o manual agrega conhecimento e oferece mais segurança e eficiência para as pessoas que administram qualquer tipo de medicação por meio de sonda enteral.

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 100 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes.

Brasil é referência mundial em novo tratamento para nódulos de tireoide sem cicatriz

O Brasil está entre as quatro maiores referências mundiais em Ablação por Radiofrequência em nódulos de tireoide segundo a Universidade de Columbia, em Nova York (EUA). A citação faz parte de um estudo da professora de cirurgia endocrinológica Jennifer Kuo, que analisa a experiência brasileira e busca saber mais sobre os resultados do procedimento na população norte-americana para avaliar a qualidade de vida dos pacientes submetidos ao método, em comparação às operações tradicionais com corte.

Dr. Leonardo Rangel é um exemplo de pioneirismo brasileiro na técnica. O cirurgião de cabeça e pescoço, especialista em tireoide, médico e pesquisador da UERJ, é um dos três convidados do país a participar de um webinar gratuito sobre o tema com grandes profissionais da Universidade de Stanford (Estados Unidos), no dia 30 de agosto. Será um evento em conjunto com outros experientes no método, destinado a públicos de todas as disciplinas, para esclarecer o assunto que ainda é novidade para muitos médicos.

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), no Rio de Janeiro, foi o primeiro hospital público do país a oferecer a nova técnica à população e hoje tem fila zerada para o tratamento. Essa tecnologia minimamente invasiva segue uma tendência da medicina internacional em diminuir cada vez mais o número e o trauma de intervenções cirúrgicas. A doença atinge 300 milhões de pessoas no mundo e no Brasil mais de 60% da população irão desenvolver o problema em algum momento da vida, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). Em todas as faixas de idade as mulheres são até quatro vezes mais afetadas que homens.

Nódulos na tireoide – Apesar do conhecimento dos fatores de risco, as causas dos nódulos não são bem determinadas. Quando a tireoide não está funcionando bem os sintomas podem incluir, além do hipotireoidismo (baixa produção de hormônios), dificuldades para engolir, falar e aumento da glândula (bócio); o que incomoda principalmente a estética. De todos os casos diagnosticados anualmente quase 90% dos nódulos são benignos. Esse importante problema de saúde pública leva dezenas de milhares de pacientes às salas de cirurgia para a remoção total ou parcial da glândula a cada ano. A tireoidectomia tradicional, apesar de ser bem estabelecida e com taxas de complicações baixas, causa hipotireoidismo quando se realiza a remoção total da glândula. A deficiência do hormônio tireoidiano tem grande repercussão clínica, uma vez que está envolvido com diversas reações metabólicas. O cérebro, o coração e o tecido adiposo são alguns dos órgãos mais afetados pelo hipotireoidismo, que se caracteriza pelo ganho de peso, edema difuso, pensamento mais lento, depressão, diminuição da capacidade de atividade física e aceleração de ateroesclerose. Quando o diagnóstico é câncer, a cirurgia é sempre o tratamento indicado.

Ablação por Radiofrequência sem cicatriz – A grande inovação dessa técnica é a aplicação da radiofrequência para destruir nódulos tireoidianos benignos, reduzindo seu volume e assim, eliminando os sintomas compressivos e alterações estéticas. O método é realizado guiado por ultrassom, com a introdução de uma agulha fina no nódulo sob anestesia local mais sedação leve por via oral e os pacientes são liberados no mesmo dia. Nos estudos mais recentes, a incidência de complicações é menor do que os procedimentos cirúrgicos convencionais.

Contudo, o maior benefício da Ablação através da radiofrequência é a destruição de tecido nodular com a preservação do tecido normal, o que confere ao método uma característica única que é tratar, mesmo nódulos grandes, sem alterar a função hormonal. Outras vantagens são menor risco de problemas na voz, não é preciso fazer reposição hormonal o resto da vida, além de não deixar cicatriz no pescoço.

“A redução do volume dos nódulos tratados com a ablação por radiofrequência ocorre ao longo de seis meses, pois não retiramos tecido nodular e contamos com o processo de fagocitose (absorção por glóbulos brancos) para remoção dos tecidos tratados pela radiofrequência. Essa reabsorção gradual do nódulo alcança uma média de 80% até o sexto mês e pode continuar até o primeiro ano após o procedimento”, explica Dr. Leonardo.

Apesar da pandemia, até o fim de 2020 quase cem pacientes da fila do SUS no HUPE terão sido beneficiados pela nova técnica.

Dia Nacional do Combate à Asma

A asma é uma doença crônica em que ocorre inflamação das vias aéreas, que conduzem o ar para os pulmões. A doença é considerada crônica e atinge quase 300 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,4 milhões de brasileiros com mais de 18 anos sofrem com o problema, e somando com crianças e adolescentes as estatísticas aumentam para 20 milhões.

No Dia Nacional do Combate à Asma, celebrado em 21 de junho, é necessário lembrar os cuidados para quem vive com a doença, da atenção aos fatores que podem desencadear uma crise asmática, além de alertar sobre as possíveis complicações durante a pandemia, como explica o pneumologista do Hospital Anchieta, Dr. Daniel Boczar.

Existem diferentes níveis de gravidades de asma?

A asma pode ser classificada de acordo com alguns parâmetros como o controle das limitações clínicas (sintomas mínimos durante o dia e ausência de sintomas à noite), necessidade de medicação inalada para alívio dos sintomas, na ausência de limitação das atividades físicas e pela perda acelerada da função pulmonar à espirometria.

A asma está associada a outras doenças respiratórias?

Existem doenças respiratórias que podem levar a dificuldades no controle da doença como: disfunção de cordas vocais, rinossinusite crônica, polipose nasal, apneia do sono e bronquiectasias. Além disso, doenças alérgicas como rinites e dermatites atópicas são frequentemente encontradas nos asmáticos.

Quais os sintomas mais frequentes da asma?

Os principais sintomas da asma são episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito, tosse (mais comum à noite ou ao acordar) e sensação de desconforto torácico.

Quais os fatores de risco da asma?

A ocorrência da asma é um resultado da interação entre fatores genéticos, ambientais e biológicos que provocam e mantêm a inflamação brônquica. Sendo assim, os sintomas geralmente se iniciam após exposição a fatores precipitantes ou agravantes como: infecções respiratórias (resfriados, gripes, sinusites, pneumonias), exposição à alérgenos ambientais ou ocupacionais (polens, fungos, ácaros, pelos de animais, fibras de tecidos etc.), exposição a irritantes (fumo, poluição do ar), medicamentos (aspirina, anti-inflamatórios não hormonais, beta-bloqueadores), alterações climáticas e até mesmo a exercícios.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da asma é eminentemente clínico, baseado da história clínica e sintomatologia compatível. Entretanto, alguns exames complementares auxiliam na classificação e na quantificação da gravidade, dentre eles destacam-se inicialmente a espirometria, exames de imagem (raios-X de tórax e/ou tomografia computadorizada de tórax) e exames bioquímicos.

Como funciona o tratamento?

O tratamento da asma envolve o controle do ambiente em que o indivíduo vive além do uso de medicamentos. Existe uma nítida piora com a exposição a uma série de fatores como o tabaco, poeiras domiciliares (ácaros e fungos), infecções, ar frio, exposição ocupacional e alguns medicamentos. O controle destes fatores associado a medidas educacionais são medidas importantes no tratamento. O tratamento medicamentoso é baseado nos dispositivos inalados, as bombinhas. Existem os medicamentos que controlam a doença e medicamentos que aliviam os sintomas da doença utilizados nas crises. É importante que o médico e o paciente saibam reconhecer que os medicamentos e utilizá-los da forma correta.

Como prevenir?

A asma, devido ao fator genético, é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento eficaz que permite a pessoa viver normalmente. Além disso, alguns cuidados ajudam a prevenir e controlar as crises:

  • Manter o ambiente limpo, bem ventilado e úmido
  • Lavar as roupas e agasalhos guardados por muito tempo
  • Manter poucos objetos de decoração, sem cortinas e tapetes pois acumulam poeira
  • Evitar contato com animais como gato e cachorro
  • Agasalhar-se de forma adequada para evitar mudanças bruscas de temperatura
  • Atentar-se para o uso correto das medicações e dispositivos
  • Conhecer bem a doença para saber o momento certo de procurar a emergência
  • Evitar exposição à fumaça do cigarro e à poluição
  • Tomar a vacina contra o vírus da gripe
  • Acompanhamento médico regular, pois a asma é uma doença que não tem cura

É possível relacionar a asma com a Covid-19? Como diferenciar os sintomas das duas doenças?

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que ocasiona a obstrução da passagem do ar aos brônquios, dificultando o controle da respiração. Como característica de uma doença crônica, a asma pode persistir por um longo período. Os sintomas se iniciam logo na infância, embora a ocorrência tardia tenha sido frequente.

A infecção respiratória por COVID-19 trata-se de uma doença aguda, de início súbito de sintomas relacionados a uma síndrome gripal como febre, dor de garganta, tosse, coriza e que, de acordo com a gravidade, acomete os pulmões levando a falta de ar e queda da oxigenação.

As pessoas portadoras de asma estão incluídas no grupo de risco para complicações causadas pela infecção por coronavírus, podendo apresentar crises graves.

 

Fonte: Portal Nacional de Seguros
segs.com.br

Coronavírus e os cuidados com a automedicação

Normalmente, para combater os sintomas da gripe, a maioria recorre diretamente às farmácias em busca de analgésicos, antitérmicos, xaropes e descongestionantes.

Apesar de muitos desses medicamentos estarem disponíveis nas prateleiras, já que podem ser adquiridos sem prescrição médica, não são isentos de riscos, como alerta o farmacêutico e mestre em inovação terapêutica Diego Medeiros, coordenador e professor da pós-graduação em farmácia clínica, com ênfase na prescrição farmacêutica da Faculdade.

Em tempos de coronavírus, então, os cuidados devem ser redobrados. Principalmente, porque vêm surgindo informações de novas medicações que podem auxiliar no tratamento da Covid-19.

“Por exemplo, quando inícios de estudos apontaram que a hidroxicloroquina, medicação usada para tratamento de lúpus, malária e artrite reumatoide, poderiam ser eficaz no combate ao coronavírus, muitas pessoas correram às farmácias por conta própria para garantir o estoque da medicação. Isso é muito perigoso, além de que ela não funciona de forma preventiva ou surte efeito com sintomas leves”, explica o farmacêutico, orientando que ela só deve ser tomada com orientação médica.

O mesmo aconteceu com a ivermectina, antiparasitário utilizado para o tratamento de filariose, oncocercíase, larva migrans e pediculose (infestação por piolhos), e a nitazoxanida (Anitta), antiprotozoário usado no combate aos vermes. Alguns estudos iniciais mostraram que esses remédios podem diminuir a carga viral do coronavírus. “São pesquisas que ainda precisam de mais evidências para comprovarem efeito em humanos, pois todos os testes ainda não foram realizados”, conta o coordenador da pós-graduação em farmácia clínica da Faculdade IDE, Diego Medeiros.

Outro medicamento que vem sendo usado de forma adjuvante para o tratamento do coronavírus é a azitromicina, antibacteriano. Isso porque, como o coronavírus diminui a imunidade do paciente, acaba sendo uma porta de entrada para outras doenças pulmonares causadas por bactérias. “Porém, esse antibiótico sempre precisou de retenção de receita para ser comprado nas farmácias”, esclarece Diego.

O farmacêutico lembra que hidroxocloroquina, cloqorquina, nitazoxanida também, em tese, precisariam de receita para a sua compra. Agora, a ANVISA recomenda a retenção da receita, igual aos medicamentos psicotrópicos e antibióticos. Já para a compra da ivermectina não há exigência de retenção da receita, mas precisa de receiturário.

“Como alguns dos sintomas da Covid-19 são semelhantes ao de uma gripe comum ou resfriado, a principal recomendação é para não usar esses medicamentos por conta própria, pois eles têm grau de toxidade levada e podem trazer efeitos adversos e complicações maiores. Embora não haja evidência que suporte o uso destes medicamentos, somente o médico assistente pode fazer a indicação terapêutica destes insumos, baseado numa avaliação crítica do paciente”, alerta o farmacêutico Diego Medeiros.

Outras Infecções Virais

Seja qual for a infecção viral, com um “simples” resfriado, que têm início mais lento e leve, ou uma gripe, sendo provocada, geralmente, pelos vírus Influenza (tipos A e B), os cuidados com a automedicação devem ser os mesmos.

“O paciente pode e deve procurar orientação do farmacêutico na hora de comprar um remédio. Além de orientar o paciente quanto ao uso dos medicamentos, o profissional deve esclarecer que, se os sintomas não minimizarem com o uso dos medicamentos em determinado período, um médico deve ser procurado para uma investigação sobre o quadro do paciente”, explica o professor da pós-graduação em farmácia clínica da Faculdade IDE.

Entre os sintomas mais comuns de gripes e resfriados estão a coriza, irritação nos olhos, dor de garganta e tosse. Por se tratar de um transtorno autolimitado, até certo ponto, a população busca tratamento para os sintomas pontuais.

“É comum o emprego de analgésicos para as dores e febre, anti-histamínicos e descongestionantes nasais para as corizas e entupimento do nariz. Inclusive, muitos medicamentos apresentam vários fármacos em associação num único comprimido ou cápsula, como Coristina e Multigripe”, conta o farmacêutico Diego Medeiros.

Efeitos Colaterais de Medicamentos

Mas qualquer um desses remédios, se usados com frequência e por um tempo maior que o recomendado, podem causar sérios prejuízos à saúde.

Um deles são os descongestionantes, que trazem riscos com o uso prolongado. “Como evento adverso provoca o que chamamos de ‘efeito rebote’, quando o corpo adquire dependência a uma determinada substância. Então, na ausência dela, o organismo provoca sintomas que acabam estimulando você a administrar a substância. Por exemplo, o corpo causa congestão nasal se não administrar um descongestionante, tornando assim o paciente dependente do medicamento”, explica o professor de farmácia da Faculdade IDE Diego Medeiros.

Além disso, alguns descongestionantes podem ser absorvidos pela circulação e promover a ação em receptores ao longo do corpo, não somente na mucosa nasal, podendo causar problemas cardíacos.

Segundo o farmacêutico, uma dica é usar solução hipertônica nasal, que é um soro fisiológico mais forte, como alternativa ao descongestionante nasal.

Outro alerta é com os analgésicos e antitérmicos, podendo causar problemas gástricos. “O paracetamol não deve ser utilizado em grandes quantidades, pois oferece risco de toxicidade hepática. Já o AAS pode provocar sangramento nos pacientes. Logo, esses medicamentos não devem ser usados por mais de cinco dias. Caso persistam os sintomas, o médico deverá ser consultado para um diagnóstico mais preciso”, orienta professor de farmácia Diego Medeiros.

Propaganda de medicamentos para gripes incentivam a automedicação?

É comum ver muitos comerciais de medicamento para gripes. Mas é importante procurar um médico ou farmacêutico antes de usar até esses medicamentos “liberados”?

De acordo com o coordenador e professor da pós-graduação em farmácia clínica da Faculdade IDE, Diego Medeiros, a busca pelos farmacêuticos se torna mais fácil à população, “pois estes medicamentos, em geral, são de venda livre e há uma cultura de que as pessoas já se diagnosticam por conta própria. O que, em si, não é errado. O farmacêutico, por estar presente com maior facilidade, tende a promover os esclarecimentos com mais facilidade”.

Além disso, as pessoas também tendem a minimizar a necessidade de ir a um médico, por muitas vezes acharem ser “só uma gripezinha”.

“É aí que o farmacêutico, não só orienta o paciente quanto ao uso dos medicamentos, como deve orientar um médico deve ser procurado para uma investigação sobre o quadro do paciente, caso os sintomas não minimizarem com o uso dos medicamentos”, detalha o profissional de saúde, lembrando que as farmácias devem contar com farmacêuticos em tempo integral para prestar orientações quanto ao uso dos medicamentos.

Inclusive, a indicação e prescrição de medicamentos dentro da farmácia é uma prerrogativa exclusiva dos farmacêuticos, bem como a intercambialidade, ou seja, a troca de medicamentos. Isso porque, algumas pessoas acabam pedindo orientação para os atendentes nas farmácias, muitas vezes por não entendem as diferenças nas funções.

“Os auxiliares de farmácia têm função primordial na farmácia, mas não compete a eles essa atividade, pois não possuem competência técnica para assumir essa responsabilidade”, explica o farmacêutico.

 

Sobre a Faculdade IDE – A Faculdade IDE, mantida pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, desde 2006, promove pós-graduações na área de saúde, contando com mais de 120 cursos nas áreas de medicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição, educação física, psicologia e fonoaudiologia.

 

Ômega-3 tem ação anti-inflamatória e imunológica

Nunca as pessoas tiveram tamanha atenção com a imunidade: tudo que pode melhorar o sistema de defesa do organismo está, nesse momento, ditando as regras.

Afinal, quando a imunidade está comprometida, ficamos muito mais propensos a infecções por vírus, bactérias ou fungos – e isso é definitivamente o que não precisamos agora com a pandemia de Covid-19.

Segundo a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas.

“A alimentação saudável está ligada à manutenção do organismo hígido, com suas funções imunológicas em dia. As pessoas com sistema imune mais forte vão enfrentar a Covid-19 com maior destreza. A alimentação, associada à hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema”, afirma o cirurgião plástico Dr. Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

“É possível estimular a atividade do sistema imune através de estratégias nutricionais específicas, de acordo com as necessidades diárias de cada indivíduo. Dentre os imunonutrientes mais estudados, os Ômegas-3 possuem lugar de destaque. Muitas pesquisas científicas mostram os benefícios dos Ômegas-3 na função do sistema imunológico e inflamação”, acrescenta a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora científica da Pharmapele.

Os Ômegas-3 são considerados “gorduras do bem”. O Ministério da Saúde e a OMS recomendam que uma alimentação saudável deve incluir, no mínimo, duas porções de peixes ricos em Ômegas-3 (de águas salgadas e profundas) por semana. Se não for possível seguir essa orientação, recomenda-se a ingestão de suplementos de Ômegas-3.

Compostos por ALA (ácido alfa linolênico), EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosaexaenoico), eles são produzidos por vegetais marinhos e fitoplâncton, que servem de alimento para peixes que são considerados a maior e mais importante fonte deste nutriente, uma vez que os seres humanos não o sintetizam.

De acordo com a médica nutróloga, além dos peixes de água fria como salmão, sardinha, cavala e corvina, o ômega 3 também está presente nas nozes, na linhaça e na chia.

A farmacêutica Luisa Saldanha explica que, nas últimas décadas, os hábitos alimentares vêm se alterando, de forma que a ingestão de gorduras saturadas suplantou o consumo de vegetais e peixes, favorecendo a manifestação de doenças cardiovasculares e imunes.

“Dessa forma, vários estudos têm demonstrado efeitos benéficos da suplementação dos Ômegas-3 na funcionalidade imunológica e na capacidade anti-inflamatória. Essa função é atribuída à incorporação dessas gorduras do bem na composição das membranas celulares, inclusive das células imunes”, explica a farmacêutica.

Dessa forma, as alterações na composição dos lipídeos que formam as membranas contribuem para o reforço e proteção de todas as nossas células, segundo a especialista.

“Estudos sugerem que a suplementação de Ômegas-3, com sua consequente incorporação às membranas, é capaz de equilibrar as respostas inflamatórias, contribuindo para que não se tornem exacerbadas ou danosas”, diz Luisa.

A farmacêutica explica que, na hora de suplementar, é necessário saber escolher o melhor produto, de acordo com a proveniência. “Um suplemento de ômega-3 não é 100% ômega-3. A base do suplemento é o óleo de peixe, composto por diferentes gorduras, além das gorduras do tipo ômega-3. Quanto menor a concentração de ômega 3 no suplemento, maiores as chances de ter gorduras do tipo saturada e colesterol em grandes quantidades”, alerta ela.

Dê preferência para os produtos que informam no rótulo a quantidade dos principais tipos de ômega 3, o EPA e o DHA (ácidos eicosapentaenoico e decosas e i senoico). “Quanto maior a concentração, melhor a qualidade do óleo de peixe utilizado no suplemento. Esses valores entre as marcas variam muito, ao pesquisar, encontramos diferentes marcas com apenas a metade do ideal (30% de ômega 3 por cápsula)”, diz a farmacêutica.

Uma boa dica é conferir no rótulo as quantidades de EPA + DHA. Somados, precisam resultar em pelo menos 300mg e idealmente 600mg por cápsula de 1000mg de óleo de peixe, segundo a médica.

“Quanto mais Ômegas-3 em 1 única cápsula, menos cápsulas são necessárias por dia. Consequentemente, você saberá que está diante de um produto de alto padrão de qualidade e eficácia”, explica a farmacêutica.

Boas marcas de ômega 3 contam com certificado de veracidade da concentração do nutriente e comprovam que o produto é livre de contaminação por metais pesados. Além da certificação da matéria-prima, existem selos de qualidade internacional, como o MEG-3.

Turbinando a imunidade

Além do Ômega-3, a farmacêutica sugere também a suplementação com Vitamina C e Betamune SC. “A vitamina C ou ácido ascórbico é um dos nutrientes que estão intrinsecamente envolvido com esse sistema, apoiando várias funções celulares do sistema imunológico inato e adaptativo, segundo o estudo Potential interventions for novel coronavirus in China: A systematic review, publicado em fevereiro deste ano. A revisão ainda cita três ensaios clínicos controlados em humanos que relataram uma incidência significativamente menor de pneumonia nos grupos suplementados com vitamina C, sugerindo que ela pode impedir a suscetibilidade a infecções do trato respiratório inferiores sob certas condições”, afirma Luisa Saldanha.

Já Betamune é uma betaglucana. “De acordo com estudo clínico realizado pela Food and Nutrition Sciences, após 26 semanas de tratamento, um grupo tratado com betaglucanas apresentou menos infecções do que grupo que fez uso de placebo, sendo que 15,6% dos participantes do grupo tratado não apresentaram nenhum quadro de infeção, em contraste com apenas 2% dos participantes do grupo placebo”, completa Luisa Saldanha. “Procure o seu médico, nutricionista ou farmacêutico para receber a assistência necessária”, finaliza Luisa Saldanha.

FONTES:

*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

*DR. MÁRIO FARINAZZO: Cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br

*LUISA SALDANHA – Farmacêutica e Diretora Científica da Pharmapele.