A arte de saber envelhecer

Envelhecer é uma arte

Saber envelhecer é uma arte. Em uma sociedade cada vez mais longeva, chegar ao centenário deixa de ser uma possibilidade e torna-se cada vez mais uma realidade. A Década do Envelhecimento Saudável, que contempla o período de 2021-2030, já está em voga.

Essa iniciativa global, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, prevê dez anos de colaboração entre os agentes sociais, incluindo o setor público e o privado, com o propósito único de melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas.

Se por um lado aumentamos a expectativa de vida, por outro, o que podemos dizer sobre a qualidade dos anos vividos? Quais escolhas devemos fazer para ir cada vez mais longe e chegar à fase mais madura da vida com plena saúde?

Com o expressivo aumento de quase 40% da parcela de pessoas com 60 anos ou mais nos últimos dez anos, saltando de 22,3 milhões para 31,2 milhões entre 2012 a 2021, segundo o IBGE, torna-se fundamental tratar hoje as questões que podem colocar em risco a saúde de amanhã. Envelhecer é natural e faz parte do processo da vida.

Contudo, envelhecer bem e com saúde depende das escolhas de cada indivíduo durante todas as fases da vida. Construir bons hábitos, promovendo a qualidade de vida, é um processo contínuo e múltiplo.

Na caminhada para o centenário, as ações de medicina preventiva são as melhores ferramentas. Junto a elas, há uma série de medidas individuais que podem levar a um envelhecimento mais saudável, como ter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas regulares, ter um sono de qualidade, desenvolver bons hábitos cognitivos e construir uma rede de apoio. Equilibrar corpo e mente é primordial, e saúde emocional é um dos principais agentes de impacto (positivo ou negativo) na expectativa de vida. A gestão de todas essas áreas da vida é, de fato, uma arte.

Estresse e as Doenças

O estresse é um dos principais fatores para o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, transtornos neuropsiquiátricos, doenças infecciosas, metabólicas, entre outras. Em um estudo realizado pela University of Pittsburgh, na Pensilvânia, pesquisadores identificaram as redes neurais que conectam o córtex cerebral à medula adrenal, responsável pela resposta rápida do corpo em situações estressantes.

Os dados fornecem evidências sobre a importância da conexão corpo-mente, associando as emoções e condições mentais às possíveis alterações no funcionamento de diversos órgãos. Aprender a lidar com as nossas emoções e adotar práticas que levam ao bem-estar, como o mindfulness, traz benefícios imensuráveis à saúde.

O sono, por sua vez, faz parte do processo restaurador do corpo. É durante o descanso que podemos repor energias e regular o metabolismo, sendo esses fatores essenciais para manter corpo e mente saudáveis. Se manter em movimento também contribui, e muito, para essa caminhada rumo ao envelhecimento saudável.

A realidade é que no último levantamento do IBGE sobre sedentarismo, mais da metade da população adulta brasileira estava com excesso de peso, totalizando 61,7%. Por isso, investir pelo menos 30 minutos diários em exercícios como caminhada, natação ou dança, podem fazer a diferença sobre chegar na melhor idade em equilíbrio com o próprio o corpo.

Manter o corpo em movimento, associado a uma alimentação equilibrada, com hidratação adequada, pode mudar os rumos do funcionamento do organismo. Problemas relacionados à digestão dos alimentos interferem, não apenas na performance do dia a dia, mas no funcionamento do corpo a longo prazo. Outro ponto de atenção.

E por último, mas não menos importante, ter uma rede de apoio afetivo e emocional pode ser o diferencial na conquista do bem-estar individual. O isolamento social tem impacto direto nas condições de saúde, favorecendo o surgimento de doenças. Logo, contar com familiares e amigos contribui para a qualidade da saúde física e emocional.

Diante da nova realidade, com o aumento da expectativa de vida, envelhecer com saúde é um projeto real a longo prazo, que deve começar já. Manter o corpo e a mente sãos nos ajuda não apenas a viver bem no presente, mas nos permite, sobretudo, vislumbrar um futuro de qualidade para os anos que virão. Essa é a grande arte de “saber envelhecer”.

por Dra. Thais Jorge, Diretora da Bradesco Saúde

Álcool e exercícios físicos não combinam

Principalmente durante a quarentena, a ingestão de bebidas alcoólicas regularmente traz consequências à saúde e pode jogar por água abaixo os sofridos resultados de sua atividade física em casa, na medida em que causa mau desempenho físico, reduz o ganho de massa muscular e diminui o metabolismo.

O consumo de álcool e a realização de atividades físicas definitivamente não combinam. Durante o isolamento social para diminuir o contágio pelo Novo Coronavírus, essa máxima torna-se ainda mais real. Basta beber um pouco a mais em um dia para perceber, no dia seguinte, que algo não vai tão bem como de costume; e é claro, isso prejudica também seu desempenho nos exercícios e os resultados, que já estão tão difíceis por conta da limitação em se exercitar dentro de casa. “O álcool deve ser evitado por pessoas que não exigem muito do corpo e, também, por aqueles que praticam atividades físicas com o objetivo de emagrecer ou de ter hipertrofia. Quem pratica exercícios e consome uma quantidade significativa de álcool com frequência apresenta uma deterioração da qualidade física. Isso por que o álcool diminui a força, a velocidade, a capacidade cardiorrespiratória e a resposta muscular. Além disso, a substância prejudica também o equilíbrio e a respiração”, explica a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. A seguir, a Dra. Marcella lista 5 consequências negativas que o álcool traz ao nosso organismo e explica por que você deve reduzir ao máximo o consumo de bebidas durante a quarentena:

  • Desidratação: “O álcool presente nas bebidas age diminuindo a produção do hormônio antidiurético, responsável por regular a perda de água do organismo. Isso faz com que eliminemos mais água, sendo essa a causa de irmos tantas vezes ao banheiro quando consumimos a substância. Além disso, o etanol eleva a pressão arterial e aumenta a produção de suor, contribuindo ainda mais para o quadro de desidratação. Nesse processo todo, perdemos sais minerais, como o sódio e o potássio, além de importantes vitaminas, como as do complexo B. A glicose no sangue, principal fonte de energia para o nosso cérebro, também diminui”, explica a Dra. Marcella, que complementa: “A prática de atividades físicas com o álcool ainda em nosso sistema se torna perigosa, uma vez que a substância aumenta a frequência cardíaca devido ao distúrbio de água e eletrólitos.”
  • Prejuízo do ganho de massa muscular: “Isso acontece pela junção de alguns fatores. O primeiro ponto é que o álcool afeta negativamente a síntese de proteína, processo no qual os aminoácidos são unidos para formar proteínas completas. Outro fator é que o álcool reduz os níveis de testosterona, hormônio mais importante para o fortalecimento muscular. Além disso as vitaminas A, C, as do complexo B, cálcio, zinco e fósforo, importantes para a construção muscular, são drenadas rapidamente quando o álcool está presente no organismo.”
  • Redução do Metabolismo: O fígado é o responsável por digerir as bebidas alcóolicas. Porém, esse mesmo órgão é o responsável pelo metabolismo de gordura. “O fígado trabalha diariamente quebrando as gorduras da sua alimentação e eliminando as toxinas. Quando você bebe álcool, acaba adicionando mais uma tarefa na função do órgão. Dessa forma, seu fígado não consegue processar a gordura de maneira tão rápida e eficientemente pois estará, também, trabalhando para expelir o álcool. Como consequência, ocorre a desaceleração do metabolismo”, explica a nutróloga.
  • Hipoglicemia: “A realização de exercícios físicos requer energia, que vem dos carboidratos e da glicose metabolizada pelo organismo. Isso faz com que a atividade física, por si só, já promova uma diminuição da glicose no organismo. Com a adição do álcool, o fígado fica tão sobrecarregado em lidar com a substância que desliga a produção de glicose – acentuando ainda mais o déficit. Isso tudo faz com que o corpo comece a usar a proteína como fonte de energia, já que não há mais glicose suficiente no organismo, prejudicando o desempenho das atividades físicas”, alerta a Dra. Marcella.
  • Gatilho para má alimentação: “O álcool traz sensação de saciedade, já que é extremamente calórico. Isso nos deixa suscetível a pular refeições e nos alimentarmos de forma desequilibrada. No dia seguinte do consumo o efeito é diferente: o álcool estimula um aumento da galanina, substância presente em nosso cérebro, o que nos leva a desejar alimentos excessivamente gordurosos.”

Por fim, a médica diz que o álcool não deve ser ingerido por praticantes de atividades físicas que almejam atingir resultados satisfatórios, principalmente nesse momento de pandemia. “Não existe um nível seguro para o consumo. É bom estar ciente dos prejuízos que o álcool traz à pratica esportiva e, sobretudo, à saúde no geral”, finaliza a Dra. Marcella Garcez.

FONTE: DRA. MARCELLA GARCEZ, Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN.

Cuidados com a saúde cardiovascular em tempos de COVID-19

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, pessoas acima dos 60 anos ou com problemas cardíacos foram identificadas como algumas pertencentes ao grupo mais afetado pela COVID-19. Entretanto, o envelhecimento já pode representar um risco para as veias e artérias, deixando-as mais rígidas. O cirurgião vascular Dr. Gilberto Narchi Rabahie explica como a diferença de idade pode acontecer e dá dicas para prevenir.

“A diferença básica é a capacidade elástica ou complacência do vaso”, afirma. O vaso mais novo possui maior resistência. Já o mais velho, se torna mais rígido, e quanto mais enrijecido for, maior o será o trabalho do coração para “vencer” a pressão, causando desgaste precoce, do coração e, diretamente, dos vasos.

Segundo o especialista, a falta de controle de diabetes e a hipertensão arterial podem apresentar o enrijecimento precoce das artérias. “Sedentarismo, tabagismo e a ausência de manutenção de peso adequado também contribuem para a diferença de idade”, acrescenta Dr. Gilberto.

Para medir a capacidade da parede arterial, o VOP (Velocidade da Onda de Pulso) é um método que apresenta, de forma não invasiva, a rigidez da parede arterial. “Com o exame, podemos fazer um diagnóstico precoce e com o tratamento adequado, retardarmos a rigidez dos vasos, igualando, por assim dizer, as idades para evitarmos suas complicações”, afirma o cirurgião vascular.

“Não se prevenir e não tratar a rigidez pode ocasionar, precocemente, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, em tempos de COVID -19, manter a saúde cardiovascular em dia representa um risco menor de complicações da doença causada pelo novo coronavírus”, explica o especialista.

Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), para pessoas com doenças cardíacas, por exemplo, a taxa de mortalidade da COVID-19 pode ser três vezes maior em relação à média. Outro fator a ser considerado é o desenvolvimento da SRAG – síndrome respiratória aguda grave. Em pessoas com problemas cardíacos, o desenvolvimento da complicação, após contaminação do novo coronavírus, é mais alto.

Dicas práticas

Para manter a saúde cardiovascular em dia, o Dr. Gilberto recomenda prevenir doenças como diabete e hipertensão, que podem ocasionar o envelhecimento precoce das artérias e colocar o indivíduo o grupo de risco da COVID-19. Praticar atividades físicas e manter os exames de rotina atualizados são maneiras de evitar complicações relacionadas ao coração.

Além disso, manter-se em distanciamento social, lavar bem as mãos e não as colocar no rosto fazem parte das medidas básicas de prevenção contra o novo coronavírus. Para as pessoas que não trabalham em áreas da saúde ou de risco, o uso de máscaras caseiras de tecido, caso precise sair de casa, é uma barreira a mais para evitar o contágio.

Vale ressaltar que sintomas como febre alta, tosse e falta de ar são alguns dos principais da COVID-19. Além disso, perda de olfato, paladar e cansaço constante também podem ser indícios da doença causada pelo novo coronavírus e precisam ser acompanhados por atendimento médico.

Sobre Dr. Gilberto Narchi Rabahie
Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Gilberto Narchi possui Pós Graduação em Pesquisa pela Universidade da Califórnia, em San Francisco – UCSF, além de ser especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Também é membro da Sociedade Americana de Cirurgia Vascular e da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e Endovascular. Atualmente, é cirurgião vascular do Hospital do Coração em São Paulo.

Fonte: Portal Nacional de Seguros
segs.com.br

Esteatose Hepática e hábitos saudáveis

A Esteatose Hepática não alcoólica ou gordura no fígado como é popularmente conhecida, é uma doença que acontece quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura, chegando ou ultrapassando o limite de 5% .

Estima-se que 40% da população ocidental sofre desta doença e quando verificamos em diabéticos, este número sobe para 80%. Vale dizer também que Mulheres têm um risco maior de desenvolver excesso de gordura no fígado, tendo em vista que o hormônio estrógeno, produzido naturalmente pelo corpo feminino, propicia o acúmulo dessa gordura.

Você sabe a importância do fígado?

O fígado é o órgão responsável pela produção da bile, que é a responsável por ajudar na digestão de alimentos; É o fígado que faz transporte de colesterol LDL e HDL; Também é ele que faz o processamento de hormônios e medicamentos, armazenamento e liberação da glicose, destrói as células vermelhas defeituosas e é ele que faz a limpeza do nosso organismo através da eliminação de resíduos tóxicos.

Dito isso, devemos dizer que a Esteatose Hepática é uma doença muito silenciosa, portanto, muito perigosa, já que o fígado é capaz de aguentar décadas de sobrecarga sem dar sinal algum. Ou seja, as pessoas acometidas de esteatose hepática, no geral, não sentem nada e só são diagnosticados quando fazem algum exame de imagem ou de sangue.

“A Gordura visceral está associada ao aumento de doenças cardiovasculares, aumento da insulina e da glicemia, hipertensão e síndrome metabólica. Qualquer excesso de gordura corporal é perigoso, mas a gordura visceral é um fator de risco ainda maior do que a gordura subcutânea”, diz a Dra. Bruna Marisa, médica endocrinologista, especialista em emagrecimento.

A obesidade, o excesso de peso e os hábitos e estilos de vida inadequados, são responsáveis hoje por 60% dos casos de gordura no fígado, afirma a Dra. Bruna que segue dizendo: “O problema da Esteatose hepática ser uma doença silenciosa é que nesse meio-tempo, o­ risco de doenças cardíacas e vasculares aumenta muito. Além do mais, a gordura no fígado pode causar hepatite e dentro de alguns anos, evoluir para cirrose, câncer de fígado e suas consequências como o transplante hepático”

A boa notícia é que, se detectado antes da evolução do quadro para uma cirrose hepática ou câncer, o tratamento consiste em três pilares básicos:

  • Estilo de vida saudável
  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de exercícios físicos.

Uma mudança no estilo de vida é a única coisa que vai tratar a raiz da causa do problema a fim de se obter um resultado satisfatório. Por isso, são raros os casos em que há necessidade de medicamentos.

Vale a pena repensar agora o estilo de vida que você está levando. A Esteatose hepática é só mais uma das diversas doenças relacionadas com o excesso de peso ou obesidade, tais como a diabetes, apnéia do sono, síndrome dos ovários policísticos, síndrome metabólica, entre outras.

 

Dra. Bruna Marisa Soares é especialista em Clínica Médica, pós graduada e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; Especialista em Emagrecimento; Pós Graduada em Medicina Ortomolecular e possui cursos de Medicina Esportiva, onde atua.

Sobrepeso e idade avançada são fatores de risco para COVID-19

Em uma das maiores análises de dados de casos COVID-19 até agora, pesquisadores da Faculdade de Medicina Grossman da NYU descobriram que idade e doenças crônicas (doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade, em particular) foram os principais fatores que levaram à hospitalização por COVID -19. O estudo, que analisou relatórios de 4.103 pacientes, mostrou que a obesidade, depois da idade avançada, foi de longe o preditor mais importante de hospitalização.

Outro estudo separado feito por pesquisadores da NYU Langone Health, revelou que pacientes com menos de 60 anos apresentavam maior risco de hospitalização devido a complicações do COVID-19 se fossem obesos. O relatório, publicado na revista Clinical Infectious Diseases, analisou os dados de 3.615 pacientes que apresentaram resultado positivo para o coronavírus de 4 de março a 4 de abril.

Covid-19 e os obesos

“A obesidade, por si só é um estado de inflamação crônica no corpo e isso afeta o funcionamento das células e de suas superfícies, que interrompem sua função natural de barreira protetora e facilitam o ataque de vírus, como o coronavírus”, explica Caetano Marchesini, cirurgião bariátrico, pesquisador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

O excesso de peso também tem efeitos negativos no sistema imunológico, como a diminuição da produção de proteínas vitais para defender o corpo contra possíveis infecções. O coronavírus entra no corpo aderindo à enzima conversora da angiotensina, localizada principalmente nos pulmões, rins e vasos sanguíneos. O nível dessa enzima é aumentado em pacientes com diabetes, o que facilita a entrada e a infecção do novo coronavírus neles.

Quem sofre de obesidade severa pode ter os pulmões afetados para respirar normalmente, ou mesmo sofrer de apneia do sono e problemas de oxigenação. Algumas pesquisas sobre os efeitos da obesidade na gripe sugerem que esse fator de risco pode prolongar o tempo que os vírus permanecem em nossos corpos, dificultando o combate à doença.

A obesidade geralmente está por trás de muitas das condições pré-existentes que foram definidas como de alto risco para a possível disseminação do coronavírus. Assim, é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de hipertensão e doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo, alguns estudos sugerem que pessoas obesas têm três vezes mais risco de ter diabetes.

Pandemia no Brasil

Segundo um levantamento recente do Ministério da Saúde (pesquisa VIGITEL-2019), um em cada cinco brasileiros (19,8%) é obeso. Além disso, mais da metade da população (55,7%) tem excesso de peso. De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde,   divulgado nesta quinta- feira (16 de abril), sobre covid-19, oito em cada dez brasileiros (78%) que morreram da doença apresentavam pelo menos um fator de risco associado. A obesidade, por si só, não foi o principal fator de risco para pacientes acima de 60 anos – grupo que compõe a maioria dos mortos -, embora apareça na lista de comorbidades. Mas doenças normalmente resultantes dela, sim. Cardiopatias foram, por exemplo, a condição mais prevalente ligada às mortes investigadas entre aqueles que tinham mais de 60 anos (81% do total de mortos). Nessa mesma faixa etária, em segundo lugar vêm os diabéticos, seguido por quadros de pneumopatia e doenças neurológicas. Entre os mais jovens, as comorbidades mais predominantes foram, nessa ordem: diabetes, cardiopatia e obesidade.

Exercitar-se regularmente é uma das melhores formas de combater obesidade

A orientação das autoridades é que essas pessoas sigam uma dieta que contribua para aumentar suas defesas e tentar ser ativas em casa, exercitando-se por pelo menos 1h por dia. E tomar todos os cuidados recomendados de segurança contra a contaminação, como o isolamento social e o uso de máscaras.

“O diabético deve prestar mais atenção à sua dieta e seu nível de glicose, o hipertenso precisa estar alerta à sua pressão arterial e diminuir a ingestão de sal. E o paciente obeso deve começar a se conscientizar fazendo atividades físicas, a comer com mais qualidade nutricional e aumentar os cuidados consigo mesmo”, afirma Marchesini. “Temos cada vez mais oferta de alimentos altamente calóricos, de baixo custo e pouca ou nenhuma qualidade nutricional. Além disso, nosso organismo foi feito para o movimento e estamos cada vez nos exercitando menos”, acrescenta o especialista.

“Com tudo isso que está acontecendo, acredito que as pessoas vão aprender a mudar alguns hábitos e a tomar decisões importantes para melhorar a saúde. E que tudo passe logo, é o que todos queremos”, conclui Marchesini.

 

Fonte: TT Comunica e Press Manager

Como manter a forma física na quarentena

O atual cenário de quarentena e isolamento social, que acontece não somente no Brasil mas também ao longo do mundo, pode gerar diversas mudanças de comportamento. Romper com a rotina e estar mais tempo em casa pode gerar diversos sentimentos, como ansiedade, e até mesmo influenciar no padrão alimentar de cada um. Manter o corpo saudável, diante deste contexto, pode ser um desafio, uma vez que todos os hábitos alimentares e exercícios físicos deverão ser ajustados. Para ajudar nesta adaptação, conversamos com a nutricionista e consultora da New Millen, Karla Maciel. Confira:

A nutricionista explica que o aumento do consumo alimentar está diretamente associado ao nível de estresse e de ansiedade implicados por este novo contexto. “Quando estamos estressados, a elevação da liberação de cortisol induz a uma redução das respostas imunológicas, além de inibir vias associadas à queima de gordura corporal. Tanto a imunidade, como o metabolismo em si serão afetados”, comenta.

Por isso, é essencial usar estratégias que contribuam com a amenização do estresse. Tais ações auxiliam no equilíbrio da saúde e colaboram com a melhora do sistema imunológico, além de contribuir no controle do peso e melhorar o desempenho dos treinos feitos em casa. “A primeira coisa a ser planejada é a rotina de refeições, assim como é feito no dia a dia normalmente. Estipular os horários para café da manhã, almoço e jantar, e as pausas para o lanche, associadamente ao planejamento do treino, é o primeiro passo”, esclarece a nutricionista.

O café da manhã deve ser composto por alimentos com alta densidade de nutrientes e que promova energia suficiente para começar as tarefas do dia em casa, e também para aqueles que organizaram seu treino no período da manhã. “Ovos mexidos no pão integral e frutas salpicadas com aveia e outras sementes são opções interessantes com carboidratos e proteínas de alta qualidade e que contribuem para a saciedade. Antes de iniciar esta refeição, uma dica é consumir um shot de especiarias antioxidantes, para começar o dia com reforço da imunidade. A New Millen traz o Imuno Resist, combinação prática de cúrcuma, gengibre, pimenta preta e limão em pó, em sachês individuais para consumo rápido”, indica.

Já no almoço em casa, a nutricionista recomenda variar a escolha dos legumes e verduras, que são importantes fontes de vitaminas e minerais e, principalmente, de fibras associadas a carboidratos de qualidade, por meio de tubérculos (mandioca, batata doce), cereais integrais (arroz integral, quinoa); e de proteínas, encontradas nos peixes, carnes magras e leguminosas (feijão, ervilha). “Se a pessoa estiver ansiosa e com muita vontade de consumir algum doce, o chocolate com alto teor de cacau ou uma receita caseira de doces usando suplementos proteicos também é uma boa estratégia”, destaca a especialista.

A nutricionista explica que as dicas do almoço também valem para o jantar. No entanto, é importante reduzir a quantidade de carboidratos, já que o gasto calórico neste período é menor.

Outra dica da Karla é para amenizar o estresse e o ganho de peso nos dias em casa através da suplementação com produtos de qualidade. “Levando em consideração as receitas que podem ser incluídas na rotina, uma opção é enriquecê-las com suplementos proteicos em diferentes sabores. A New Millen conta com várias fórmulas de proteínas nobres, como: Protein Black 4W, Protein Complex, Whey Protein 100%, Isolate Protein, entre outros”.

Além disso, o aporte nutricional para a imunidade deve ser priorizado nesse momento, junto aos demais cuidados. “Alguns suplementos específicos da New Millen também dão esse reforço extra: cápsulas de Vitamina D, nutriente com alta capacidade imunomoduladora; Energy C, que apresenta vitamina C, essencial para as células de defesas corporais; Ômega 3 com vitamina E, capaz de modular o sistema imunológico e reduzir processos inflamatórios”, finaliza a nutricionista.

Sobre a New Millen
A New Millen é uma empresa 100% nacional e com padrão internacional de qualidade e segurança na industrialização, atuando há mais de 30 anos no mercado, fornece alimentos saudáveis de elevada tecnologia e engenharia nutricional, além de trabalhar com marcas próprias. Com uma planta industrial moderna, de mais de 7.000m², localizada em Cajamar (SP), a New Millen possui maquinários de última geração e um laboratório totalmente equipado para realização de testes.

Qual a relação entre o exercício físico e uma boa noite de descanso?

No dia 17 de março foi comemorado o Dia Mundial do Sono e muitas pessoas se queixam por não conseguir ter uma boa noite de descanso. Estudos comprovam que a prática de exercícios físicos ajuda para que o sono seja mais profundo, minimizando o número de despertares.

De acordo com o professor do curso de Educação Física da Universidade UNG, Edison Tresca, a prática de atividade física pode melhorar a qualidade do sono. Ele destaca que a atividade física é reconhecida pela American Sleep Disorders Association como uma intervenção não medicamentosa para a melhoria do padrão de sono em alguns aspectos específicos, indicando a necessidade de continuar as investigações sobre outros aspectos ainda não esclarecidos.

É verdade que os exercícios físicos melhoram a noite de sono? Se sim, por quê?

Muitos estudos estão sendo realizados e, portanto, muitas informações precisam ser confirmadas. Há indícios na melhora da qualidade de sono, principalmente com a prática de exercícios físicos de intensidade moderada e quando praticados regularmente. Mas, efetivamente, resultados encontrados em muitos estudos indicam que os exercícios físicos melhoram o sono que ocorre nas primeiras horas do período de descanso, sendo que os mecanismos destes efeitos necessitam de investigações.

Quantas horas e quantas vezes por semana é necessário praticar atividade física para trazer esse benefício?

A regularidade da prática demonstra ser fundamental para manutenção da normalidade dos ciclos biológicos do indivíduo. Uma vez que a atividade física moderada provoca alterações fisiológicas no indivíduo e parte da recuperação se faz durante o sono, é prudente realizar atividades físicas de forma regular, da mesma forma que procuramos manter a regularidade com nossos horários de alimentação, trabalho e, até mesmo, do próprio sono. O número de vezes por semana pode variar bastante em função dos níveis de aptidão física individual, mas, em média, pode-se considerar a realização de uma atividade moderada de 30 a 40 minutos, entre três a quatro vezes por semana, como suficientes para influenciar positivamente o sono. Esse tipo de atividade ajuda, também, no controle do peso corporal, que é demonstrado em alguns estudos, como outro fator de influência sobre a qualidade do sono.

Quais hormônios são estimulados nos exercícios físicos para que melhorem a qualidade do sono?

Quando alguém se exercita, o organismo libera várias substâncias que podem melhorar a qualidade do sono. As principais são a endorfina, que proporciona a sensação de bem-estar, a dopamina, que proporciona sensação de prazer, e a serotonina, que é responsável por diminuir a ansiedade, promovendo o relaxamento.

Mudar a rotina das atividades físicas (parar ou trocar de exercícios) pode interferir na qualidade do sono? De que forma?

Desde que se procure manter certa regularidade, duração, exigência moderada e frequência semanal, é até saudável que as atividades físicas sejam variadas, evitando uma rotina monótona. O que deve ser evitado, por exemplo, é realizar atividades muito leves ou muito intensas, ou, ainda, realizar atividades por poucos minutos em um dia e compensar praticamente dobrando o tempo, no outro dia. Um profissional de Educação Física com registro no Conselho Regional da Profissão pode perfeitamente relacionar uma vasta e diversificada lista de atividades físicas.

Fonte: Universidade UNG